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Mostrando postagens de agosto, 2012

Compondo um cenário para a imagem poética de Paula Barros

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   A ansiedade feminina do ponteiro dos segundos atropela a mansidão do ponteiro dos minutos acelerando o tempo. O tempo voa, os meus passos não conseguem mais acompanhar o ponteiro das horas. Sentado no meio fio, sinto saudades dos bancos da praça, do coreto com a banda tocando a nossa canção, dos ipês roxos e amarelos que atraem os pássaros, e estes compunham sinfonias jobinianas para a beleza de suas flores, das crianças se arriscando nos carrinhos de rolimãs enquanto idosos entrelaçavam os seus dedos rememorando os tempos idos, diferente dos jovens que viviam apaixonados o seu próprio tempo.    Os bancos quebrados, o coreto há muito tempo era uma lembrança em uma fotografia envelhecida, a praça envolta em lixo, a batida do funk fazendo apologia ao sexo, ao crime e as drogas ecoando pelas ruas, as crianças envoltas na fumaça da maconha se perdendo dos sonhos que evolam entre monstros imaginários, os jovens se descobrindo sob lençóis em quartos escuros com ...

Sob uma olhar fotográfico poético

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   Li uma vez uma frase de um filosofo, cujo nome não me lembro, que dizia mais ou menos assim: “pouco importa o caminho se durante a caminhada fizermos bons amigos”. Estou no blog desde 2008, essa caminhada me proporcionou bons amigos, tentarei, sem fazer disso um compromisso, uma homenagem aos que me são caros. Dessa minha amiga poderei dizer que através de sua lente fotográfica, o seu olhar é poético, o mesmo digo de suas escritas e acrescento que quando a imagino, a vejo musical. Há tripé melhor para se ter uma amiga do que esse: olhar poético, escrita poética dosados com musicalidade.    Lê-la ou ver as suas imagens me inspira tanto que sou surpreendido fazendo textos maravilhosos, como se suas criações houvesse uma reticência indizível esperando ser completada. Dizer que me identifico com suas criações seria pouco, é muito mais do que isso, porém me foge agora a palavra apropriada.    Ela me diz que apenas fotografa o que vê. Quanta modéstia...

Crônicas do Paraíso e os seus infernos - tiazinha

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   Como foi dito no relato anterior, Eva, cansada do sexo rotineiro, foi ao sex shop e comprou uma fantasia para apimentar a relação conjugal com Adão. Como havia errado na escolha, a fantasia de Chapeuzinho Vermelho, Adão foi obrigado a correr atrás do Lobo Mau para não ser comido porque estava fantasiado de Vovozinha, porém esquecera que na história havia mais uma personagem, o Lenhador. Foi dito também que Eva estava roliça como um tronco de aroeira. Todos nós sabemos, pois assim diz o dito popular-científico, o melhor exercício para se perder peso é o sexo. Portanto, quando o Lenhador perguntou-lhe o que deveria fazer, ela não se fez de rogada e mandou descer o machado.    Eva fez tanto uso do machado com o exercício praticado que afinou tal um palito de fósforo e só não foi contratada por uma agência de publicidade para representar uma grande marca de automóvel por que o machado teve o fio cegado e para amolá-lo havia a necessidade de usar um afiador de di...

Pensamento - sobre o silêncio

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Em silêncio o meu estado não é solitário, com ele me preencho de Deus para saber-me, para sabê-lo. A gritaria não fará com que me escutam, e o silêncio me traz a calma necessária para ouvi-Lo. Ao me ver em silêncio, por favor, saiba, eu não estou sozinho, estou em e com Deus. Imagem de arquivo pessoal