História
Eu nunca fui afeito a tecnologia, considero-me um “intecnológico” inveterado, e olha que não é por falta de conhecimento, mas uma opção. Lembro-me de ter sido apresentado a uma máquina de datilografar Remington, em 1972, um monstro para a época, e, por imposição do meu pai, sempre severo na educação dos filhos, fui obrigado a aprender usá-la, apesar dos meus minguados oito anos. Aprendi, mas usá-la... Fui engolido pela máquina. Anos mais tarde ganhei uma Olivetti compacta laranja, e para desespero do meu pai, eu preferi o bom e usável papel e lápis. Anos sobre anos depois, eu comprei um celular com a intenção de usar o editor de texto para escrever do que o próprio telefone para telefonar, mas quase sempre as mãos, ao digitar, não acompanhavam o pensamento, então, o bom e usável papel e, agora, caneta permaneceram para o celular ter um uso mais apropriado, como despertador e relógio. Como o avanço tecnológico, o celular adquiriu tantas utilidades que usá-lo para receber e fazer chamad...