Afoga a água o meu coração
Joga nos meus olhos as lágrimas que há tempo se perderam
Roga pragas em minhas vidas que já feneceram
Logo mortas quando do ventre surgiram assustadas por um futuro vão
Peco por nunca ter tido um horizonte por onde guiar
Fecho-me por medo que lá fora não consigo um passo a frente dar
Meço-me e peso-me para as medidas serem nulas
Desço-me tão profundamente que meus apelos não sensibilizam nenhuma ajuda
Ah, que ser é este que se diz ser eu
A ter a mim como chamas que jamais queimarão
A se perder em um corpo que não é meu!
Ah que ser é este que se diz ser dos outros
A padecer minha alma tão castigada por não crer em nenhum cristão
Ah que seres são estes que fazem isso e deixam minha alma e meu corpo tortos!?
