Deixamos de fazer história e passamos a ser telespectadores da vida. O tempo e o espaço agora são pequenos devido à nossa inação. Importamo-nos mais com a linha do tempo feicibuquiana, curtindo e compartilhando fatos que, por si só, não fazem parte da história, pois isso é uma ação de mero telespectador, do que com o que o outro diz ou faz, sem uma discussão saudável sobre os fatos. Aqui e ali, pipoca o ódio ao deputado condenado por requerer atendimento médico, mesmo sendo comprovado por uma junta médica que ele necessita desse atendimento. Alegam que presos comuns passam por situações piores ou que, nos hospitais públicos, doentes são esquecidos nos corredores, sem atendimento. A partir do momento em que nivelamos por baixo, deixamos de lutar pela igualdade de direitos, ou seja, para que todos os presos tenham o mesmo tratamento humanitário, independentemente de sua condição social perante a lei estabelecida. Ao negarmos ao deputado o direito de ser atendido, deixamos de ser hum...