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a separação, mesmo temporária
tira-nos qualquer oportunidade de esperança
de estando a sós, sozinho, só a nós
nós mesmos não nos bastamos
por ser a dois, amando, dois se tornam um
certo que se separarmos cada um será nulo
se as saudades dos ausentes nos tiram o encanto
o que conta depois é a felicidade do reencontro
são as lágrimas que beijam o meu rosto
pelo filho ausente
são as lágrimas que me dá o amargo gosto
pela filha não presente
são as lágrimas que na cama cobrem o meu corpo
pela esposa distante
se as saudades dos ausentes nos levam aos prantos
o que conta depois são as lágrimas do reencontro
agora as horas demoram
mas eu tenho olhos de enxergar distante
a vida vale pelo seu dia a dia
a vida vale pela espera da poesia
a vida vale pelo que temos de alegria
em fazermos a quem amamos uma pessoa feliz
se as saudades dos ausentes nos levam a solidão constante
o que conta depois é a presença de agora em diante
quem me faz falta a faz à poesia também
todo poeta só o é quando uma musa tem
e eu não o sendo sentido em ser não tenho
mas eu tenho olhos de enxergar adiante
e olha só quem vem vindo
o muso e as minhas musas sorrindo
o que conta são as lágrimas do reencontro
não são todas as lágrimas águas de prantos
a separação, mesmo temporária
tira-me qualquer oportunidade de esperança
de estando a sós, sozinho, só a mim
eu mesmo não me basto
por ser a dois, amando, dois se torna um
certo que se separarmos sou eu que serei nulo
Leme - SP