
Você não entende os meus escritos, pensa que eu me significo na tua pele pelas minhas digitais, ou então, pelas linhas do meu corpo quando você descaminha com as suas mãos, tola, é minha alma que está em braile. Você não percebe, na minha história só existem dois verbos, ser e descobrir, isso é latente. Você não consegue desenrolar o pergaminho da minha alma, está lá escrito, “eu sou teu, descobre-me”. Mesmo se você conseguisse ler, exigente como é, reclamaria a falta do ponto de exclamação no fim da frase, não basta eu dizer que eu sou teu, tem quer ser eu sou teu! Isso é típico de mulheres inseguras, e não preciso dizer que se trata de você. Contudo, não vou lhe contrariar, pontuarei a frase com um ponto final, assim não haverá a necessidade do fim para encerrar nossa história, estará subtendido. Você, um dia, ousou me chamar de flor de mandacaru, lembra-se, você me disse, "para lhe sentir, há a necessidade de me ferir com os espinhos". Tenho a convicção que esta frase não é sua, deve ser um pensamento, um devaneio de alguém muito mais sensível que você, pois a sua vida transita numa linha tênue entre o real e o virtual, todos os seus pensamentos são frases tiradas de revistas de fofocas. Saiba, sou uma vitória-régia, para me saber, você precisava mergulhar, de alma. Querida, eu sigo o rio da minha própria história...
Leia a resposta dela clicando
AQUI