minha cã, vã moldura
prum rosto coas feições
dum ser ressentido
perdido entreontem e o vir a ser
força-me a abriolhos
sobre o chão ressequido
e as linhas disformes vista
espelha meu eu envelhe-
cido,
sido derreado
o meu corpo é ataúde cansado
receptáculo para a
miser-
abil-
idade humana: ser desumano,
meu medo de findar
não faz da minha covardia
apego à vida,
a eternidade banha-se de escuridão.
o cão coa cal na mão
rido, espera o sopro divino...
Que poema maravilhoso, em desconstrução e reconstrução de significancias com a oralidade verbal. Gostei muito poeta! bjo
ResponderExcluirBom dia, meu querido! Se "a felicidade mata o poeta", a plenitude aniquila o ser humano. Adoro os seus poemas! Beijo grande, grande! Bom domingo, boa semana!:-)
ResponderExcluirEi Eder,
ResponderExcluire, com tudo e por tudo, continuo no caminho, buscando-me, reconstruindo-me. E viva a poesia que, do caos humano, faz brotar reflexão e atitude para novos passos. Bom demais.
Abraços
Jacinta