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Mostrando postagens de abril, 2008

Lá onde o mar se acaba

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                              imagem clique aqui Quando Cláudio, enfim, sentou na areia da praia, estava exausto. O pranto havia secado, mas por dentro as lágrimas eram intermináveis. Em qualquer direção que olhasse suas pegadas, pelo vento, foram apagadas. Olhar pra trás, para quê? Se todo o seu passado carregava na cor cinza a matiz da tristeza advinda das perdas, e seu futuro era senão um mar de chumbo que o levaria de encontro àqueles que ele perdeu. Sentado no banco do bar, um copo com pinga em suas mãos, ele via o reflexo distorcido da sua imagem disforme, e não diferia da imagem que os outros viam em seu rosto. À vida ele não passava de um estorvo. Era o que ele era. Bebeu de uma só vez o copo com pinga, tentou puxar dos olhos um filete de lágrimas, estava seco, todos os seus sentimentos eram áridos. Não tinha pena de si, não culpava Deus por seu infortúnio. Acreditava que tudo que lhe acon...

Sentimento outonais

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Águam tristezas nos meus dias outonais Ais gélidos trazidos por ventos invernais Deságuam em minha alma soturnos males Estaciono sobre o vento frio outonal Hiberno sobre a lâmina fina da chuva invernal Escureço sobre sentimentos petrificados Aguardando os ventos primaveris para o seu degelo Esperando o sol de verão para revivê-los Assim mesmo, dorido pelo clima da estação, Sigo florido com uma rosa e um cravo em cada mão

A lua me abandonou

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   imagem clique aqui Ao lembrar o ontem No céu de tua alma fui sol No céu de minha alma foi lua A espera do tempo certo Para você dar luz as estrelas, eu brilho. Hoje continuo ardendo em ti Dando cores ao teu horizonte Mas você em mim, escuridão. Sob nuvens carregadas me escondo A chorar tristezas A lastimar perdas A inundar os espaços vazios por ti deixado. Se for dia amanheço sem brilho Se for tarde entardeço sem luz A tua espera Apaixonadamente esperando anoitecer E no céu de tua alma brilhar.

A espera de Darwin

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                              imagem clique aqui Não há necessidade d’eu ir a lua Para entender os passos da humanidade, As pegadas de Neil Alden Armstrong Se me levasse a um caminho Levar-me-ia de lugar nenhum a um eterno vazio. Não há necessidade d’eu rogar aos céus Para com Deus ter-me, para tê-Lo Bastar-me-ia sentir o Deus em mim imerso, Deus é do tamanho do universo O universo do tamanho da minha fé, e a Minha fé mede-se de acordo com os passos que dou. Há em mim a necessidade da pobreza material A de espírito, por ser humano, já a tenho o suficiente. Necessito de um mundo sem as cores da tv O meu mundo tem a cor da minha arte E eu o tinjo com as nuanças do amor, Mas são as cores do som que ouço Trazidos pelos ventos do sul Que me levará aonde minha fé não alcança. Destituído de qualquer riqueza Não evoluí o bastante para ir a lua Minha e...

a espera da cal

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                        imagem clique aqui minha cã, vã moldura prum rosto coas feições dum ser ressentido perdido entreontem e o vir a ser força-me a abriolhos sobre o chão ressequido e as linhas disformes vista espelha meu eu envelhe- cido, sido derreado o meu corpo é ataúde cansado receptáculo para a miser- abil- idade humana: ser desumano, meu medo de findar não faz da minha covardia apego à vida, a eternidade banha-se de escuridão. o cão coa cal na mão rido, espera o sopro divino...

Reflexo

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                           imagem clique aqui Afoga a água o meu coração Joga nos meus olhos as lágrimas que há tempo se perderam Roga pragas em minhas vidas que já feneceram Logo mortas quando do ventre surgiram assustadas por um futuro vão Peco por nunca ter tido um horizonte por onde guiar Fecho-me por medo que lá fora não consigo um passo a frente dar Meço-me e peso-me para as medidas serem nulas Desço-me tão profundamente que meus apelos não sensibilizam nenhuma ajuda Ah, que ser é este que se diz ser eu A ter a mim como chamas que jamais queimarão A se perder em um corpo que não é meu! Ah que ser é este que se diz ser dos outros A padecer minha alma tão castigada por não crer em nenhum cristão Ah que seres são estes que fazem isso e deixam minha alma e meu corpo tortos!?

flor Teresa

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                   imagem clique aqui ...assim um beija-flor de Teresa Cordioli me falou versos caídos do céu descendo por teresas co’as cores d’olhos de deus matizam pétalas versos vindos do céu embalados pelo sopro divino são germinados polens verbalizados em poemas poemas entrelaçados tal qual teresas poemas de Teresa tal qual sopro divino a cor d’olhos de deus verbalizados no amor a cor d’olhos de deus Teresa matizada em flor