<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603</id><updated>2012-02-19T23:32:10.601-02:00</updated><category term='Conto'/><category term='Espiritual'/><category term='Crônica'/><category term='Amizade'/><category term='Família'/><category term='Felicidade'/><category term='Surreal'/><category term='Amor'/><category term='Poesia'/><category term='Solidão'/><category term='Pensamento'/><category term='Saudades'/><category term='Drama'/><category term='Encontro'/><category term='Desilusão'/><category term='Poetrix'/><category term='Suspense'/><category term='Concreto'/><category term='Fantasia'/><category term='Selo'/><category term='Carta'/><category term='Tristeza'/><category term='Dia a dia'/><category term='Homenagem'/><category term='Humor'/><category term='Duo'/><category term='Causos'/><category term='Blogagem coletiva'/><category term='artigo'/><title type='text'>GOTAS  DE PROSIAS</title><subtitle type='html'>Os pensamentos, as experiências de vidas relatadas das minhas personagens não são reflexos dos meus pensamentos e experiências, mas sim, peças do mosaico que forma o ser humano. Os meus textos não intentam a polêmica, mas nos chamar à reflexão. Deixo o meu email para quem quiser trocar ideias, compartilhar textos e interagir: gotasdeprosias@gmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>221</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-1587458729904869282</id><published>2012-02-18T10:53:00.000-02:00</published><updated>2012-02-18T10:53:42.736-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VrY9jOXdFwk/TxNUaNmY1wI/AAAAAAAAA5c/ZYQpD9iVqH0/s1600/FORM.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-VrY9jOXdFwk/TxNUaNmY1wI/AAAAAAAAA5c/ZYQpD9iVqH0/s320/FORM.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;CAPÍTULO FINAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vi que a perna que empurrava a terrina desopa para dentro do porão era de mulher. Agachado, eu a agarrei com as duas mãose a puxei de uma vez só. Quando o corpo dela foi ao chão, o seu grito se tornouaudível por toda a casa. Eu tinha que agir rápido. A luz que vinha da parte decima da casa fez brilhar um objeto que estava próximo da terrina, peguei-o ecravei no pescoço dela. O cabo da colher estraçalhou o seu pescoço espargindo oseu sangue sobre o meu rosto. Não, meu Bispo, eu não tive tempo de mearrepender e nem pedir perdão pelo ato praticado, pois uma mão me puxava paracima, para fora do porão, arrastando o meu corpo pela escada. Quando cheguei àsala, eu estava diante do Demônio, os seus olhos azuis tinham perdido a doçura.Se ao me vilipendiar, ele tinha enfiado dentro de mim o inferno com seus dedos,agora ele ia me mostrar que o inferno também estava do lado de fora. Eleagarrou o meu corpo fraco e me arremessou contra a escrivaninha. A vela de setedias havia se consumido, não havia luz, estava no sétimo dia. Após a criação domundo, Deus havia descansado no sétimo dia, meu Bispo. Naquela casa, naquelemomento, se Ele tentasse interferir, não adiantaria, pois diante daquele homem,eu vi o Diabo. Eu estava diante de um espelho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim que ele pôs o pé sobre o meu pescoço,a falta de ar fez com que eu estrebuchasse, e com pés e mãos batendo no chão,eu pedi clemência. Ele sorriu de satisfação pelo pedido, pegou-me pelos pésgirando o corpo vária vezes e o soltou satisfeito. O meu corpo foi de encontro àmesinha de centro, quebrando-a. Senti um filete de sangue escorrer no chão, aopassar a mão por debaixo de mim, eu senti o fio da faca cortar um dos meusdedos. Gelei quando ele se encaminhou até a escrivaninha, abriu uma dasgavetas, retirou o fumo de rolo juntamente com a caixa com papel de seda paraenrolar cigarro e me encarou. Pensei, ele notou a falta da faca. Felizmentenão, meu Bispo, ele não notou. Sim, ele continuou me encarando, colocou o fumona boca e o retirou amiúde. A baba escura escorria pelo canto de sua boca.Sorrindo maliciosamente, ele mediu um palmo do rolo e o cortou com os dentes.Sim, meu Bispo, as suas atitudes eram doentias. Sempre rindo, ele abraçou orolo cortado com a palma da mão e fez movimentos contínuos de cima para baixo evice-versa, depois o dilacerou com os dentes em pedaços pequenos. Pegou a sedada caixa, encostou-a na borda da escrivaninha e com os dedos empurrou ospedaços do fumo sobre o papel, enrolou-o, lambeu a ponta de fechamentoenrolando-a. Após levar o cigarro à boca, ele abaixou e pegou o guarda-chuvaque estava encostado no canto da parede, próximo da porta da saída, batendo ocabo na escrivaninha. Percebi que a sua intenção era demonstrar a resistência edureza do cabo pelo ruído provocado. Ele não precisava de tanto, bastou eu vera cor e o entalhe da madeira para saber que era de lei, dura e eficaz se aintenção era ferir, afinal era um legítimo jacarandá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando ele se encaminhou em minha direçãobatendo o cabo do guarda-chuva em suas coxas, eu vi, meu Bispo, o terrorpassando naqueles olhos azuis, como em um filme, audível, pois os seus lábiosgesticulavam freneticamente, o inferno você conhecerá agora, e serei eu queemitirei o ticket da passagem. O som gutural de sua voz, a imagem delecaminhando em minha direção, e apenas o cabo do seu guarda-chuva sendoprocessado pela minha mente fez com que ela ativasse o meu sistema de autodefesa,ou seja, acordou a maldade existente em mim. Eu, lestamente, com a energia queme restava, ergui o meu corpo um pouquinho do chão e enfiei a minha mãoalcançando o cabo da faca, porém, não tive força o suficiente para suster o corpo,quando puxei a faca, o fio gélido da lâmina rasgou a minha carne. Ao encostá-lapróximo de meu corpo, o sangue quente do meu corpo havia mudado a temperaturada lâmina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu Bispo, ele afundou os seus joelhos nasminhas coxas. Não, meu Bispo, eu não senti dor, em mim havia somente umsentimento, o de vingança. Ele tentou por várias vezes acender o cigarro,contudo, o fumo ainda estava úmido. Quando conseguiu acender, tragou o cigarrocom prazer imensurável, não tão diferente quanto às sevícias praticadas em mim.Ao esbaforir, eu vi o meu medo intricado por entre a fumaça, como se medissesse, não se iguala a ele. Quando a maldade lhe ataca, ou você se entrega,ou luta, não somente para se salvar, mas também para que essa maldade não seeterniza. Ele não me deu tempo para filosofar, meu Bispo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao vê-lo erguer o guarda-chuva, eu desferi afaca no seu tórax. Quantas vezes? Não sei, meu Bispo. Só parei quando ouvi osossos de sua caixa torácica se quebrando com o impacto das últimas facadas. Meupeito estava inundado de sangue, no entanto, a macula permaneceria na alma, nãoobstante ela já estava maculada somente com a intenção da morte. Não, meuBispo, não acabou, o pior veio depois quando eu me vi nos olhos dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após enterrar a última facada no seu peito,o seu corpo tombou para trás, ele, suspenso no fio derradeiro que ainda oligava à vida, ergueu o guarda-chuva e se jogou para frente. Desviei de suainvestida e o cabo do guarda-chuva passou rente ao meu pescoço, ao tocar o chãotrincou o piso. É agora, meu Bispo, que meu inferno começou, pois o que fizestá me martirizando, por mais que eu fuja, a culpa me persegue. Tem certezaque quer ouvir, meu Bispo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não há dor pior do que a que dói na alma, ado corpo o tempo cura, a da alma entregamos nas mãos de Deus, mas não noslivramos de senti-la. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu o empurrei para trás apoiando o seu corponas minhas pernas erguidas, agarrei o guarda-chuva com as duas mãos e oinclinei um pouco em sua direção, então, com as pernas, empurrei o seu corpopara frente. Ouvi o ruído da sua cabeça batendo na ponta do guarda-chuva,quando o seu rosto ficou próximo ao meu, eu senti certo prazer com a sua morte.Porém, a culpa foi mais rápido do que a minha satisfação. Fiquei extático, emestado de choque por um longo tempo. Somente saí deste estado quando o peso doseu corpo empurrou a sua cabeça para mais próximo de mim, a ponto dos nossosnarizes se tocarem. Os seus olhos azuis me fitaram dizendo que ele haviamorrido, porém, continuava vivo dentro de mim. Vi-me em um espelho, e aqueles olhosazuis, sem vida, me refletiam. Mesmo se não houver luz... Não há, meu Bispo. Dealguma forma não há, com as minhas atitudes, as minhas escolhas, eu trilhei ocaminho das trevas. Como ia dizendo, mesmo se não houver luz para refletir aminha imagem ao olhar em um espelho, dora adiante, não é a mim que vejo, é ele,o Demônio. Seus olhos azuis permanecerão em minha mente dizendo que ele vivi emmim. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu sei, meu Bispo, a justiça dos homens meabsolveu alegando que eu agi em legítima defesa. Sim, o Senhor me concedeu operdão, porém, sou eu que não me perdoo. A maldade é fruto da ignorância. E eusabia, meu Bispo, eu sabia. Mesmo que eu pague minha pena temporal, ainda mesentirei devedor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Jesus lutou contra a maldade usando somenteuma ferramenta, o amor. Aguentou o peso da maldade em sua carne, e mesmo assim,ofereceu amor. Foi crucificado, morreu e ressuscitou, mas nunca deixou de amar.Permanece aqui entre nós como luz para que possamos, através de sua luz,religar à Deus. Não, meu Bispo, o Senhor não está me entendendo. Eu não estoume comparando a Jesus, o meu sofrimento não tem a mesma grandeza do Seusofrimento. Apenas quero lhe dizer que ao me olhar no espelho eu via essa luzme refletir, eu me via como realmente era, eu via a bondade em mim. Hoje,apesar de senti-la bruxuleando em algum ponto em mim, eu só consigo enxergartrevas. A maldade é uma capa invisível que não deixa essa luz se intensificar erefletir quem eu era. O mal viceja em mim, meu Bispo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sim, desnudarei do hábito. Não consigo maisolhar a minha comunidade e ensiná-la a perseverança se não perseverei, em lheensinar a bondade se eu não fui bom, a amar como Cristo amou, a receber a sualuz se eu não fui capaz de amar o outro, se eu deixar a luz de Cristo seapagar. Sim, meu Bispo, quando a maldade abate sobre nós, enfraquecemos asnossas defesas. Mas ai que esta o meu dilema, há a necessidade de ser tão mal,ou mais, a quem nos pratica a maldade? Esse mesmo silêncio que lhe perturba,meu Bispo, a mim também perturba, pois não temos a resposta certa.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu tirarei o hábito que veste o meu corpo,mas ele continuará me vestindo, a minha alma. Seguirei com o meu ministério.Como? Serei uma formiga a espalhar o alimento para esse grande formigueiro queé o mundo. Qual alimento? O amor, meu Bispo. Espalharei a luz de Cristo paraque a ignorância não a ofusque. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Obrigado, meu Bispo, que a paz de Cristopermaneça em nós e o brilho da luz divina diminua a ignorância nos homens. Sim,um dia nos encontraremos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fui certo da minha missão. Olhei para trás evi tristeza e lágrimas nos olhos do Bispo, não saberia dizer se era pela minhapartida ou por outro motivo qualquer. Percebi que ele reteve o seu pé no ar,aproximei para me certificar o que estava acontecendo. Entendi a tristeza e aslágrimas ao ver sob o seu pé uma fileira de formigas passando com o alimento emdireção ao formigueiro, enquanto outras voltavam em busca de mais alimento. Elerepôs o pé no chão, longe das formigas, rodou com os dedos o anel, sorriu paramim e gritou, Padre, temos que ser formiga, era isso que Cristo queria nosdizer. Sorrindo, respondi-lhe que sim. Amar uns aos outros, era isso que asformigas faziam todos os dias, todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu Bispo havia entendido, o nascedouro damaldade está nos pequenos atos diários, por isso ele não pisou nas formigas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Voltei para mim e percebi as chamas da minhavela interna mais intensa. &lt;span lang="EN-US"&gt;Segui, tal a formiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao.html" target="_blank"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao_28.html" target="_blank"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Capítulo II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao.html" target="_blank"&gt;Capítulo III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao_11.html" target="_blank"&gt;Capítulo IV&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8-mv8Or9G5ME3D17nWT2df1HMZmX-psjr8av8vFjmi3zZjr-o6vx58TZ_My8a9_Hpsq2vf2x3597u7oN79_bO5m27enT37jSbzvO9cdY0ebvNf4yXeXv3XXvXNh3_9Ori97j8bPcXXnx23uz-zM7PPPu9nv3M7oOfoa9-YfPZbvXpzv2deyP6d38X_366g38P8PuD3YejTwnOHv1778ED-vf-ffp87_6D-_TvwR69dW_n009HDz_dP6B_D_Z2DkYPH-49fED_Ptx5MNrd2fl0Z3-0u3t_d-fh6MHO3t7-zt5vgvGlJQ0wbWmEv6ZPF_6Z1FXVvszqbNH82vrZr4X_7-7g19_dtP_N8M9vTP__9d69vm5O3xkYv6b3N7-bnZtff039HeB-7ex8arv0_0Cfv-YO97ho3Zvu91-HGpf2C_sX3vt16Y96YYcU_vnro_ku_vr1-POJhdH5m187t8iFfzKUHQvlvAPF_c2v1SEu9k-Gsmeh1B0o7m-iTG5h4A8mz6-hZNrFp7-h-RqTwbQlmuQr8-mvGfz1a-eTxn5j_mBi5w4H7_dfK3fNvd9_7Wa1sp_jD4Pjb2VfvJy6F93vv05Ve6xi_-KvJrn_lfkLz689u1qa339N8wek-9dp1t54gr9-7TxzGPh_0O8r_wv7x6_bBNDCP3_td8-eO36lP-wXWe3h5v3xGzXTapU_WS9JxziowacG4I8DzoOd-_j91yEeWtvmwV-_zryWP4RC-MtA-Jj-_2vd28OvxCVObvw_fr0X-VXetP9PAAAA___70b_mNgUAAA.." target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-1587458729904869282?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/1587458729904869282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao_18.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1587458729904869282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1587458729904869282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao_18.html' title='Confissão'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VrY9jOXdFwk/TxNUaNmY1wI/AAAAAAAAA5c/ZYQpD9iVqH0/s72-c/FORM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7825436834990966873</id><published>2012-02-16T09:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-16T20:18:38.939-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solidão'/><title type='text'>Entre os quarenta e o vazio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2R0vuUsv434/TsF0-yoyPgI/AAAAAAAAA2w/SXSj9FTrJuw/s1600/SOLID.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-2R0vuUsv434/TsF0-yoyPgI/AAAAAAAAA2w/SXSj9FTrJuw/s320/SOLID.jpg" width="210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu estou entre os quarenta e o vazio. Solteira. Emaranhada a solidão e a fantasia em interlúdios de uma dor intermitente. Procuro por mãos que me dêem carinho, minto, busco amor e sexo, não necessariamente nessa ordem. Ao não encontrá-las, deixo as minhas se perderem por entre as minhas virilhas. Após o gozo, rios de lágrimas preenchem o meu rosto afogando-me no vazio. Solidão é dor que não se mata sozinha, nem em multidão, acostuma-se a ela sem nunca alcançar a cura. Eu não me acostumei a minha. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ainda recolho as meias sobre o chão que eu mesmo jogo para ter lembranças suas. Deixo as latinhas de cervejas misturadas com as sobras do jantar. As azeitonas comidas entre as não comidas, ainda guardo no pires da xícara de chá. Eu o tenho tão perto com esses seus hábitos pululando em minha memória. O lençol desalinhado sobre os travesseiros dá-me a impressão de que, se puxá-lo, encontrarei você; porém, o que me vem ao rosto é o cheiro de roupa de cama após o sexo, então me dou aos travesseiros cavalgando-os e o sinto dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A luz acessa do banheiro, o no break do computador ligado, o notebook sobre o sofá, deixo-os como você os deixava. Até comprei um sapato vinho - a sua cor preferida - e o deixo esquecido próximo da mesinha de centro da sala de estar.&amp;nbsp; A pior companhia para uma solitária é a ilusão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lembro-me da sua insistência para que eu entendesse a série Jornada nas estrelas, lesse James Joice e comesse morango com catchup, para mim, três coisas incompreensíveis. Engraçado, hoje, eu entendo até o cumprimento do vulcano Dr. Spock.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A solidão é uma casa iluminada que não apaga de nós o foco escuro que nos encontramos. Em mim, há uma centelha a espera do pavio para a queima. Eu me encontro entre os quarentas e o vazio, sozinha e escura. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando se olha para trás, ao invés de nos ensinar, faz com que desejamos repetir toda a experiência, é sintoma de ingenuidade, ou então, imaturidade. Todas as portas, não importa, fechadas ou não, as tenho como abertas, aí me vem a pergunta: "Por que não as fechou?". Ao sair para sempre da minha vida, você deixou entrar a dor, ela instalou em mim fazendo-me sua moradia. Dizem que o sofrimento serve para nos ensinar, sou uma péssima aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8-mv8Or9G5ME3D17nWT2df1HMZmX-psjr8av8vFjmi3zZjr-o6vx58TZ_My8a9_Hpsq2vf4OH9x_e2z_Ye_DteduuHt29O82m8_zeOGuavN3mP8bLvL37rr1rWo5_enXxe1x-tvsLLz47b3Z_ZudnXj49-5l7-z9DX_3C5rPdf-jX_HRnZ2d_9OnO7s59_Lt7D__e43_3P6V_9-7v0L_3Dh7g34cP6d_7n-KT-w_Q_v7BLv1LbenfBwcH9O_DT-nf3d0Darm7v4d_799_gH_x1u7DHfr93s6n9Pn-3gF9cn9nh9rfP9ihHh_s3f909PDT-w_vj3Z3COg-_djf_fRT-vHgPjUgqJ8SHrsHe3vo6lNC7t693wT0SksiWNoSxX5Nn878M6mrqn2Z1dmi-bX1s18L_9_dwa-_u2n_m-Gf35j-_-u9e33dnL4zMH5N729-Nzs3v_6a-jvA_drZ-dR26f-BPn_NHe5x0bo33e-_DjUu7Rf2L7z369If9cIOKfzz10fzXfz16_HnEwuj8ze_dm6RC_9kKDsWynkHivubX6tDXOyfDGXPQqk7UNzfRJncwsAfTJ5fQ8m0i09_Q_M1JoNpSzTJV-bTXzP469fOJ439xvzBxM4dDt7vv1bumnu__9rNamU_xx8Gx9_Kvng5dS-633-dqvZYxf7FX01y_yvzF55fe3a1NL__muYPaItfp1l74wn--rXzzGHg_0G_r_wv7B-_bhNAC__8td89e-74lf6wX2S1h5v3x2_UTKtV_mS9JJ3loAafGoA_DjgPdu7j91-HeGhtmwd__TrzWv4QCuEvA-Fj-v-vdW8PvxKXOLnx__j1XuRXedP-PwEAAP__3UTweoYFAAA."&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-7825436834990966873?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/7825436834990966873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/entre-os-quarenta-e-o-vazio.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7825436834990966873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7825436834990966873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/entre-os-quarenta-e-o-vazio.html' title='Entre os quarenta e o vazio'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2R0vuUsv434/TsF0-yoyPgI/AAAAAAAAA2w/SXSj9FTrJuw/s72-c/SOLID.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7620833970413416493</id><published>2012-02-11T11:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-12T11:36:50.868-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZdqDt3tYxr0/TxNSQhpoTKI/AAAAAAAAA5U/lN4RLoIySGg/s1600/velas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZdqDt3tYxr0/TxNSQhpoTKI/AAAAAAAAA5U/lN4RLoIySGg/s320/velas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;CAPÍTULO IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu Bispo, havia muita coisa no ar, muitassuspeitas. A sacola que ele depositou na porta do quarto, por que não levoupara a cozinha que é o normal? Ou então, se era para ser colocado no quarto,por que não abriu a porta e colocou? Além disso, aquele silêncio dele, a demorade falar comigo como se quisesse saber alguma coisa apenas me analisandoatravés da minha fisionomia, uma leitura corporal que me denunciasse. E aesposa, apesar da compenetração ao rezar o Rosário, estava prestando atenção emnós dois, e sua fisionomia era de alguém que fez um delito que se arrependeu. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual foi a pergunta que ele me fez, meuBispo? Essa, qual o motivo que me levou a casa dele? Não, demorei em responder, nãohavia me preparado para aquela pergunta. Instintivamente levei o vinho à boca,e ele, esperando a resposta, me encarou com um sorriso como quem dissesse, eulhe peguei. Assim que retirei a taça da boca, prontamente, lhe disse que estavarecolhendo donativo na comunidade para a futura reforma da igreja. Ele soubelogo que eu estava mentindo. Como eu percebi isso? Assim que ele me abraçou edeu três tapas no meu ombro e encaminhado para uma escrivaninha, eu reparei umjornal dentro da sacola próxima a porta do quarto cuja manchete era que o homemencontrado na igreja sofreu abusos sexuais pelos pais segundo o padre. Eleretirou uma vela de sete dias da gaveta e a acendeu para a Santa MariaMadalena, olhou por alguns minutos a chama e me disse que era interessante odesgaste da vela para se ter a luz, ela ia se derretendo, se desfazendo emsacrifico da iluminação. Assim como nos era necessário o sacrifício da carne, oseu apodrecimento, o seu desgaste para a iluminação da alma. Finalizou dizendoque é morrendo que se alcança a vida eterna. Trêmulo, tentei me desvencilhar doseu abraço, porém, ele não deixou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu Bispo, olhei naqueles olhos azuisbuscando alguma emoção e percebi que até a doçura de antes havia se perdido.Ele retirou algumas notas da gaveta e me deu como donativo. Com um sorrisoirônico no rosto ele me perguntou se aquela quantia dava para comprar o indultopara salvação da sua alma. Sim, meu Bispo, o perdão só se consegue com umsincero pedido e o arrependimento das mazelas praticadas, as indulgências parao pecado cometido por ele, por mais severas que fossem, não o livraria do julgamentodivino, afinal, ele tirou uma vida. Contudo, meu Bispo, eu não poderiadizer-lhe isso, estava aquém da sua compreensão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que eu lhe disse? Não se compra o perdão,ele é invendável. É o seu valor que nos torna humano e para consegui-lo énecessário o arrependimento, mas mesmo assim, o perdão não nos livra da justiçados homens. Senti suas mãos percorrerem as minhas costas nervosamente e pararno meu pescoço. Seus dedos, quentes e incontroláveis, tamborilaram antes deapertarem as veias do meu pescoço. Disse-me que sem oxigênio não haveria aschamas na vela, portanto, não haveria iluminação. Então conclui que osacrifício do corpo era necessário para se alcançar a iluminação econsequentemente o perdão. Seus dedos, vagarosamente, afrouxaram e eu voltei arespirar normalmente, pois o ar já estava me faltando. Ele se encaminhouabraçado a mim até o quarto, abriu a porta e me empurrou, abaixou pegando opacote que ele havia trazido e entrou fechando a porta. A escuridão no quartonão me permitiu ver nada, a não ser o branco dos seus olhos. O peso de suasduas mãos nas minhas costas me fez cair sobre a cama. Senti os seus joelhoscomprimirem os meus órgãos internos contra o colchão. Outra mão, mais macia,amarrava os meus braços e pernas na cabeceira da cama, quando uma labaredabruxuleou no ar, eu percebi a silhueta de uma mulher, era a sua esposa. Aospoucos ela foi acendendo as velas dispostas em volta da cama, a luminosidadefoi dando forma e cores aos objetos no quarto. Eu vi várias fotografias emporta-retratos pregados na parede, e neles, a imagem de seu filho,cronologicamente, desde a infância até a idade adulta, sofrendo sevícias. Meuterror aumentou quando ele colocou um tripé com uma câmara no meio do quarto,pegou uma vela de setes dias na sacola, uma vasilha cujo rótulo estava escritovaselina e um objeto roliço que eu não conseguia identificar. O silêncioimperou e só foi quebrado pelos meus gritos de dor. Se havia algum cheiro aliantes eu não saberia dizer, no entanto, agora, do quarto evolava o cheiro devela queimada. Minha pele estava vermelha devido aos respingos da parafina. Asensibilidade à dor tinha atingido o seu pico, estava a ponto de desmaiar, otamborilamento que ele fazia com os dedos sobre a minha coluna vertebral não meprovocava nenhuma sensação. No exato momento que ele abriu o vasilhame e untouas mãos com a vaselina e esfregou no objeto roliço, eu tive a sensação que asvelas se apagaram uma a uma. A escuridão tomou os meus olhos e foi quebrada porflashes da câmara fotográfica. O objeto percorreu a minha coluna vertebralamiúde, de cima para baixo, freneticamente. O medo, tomando conta de mim, mefez perder todos os meus sentidos. A escuridão agora era total. Quando acordei,a dor possuía o meu corpo, o ambiente estava escuro. Percebi que não estavamais no quarto. Engatinhei - a dor era tão intensa que eu não conseguia ficarde pé, quanto mais andar - apalpando o chão para ver se reconhecia o lugar.Estava em um quadrado, sem nenhuma mobília. Era o porão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não, meu Bispo, não sabia quando era dia ounoite. Somente saía do porão para o quarto e deste para o porão novamente.Aleatoriamente, eles me davam uma terrina de sopa. Para me confundir, elescolocavam uma quantidade de sopa muito pequena e me dava em intervalos curtosentrecortado por uma quantidade maior em intervalos longos. Só comecei acalcular os dias quando reparei na escrivaninha que a vela de sete diascolocada para Santa Maria Madalena estava pela metade, então deduzi que tinhapassado três dias desde que entrei naquela casa. Meu querido bispo, somentedepois de vilipendiar o meu corpo e me causar dores físicas e psicológicas, euvim saber que carregava uma maldade tão perversa quanto a que estava sendopraticada contra mim. O mal, meu Bispo, mora em nós e quando ele encontra outroque o pratica contra si, ele se autodefende praticando-o em igual ou maiorquantidade. Nesse mesmo dia que eu reparei na vela, vi a faca que ele usavapara fazer o seu cigarro com fumo de rolo esquecida em cima da mesinha decentro. O mal em mim começo a confabular a minha autodefesa. Meu Bispo, nãoqueira saber o quanto orei a Deus para que tirasse aqueles pensamentos de mim eme mostrasse o caminho para sair dali sem deixar aflorar a minha maldade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu corpo fraquejava devido os abusossexuais e a desnutrição, minha fé estava abalada, a minha vela interna estavase apagando, eu perdia a minha luz e nem mais a Deus eu me apegava. Pequei, meuBispo, e isso nunca deixarei de me cobrar, essa culpa de ter perdido a fé, aesperança. De tanto sofrer abusos, a maldade foi o meu espelho, e quando olheidentro de mim, não me reconheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao.html" target="_blank"&gt;Capítulo I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao_28.html" target="_blank"&gt;Capítulo II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao.html" target="_blank"&gt;Capitulo III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8-mv8Or9G5ME3D17nWT2df1HMZmX-psjr8av8vFjmi3zZjr-o6vx58TZ_My8a9_Hpsq2vf4OHuw93dvZ3Hn573rarR3fvTrPpPN8dZ02Tt9v8x3iZt3fftXdNy_FPry5-j8vPdn_hxWfnze7P7PzMs9_r2c_s7PwMffULm892__hf89OdvZ2DEf37Kf97sId_H-7Sv_c_3cG_D-nf3fs7n9K_Dx7Q57sHn94ffbq3-_AB_Xtvjz7fO7i3P_r03s6nn-LfB_dGn-4_xOf3HxzQv5_uH9wfHeze23uAfx98Onr48OHOg9Huzs6nO_uj3XsH-9Tz_U9396iP3wSDT0safdrS8H9Nn2j8M6mrqn2Z1dmi-bX1s18L_9_dwa-_u2n_m-Gf35j-_-u9e33dnL4zMH5N729-Nzs3v_6a-jvA_drZ-dR26f-BPn_NHe5x0bo33e-_DjUu7Rf2L7z369If9cIOKfzz10fzXfz16_HnEwuj8ze_dm6RC_9kKDsWynkHivubX6tDXOyfDGXPQqk7UNzfRJncwsAfTJ5fQ8m0i09_Q_M1JoNpSzTJV-bTXzP469fOJ439xvzBxM4dDt7vv1bumnu__9rNamU_xx8Gx9_Kvng5dS-633-dqvZYxf7FX01y_yvzF55fe3a1NL__muYPiP6v06y98QR__dp55jDw_6DfV_4X9o9ftwmghX_-2u-ePXf8Sn_YL7Law8374zdqptUqf7JekgJyUINPDcAfB5wHO_fx-69DPLS2zYO_fp15LX8IhfCXgfAx_f_XureHX4lLnNz4f_x6L_KrvGn_nwAAAP__4PVdIlMFAAA." target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-7620833970413416493?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/7620833970413416493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao_11.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7620833970413416493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7620833970413416493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao_11.html' title='Confissão'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZdqDt3tYxr0/TxNSQhpoTKI/AAAAAAAAA5U/lN4RLoIySGg/s72-c/velas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2342750109002746454</id><published>2012-02-08T11:00:00.000-02:00</published><updated>2012-02-08T11:00:07.895-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Sobre as escolhas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ocUgKP8Aggs/TyWD1bvPj2I/AAAAAAAAA68/fWg68_HkBzA/s1600/cobra.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-ocUgKP8Aggs/TyWD1bvPj2I/AAAAAAAAA68/fWg68_HkBzA/s320/cobra.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Essa é a triste história do homem que se achava perfeito e estava em uma busca desenfreada pela mulher perfeita. Ele andava de balada em balada, de igreja em igreja, percorrendo pelas coisas mundanas e santas, até que a voz da consciência lhe disse:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Você está procurando nos lugares errados. Procure no Paraíso”. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Então, ele embarcou na estação Butantã do metrô, em São Paulo, desceu na Luz, iluminado, fez baldeação embarcando em direção ao Paraíso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao chegar lá, ele, ao invés de escolher a Eva, preferiu ficar com a cobra. Novamente a voz da consciência lhe disse:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Saiba escolha, se era para levar a copia, fez bem em levar a original”.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Feliz, ele não esperou ser expulso e saiu do Paraíso, de metrô, com destino a Luz e de lá baldeou, abraçado a sua cobra, com destino ao Butantã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto tem um endereço certo. É para minha amiga Andréia que não permite o seu namorado sair para bebemorar com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=snake%2Bman" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2342750109002746454?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2342750109002746454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/sobre-as-escolhas.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2342750109002746454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2342750109002746454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/sobre-as-escolhas.html' title='Sobre as escolhas'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ocUgKP8Aggs/TyWD1bvPj2I/AAAAAAAAA68/fWg68_HkBzA/s72-c/cobra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-3527076234126845687</id><published>2012-02-04T19:29:00.000-02:00</published><updated>2012-02-12T11:31:54.079-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WxcSIaZ7138/TxNOmHoUVkI/AAAAAAAAA5M/vCWKBNNQlPQ/s1600/ros%25C3%25A1rio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://2.bp.blogspot.com/-WxcSIaZ7138/TxNOmHoUVkI/AAAAAAAAA5M/vCWKBNNQlPQ/s320/ros%25C3%25A1rio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;CAPÍTULO III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como eu escapei? Hoje, quando eles estavamfazendo as sevícias em meu corpo, minha mãe passou mal e o Demônio teve quesocorrê-la, na pressa esqueceram-se de me prender no porão. Sim, Padre, durantevinte anos, eu vivi preso dentro de um porão, só saía de lá quando eles queriamaquilo. Como eu tenho o conhecimento de Deus? Estranho a sua pergunta, Padre.Não há necessidade do conhecimento para sentir Deus, pois antes mesmo deexistirmos, a Sua presença já era sentida, além do mais, Padre, o medo e a dorme levou até Ele. Padre, posso lhe pedir um favor? Feche os olhos e imagine queo mundo não exista, que não exista nada. Pensou? Agora me responda o que vocêver? Está vendo, Padre, antes de qualquer existência, você sente Deus. Essamesma pergunta feita para uma pessoa sem fé, ela sentirá a escuridão, o vazio,o nada. Então, Padre, não precisamos de conhecimento para sentir Deus,precisamos apenas de fé.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não, Padre, eu ainda não terminei. Não mateio Demônio em mim. Padre, vou lhe pedir perdão. Qual meu outro pecado? Ainda nãoo cometi. Vou cometê-lo agora. Perdoa, padre. Seja misericordioso. Que minhaalma descanse nos braços do meu Pai.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu Bispo, quero o seu perdão. Falhei naminha missão e me deixei levar pelas vontades. Eu sei, meu Bispo, o controledas vontades nos aproxima de Deus. Sim, vou lhe contar o que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando ele me disse para ser misericordiosoe pediu o meu perdão para um pecado que ainda não havia praticado, eu nuncapensei que ele puxaria uma faca e a cravaria no seu próprio peito. Agonizando,ele se arrastou ao meu encontrou, abraçou-me e tartamudeou em meus ouvidos quehavia matado o demônio dentro dele, mas ele continuava vivo lá fora. Disse-me oseu endereço e ciciou antes de morrer, mate-o, Padre, é seu dever eliminar oDemônio. Repousei o seu corpo na cadeira e então me dei conta do que haviaacontecido. Minha estola roxa estava impregnada de sangue, alguns respingos desangue manchavam a minha batina. Olhei para a imagem do Cristo no altar epercebi os seus olhos desesperançosos. Uma pergunta não se cala na minha mente:Será que no dia da Sua crucificação Ele também não tinha os mesmo olhos que eupercebi na Sua imagem?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sei, meu Bispo. Essa é outra perguntaque me faço e não tenho respostas. Talvez, devido à truculência da polícia,achando que ela chegaria lá atirando e depois interrogando. Talvez porcuriosidade eu mesmo fui lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A casa era comum, tinha uma amendoeira naporta. Na parede da garagem havia uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Umasenhora apareceu na porta antes mesmo de eu tocar a campainha. Em suas mãoshavia um Rosário, seus dedos giravam uma das contas... Sim, meu Bispo, JoãoPaulo II dizia que o Rosário é o compêndio da Bíblia. Ela me disse que estavanos Mistérios dolorosos. Seu rosto denotava um cansaço doentio, seus olhos umatristeza infinita, contudo, eram benevolentes. Eu sei, meu Bispo, o corpoescamoteia as máculas da alma, eu sei disso. Ela me pediu para entrar e queaguardasse no sofá enquanto terminasse de rezar o Rosário. Antes de sentarperquiri com os olhos a casa e não vi nenhuma escada que poderia levar aoporão. Havia apenas a sala, cozinha, banheiro e o quarto que estava com a portafechada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não, meu Bispo, ele chegou alguns minutosdepois, trazendo uma sacola que depositou próxima a porta do quarto e umsorriso amabilíssimo. Seu rosto tinha traços fortes, mas olhos azuisdulcíssimos. Ele deu um beijo na testa da esposa e depois pediu minha benção.Sim, eu estava de batina. Serviu-se de duas taças de vinho e me convidou parasentar no sofá. Colocou as duas taças na mesinha de centro, e, com os dedos,empurrou uma das taças em minha direção sem me dirigi uma palavra. Levou a suataça a boca e com os olhos sobre a borda da mesma me analisou. Abaixou os olhosem direção a outra taça e meneou a sobrancelha. Entendi o sinal e peguei a taçabebendo um pouco do vinho. Repentinamente, ele se levantou, foi à cozinha,pegou algo e depois tirou alguns objetos da sacola que ele havia trazido.Depositando-os em cima da mesinha e sorrindo passou os dedos no fio da faca.Pegou o fumo de rolo dentre os objetos depositados na mesinha e o cortou emrodelas bem finas picando-as depois. Retirou de uma caixa com papel de sedapara enrolar cigarro da gaveta da escrivaninha uma folha, colocou-a na borda damesinha e com a palma da mão arrastou o fumo picado sobre a seda enrolando-a.Passou a língua na borda da seda e com os dedos indicadores a fechou para, emseguida, com o dedo polegar e indicador alisar o cigarro para certificar queestava pronto. Por fim quebrou o silêncio me dizendo o que seria dos homens senão fosse as mãos, pois com elas satisfaz os desejos da carne e também os daalma ao orar aos céus a sua salvação. Disse-me ainda que as mãos dele sóserviam para satisfazer os desejos da carne, os da sua alma eram as mãos daesposa que satisfaziam, como agora. Olhei para ela e vi a sua compenetração aorezar o Rosário, sem saber em qual Mistério ela estava, porém seu rostotransparecia uma dor inaudita, como se ele estivesse mostrando as mazelas daalma, ou então implorando salvação para essas mesmas mazelas. Quando elapercebeu que eu estava olhando, as feições desapareceram, então, voltei-me paraele. Surpreendendo-me, ele me fez uma pergunta que eu não estava preparado pararesponder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao.html" target="_blank"&gt;Capítulo I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao_28.html" target="_blank"&gt;Capítulo II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao_11.html" target="_blank"&gt;Capítulo IV&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=+rosary" target="_blank"&gt;AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-3527076234126845687?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/3527076234126845687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3527076234126845687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3527076234126845687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao.html' title='Confissão'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WxcSIaZ7138/TxNOmHoUVkI/AAAAAAAAA5M/vCWKBNNQlPQ/s72-c/ros%25C3%25A1rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-5064327262135164056</id><published>2012-01-31T19:30:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T19:30:01.034-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Retalho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FUgdJLuQLEw/TyWAMyTh2UI/AAAAAAAAA60/7_Jy4FlSoyY/s1600/retalhos-imagem.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-FUgdJLuQLEw/TyWAMyTh2UI/AAAAAAAAA60/7_Jy4FlSoyY/s320/retalhos-imagem.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Táxi, é disso que preciso, para ser sincera, um aéreo. Não intento o paraíso. Quero apenas chegar, se possível voando. Pouco importa aonde. Basta me encontrar e me saber feliz. A felicidade é o lugar, e por mais que diga que se encontra no paraíso, ela pode ser encontrada em qualquer local, afinal, somos nós que a construímos, e ela independe do lugar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estou a olhar para o céu ainda esperando um táxi, mas não vejo nem as nuvens para dar a ilusão de que logo um chegará, no entanto aceitaria uma carruagem desde que o cocheiro trouxesse o príncipe, também. Contudo, o que vem são andorinhas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nós, mulheres, vivemos nessa corda bamba entre a santificação e o pecado, como se abdicar dos prazeres nos levasse a um, e, se nos déssemos aos prazeres nos levasse ao outro. Comigo não funciona assim, provaria do "adão" e depois comeria a maçã, apesar de não saber comê-la, a minha voracidade devora até as sementes. A morte da cobra é o que nos leva a santidade e não o fato de ter provado do fruto. Dia a dia, eu mato a cobra que há em mim, e aonde chego não é uma parada de táxi. Eu preciso voar, afinal, parafraseando Pessoa, viver não é preciso, quanto a voar... &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A santidade, só é alcançável se abdicarmos da maldade e não dos prazeres, pois, o prazer não é um mal em sim.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os saltos do meu Le Soulier já me cansavam as pernas e o táxi era uma ilusão entre uma rua e outra. Enfim a ilusão se fez real. Quando a porta do taxi foi aberta pelo recepcionista do hotel, ele entrou sorrindo, em seguida, depois de mim. Ele, elegantemente, pegou na minha mão e me retirou do táxi indicando o caminho. Sua animação era em 3D, e real. Ao se encaminhar para a Ferrari estacionada no outro lado da rua, eu apontei para ele e para a Ferrari e fiz uma cara de interrogação querendo saber o motivo de ele ter entrado no táxi.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Deixou-me sem respostas, minto, com um sorriso encantador ele tirou um champanhe Veuve Clicquot Magnun Brut da sua cartola mágica, entregou-me uma taça de cristal da Boêmia e ao enchê-la, percorreu os seus dedos sobre o corpo da taça e os depositou sobre as minhas mãos. Percebi em suas digitais a sua sensibilidade. Minha alma fez borbulhas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele não precisava usar a sua condição financeira para me impressionar, ao sorrir as linhas de seu rosto formavam um quadro onde eu me via apaixonada. A simplicidade dos seus gestos elegantes, espontâneos já me causou tanto encantamento que eu me via como a Gioconda do quadro de Da Vinci, o meu sorriso era um convite à aceitação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bebi o champanhe saboreando os seus olhos azuis, e talmente Rose, no final do filme Titanic, quando se desfez da jóia, eu joguei, despretensiosamente, a taça no chão. Ele não me deixou para trás, fez o mesmo e foi além. Suspendeu-me pelo colo, retirou os meus sapatos Soulier jogando-os ao deus dará, passou por cima dos cacos e ao me colocar de volta no chão retirou os seus sapatos Cole Haan.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dizem que depois da chuva de verão aparece um arco-íris. Quando ele me tocou, umedecida, jorrei em gotas. Ao olhá-lo novamente, vi refletido em seus olhos azuis um arco-íris. Era o reflexo da minha alma. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tom Cruise, George Clooney, Brad Pitt não chegam aos seus chinelos, e não é Havaianas, é um Jimmy Choo. Ao falar o seu nome quando lhe perguntei, da sua boca saiu um hálito mentolado misturado a um balsâmico que não consegui definir, assim como não soube qual foi o nome falado por ele, pois o mesmo acorrentou-se ao aroma que evolou da sua boca. Pouco me importava a sua identidade, a minha eu já sabia que ia perder sob o lençol, ganhos maiores eu teria sobre ele, o lençol. Sobre ele ou sobre mim não haveria perdas, os ganhos seriam mútuos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sei aonde ele me levou. O céu azul estava bordado de estrelas símile a colcha que eu mais gosto de dormir, da Hennes &amp;amp; Mauritz. Deitado no chão eu o esquadrinhei com os olhos para decifrar o genoma de sua alma. Por segundos, tudo ficou congelado, enquanto eu o descobria. Decodifiquei todos os seus códigos e percebi que ele iria me levar onde eu queria ir. Percebi que a felicidade só pode vir em um estado, líquido. Assim eu estava, úmida, esperando que a felicidade mergulhasse em mim e me fizesse inundação. Desfeito do encanto, encantada, ele me levou ao encontro de suas águas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sei se ele será mais um retalho nessa grande colcha que é minha vida, porém, sei que ele fará parte do pedaço que não perguntamos o que vem depois da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8-mv8Or9G5ME3D17nWT2df1HMZmX-psjr8av8vFjmi3zZjr-o6vx58TZ_My8a9_Hpsq2vf4OHD3f2H-zd__Tb87ZdPbp7d5pN5_n-OGuavN3mP8bLvL37rr1rWo5_enXxe1x-tvsLLz47b3Z_ZudnXj49-5n9Bz9DX_3C5rPd3-_THWo3-nRn99N9-ndvZ4f-vX__AP9--pD-fXBwf_Tppzv79O2n9z79dPRgZ_9gf3Tw4NO9g9FD6uTBaHdnh74f7e4-eLC3P9q_f2-ffnx6sL-zu_Ppb4LBpCWNJm1pOL-mTwT-mdRV1b7M6mzR_Nr62a-F_-_u4Nff3bT_zfDPb0z___Xevb5uTt8ZGL-m9ze_m52bX39N_R3gfu3sfGq79P9An7_mDve4aN2b7vdfhxqX9gv7F977demPemHBhn_--vhoF3_9evz5xMLo_M2vnYdQ7J8MZcdCOe9AcX_za3UIxf7JUPYslLoDxf1NlMnNS_wHk-fXUDLt4tPf0HyNyWDaEk3ylfn01wz--rXzSWO_MX8wsXOHg_f7r5W75t7vv3azWtnP8YfB8beyL15O3Yvu91-nqj1WsX_xV5Pc_8r8hefXnl0tze-_pvkDovzrNGtvPMFfv3aeOQz8P-j3lf-F_ePXbQJo4Z-_9rtnzx2_0h_2i6z2cPP--I2aabXKn6yXpFAc1OBTA_DHAefBzn38_usQD61t8-CvX2deyx9CIfxlIHxM__-17u3hV-ISJzf-H7_ei_wqb9r_JwAA___I5-zJIwUAAA.." target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi &lt;a href="http://retalhosdoquesou.blogspot.com/2012/01/revelando-minhas-intimidades-meme.html" target="_blank"&gt;AQUI &lt;/a&gt;que me embebi para me inspirar na feitura do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-5064327262135164056?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/5064327262135164056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/retalho.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/5064327262135164056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/5064327262135164056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/retalho.html' title='Retalho'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FUgdJLuQLEw/TyWAMyTh2UI/AAAAAAAAA60/7_Jy4FlSoyY/s72-c/retalhos-imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-8923230399691473286</id><published>2012-01-28T13:33:00.000-02:00</published><updated>2012-02-12T11:33:12.845-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-stZFs1xPUZ4/TxIVGCLfwEI/AAAAAAAAA5E/-9FG4_YqHLA/s1600/Igreja.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-stZFs1xPUZ4/TxIVGCLfwEI/AAAAAAAAA5E/-9FG4_YqHLA/s320/Igreja.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;CAPITULO II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sei quanto tempo eu estou aqui... Sim,Padre, eu sei, você tem tempo disponível. Padre, poderia apagar as velas?Obrigado. Sabe, você me faz lembrar a formiga que leva a folha para oformigueiro. Há tanta bondade transpirando dos seus olhos. De nada. Sim, euconsigo ver seus olhos pela cortina que nos separa, Padre. Falo, eu pedi paraapagar a vela porque o seu cheiro me faz lembrar o Demônio. Vou lhe contar. Émuito dolorido lhe falar sobre o Demônio, de alguma forma me sinto ligado aele, como se ele fosse uma extensão de mim. Todos nós somos uma extensão doDemônio. Não somos, Padre? Não? É porque você não conheceu o Demônio. Quandoele entra em você, ele não permanece, forçosamente, você se vê obrigado acolocá-lo para fora praticando as mesmas atrocidades que ele fez com você. Sim,Padre, é por isso que estou aqui. De alguma forma, falando, eu o estoucolocando para fora. Hoje eu o matarei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sabe, Padre, quando somos criança o queprecisamos é de uma mão nos mostrando o caminho, e, se é uma mão cuidadosa, quenos mostra o caminho certo. Quando completei cinco anos, o Demônio pegou naminha mão e me levou para o quarto. Se minha mãe não fez nada? Ela estava noquarto colocando as velas em volta da cama. Ele pediu para eu tirar a minharoupa. Inocente, sem conhecimento da maldade, a tirei e subi na cama conforme elepediu. Ele apagou a luz e a única coisa que percebi foi o brilho do branco deseus olhos. Aos poucos, minha mãe foi acendendo as velas, e assim que o lumebruxuleou no pavio, o quarto ganhou cor e forma. O desenho do corpo da minhamãe foi ganhando formas que ainda não tinha visto. Eram curvas e saliências queaté então não era do meu conhecimento. Ela andou até a cadeira, sentou depernas abertas e eu vi uma mancha escura. Cruzou as pernas e sorriu para mim. Oseu sorriso me tranquilizou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Demônio me deitou de bruços com a cabeçavirada em direção da minha mãe. Agora, além de sorrir, ela passava as mãossobre as suas coxas e as levava até os seios, os massageando. As mesmas mãosque um dia acarinharam os cachos dos meus cabelos e deveriam mostrar o caminhocerto. Aquelas mãos, Padre, estavam percorrendo caminhos errados, explorando umterreno que não deveria ser do meu conhecimento. Essas mãos, Padre, memostraram o inferno, porém, foram as mãos do Demônio, mais precisamente os seusdedos que faria do meu corpo o próprio inferno. Padre? Está me ouvindo, Padre?Padre, onde está você? Não precisa se desculpar, Padre. Eu sei, é chocante. Massabe o que me choca mais, são pessoa que não reage como o senhor reagiu.Algumas são tão maléficas como foram a minha mãe e o meu padrasto, pois senteprazer ao ver ou ouvir essa história. Padre, onde está Deus nessa hora?Entendo, Padre, Deus sempre existe, essas pessoas que não percebe a Suaexistência. Como fazer com que elas percebam, Padre? Ah! Padre, o senhor é mesmouma formiga. Então, a solução é uni-las as outras correntes para que ela sintaa bondade da maioria e assim contaminada por essa bondade perceberão ainfinitude das ações Divina. Concordo, Padre. Sinto-me contaminado pela suabondade. Amém, Padre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Sim,Padre, preciso colocar para fora o resto do Demônio que ainda permanece em mim.O Demônio enrolou os seus malditos dedos entre os cachos dos meus cabelos,percorreu, amiúde, subindo e descendo, suavemente, a minha coluna vertebral,arrepiando-me, fazendo sentir medo, e, também, prazer. Padre, me perdoa, eu erauma criança... Era para eu sentir apenas dor... Suavemente, ele ergueu minhacabeça e vi os dedos de minha mãe entrando e saindo da mancha escura entre assuas pernas. Padre, eu fechei os olhos, e mentalizei várias formigas entrandoali, erguendo-me e me arrastando daquele inferno. Eu sei, Padre, não precisocontar mais. Sabe, Padre, os dedos do Demônio entraram em mim, e seustentáculos não machucaram só o físico, desestabilizou a alma, pois, eu sintofalta desses dedos. Isso me martiriza, Padre. O Demônio, por mais que eu falesobre o ocorrido, sempre estará em mim, a necessidade é a lembrança de suaexistência. Padre, me perdoa por eu necessitar dele e, também... Padre por quedescerrou a cortina? Ah! Padre, depois de vinte anos é o primeiro toquecarinhoso, sem intenção de fazer aquilo, que sinto. Obrigado, Padre, por meconceder o seu perdão.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que me fez sobreviver nesse inferno? Aminha fé, Padre. Deus me manteve de pé. Todos os dias eu esperei a formigatrazer a folha. Sim, Padre, ela veio todos os dias. Quem era a formiga? Deus,Padre, e a folha era o Seu alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao.html" target="_blank"&gt;Capítulo I&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao.html" target="_blank"&gt;Capítulo III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao_11.html" target="_blank"&gt;Capítulo IV&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=cHURCH" target="_blank"&gt;AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-8923230399691473286?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/8923230399691473286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao_28.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8923230399691473286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8923230399691473286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao_28.html' title='Confissão'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-stZFs1xPUZ4/TxIVGCLfwEI/AAAAAAAAA5E/-9FG4_YqHLA/s72-c/Igreja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-8748629899296629560</id><published>2012-01-25T10:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T06:23:07.065-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solidão'/><title type='text'>Pulando amarelinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pIcS_2lIqzQ/Txs8ZtUJLKI/AAAAAAAAA5o/oq21rVK552A/s1600/amarelinha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://4.bp.blogspot.com/-pIcS_2lIqzQ/Txs8ZtUJLKI/AAAAAAAAA5o/oq21rVK552A/s320/amarelinha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O meu rádio só sintoniza as estações que tocam as músicas que me lembra de você. E não sei dançar sozinha, por isso...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por isso, estou aqui pulando as reticências da nossa história mal acabada. Procuro em um alfarrábio um ponto final para dar fim a nossa história tão em desuso, ou, quem sabe, um bom acabamento, afinal, quem ainda sofre por amor? Encontro interrogações de perguntas fáceis para respostas difíceis. As interrogações nunca funcionam, as respostas são mudas. Nem como anzol para me salvar desse mar de lágrimas em que me encontro serve.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As exclamações transfiguradas em meu rosto depois dos lençóis revirados pelos nossos corpos em noites de lua cheia não tem o significado de outrora. Há a cama vazia e em mim um vazio imenso temperado com o sal das minhas lágrimas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como gostaria que nosso relacionamento tivesse terminado com uma vírgula, significando uma pausa, ou, talvez, com um ponto e vírgula, uma interrupção mais demorada para dar chance a um novo começo. Não, o que ficou foram as reticências... Um não fim... Uma não continuidade... Esse é o meu paradoxo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esse nosso relacionamento parece mais uma daquelas histórias publicada em blogs, poucas pessoas dão valor porque o meio que a veicula é virtual. Pensam que para ser verídicas há a necessidade de ser impressa no papel. As minhas lágrimas não necessitam de impressão para ser reais, eu as expressos a cada momento que eu me lembro de você.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nosso relacionamento é uma história escrita em português ruim, sem pontuação, sem significado. Apesar de sermos cultos, os nossos sentimentos são analfabetos, não sabem se expressar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vou seguir pulando as reticências... Saber que eu era feliz quando pulava amarelinha, pois você não fazia parte do meu vocabulário. Não obstante, eu não entendia nada de letras... Permaneço criança, ainda...&amp;nbsp; Ainda me divirto com brincadeiras antigas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acredito piamente que as reticências não é o fim de uma história, mas a oportunidade para um recomeço... Amarelinhas é uma brincadeira que se pula só, assim se alcança o céu mais fácil, no entanto, não me ensinaram a pular as reticências sozinha. Por isso, ao pulá-las, eu alcanço o meu inferno...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O meu rádio só sintoniza as estações que tocam as músicas que me lembra de você. E eu não sei dançar sozinha... A solidão não é uma boa companheira, ela não sabe bailar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto inspirado após trocas de emails com a minha amiga&lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/" target="_blank"&gt; Paula Barros.&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8Gn_wzYPXeVZP518Us1mZvynyevwqPy-W-SJftuMvqjp_XrzN38yLxn18umzr69_g4P7-vb3dnYffnrft6tHdu9NsOs93x1nT5O02_zFe5u3dd-1d03L806uL3-Pys91fePHZebP7Mzs_8-z3evYz9_Z-hr76hc1nu3_ir_npzs7O_oj-fXhA_-4-uEf_7u3g3_uf7uBf_vzB7sPRp7u7D-_Tv_sHe_TvwUN6a29v59PRp_cefEr_7u_u07f3D_Dupzv7D-jfPf734P7e6OGngLO7s7O3t4sf1IB-3Pt0_-Fod_fBwf0Ho_uf7u7t7e_9Jhh-WtL405YIYOlofvk1k7qq2pdZnS2aX1s_-7Xw_90d_Pqbmfa_O_75jen_v96719fN6TsD49f0_uZ3s3Pz66-pvwPcr52dT22X_h_o89fc4R4XrXvT_f7rUOPSfmH_wnu_Lv1RL-yQwj9_fTTfxV-_Hn8-sTA6f_Nr5xa58E-GsmOhnHeguL_5tTrExf7JUPYslLoDxf1NlMktDPzB5Pk1lEy7-PQ3NF9jMpi2RJN8ZT79NYO_fu180thvzB9M7Nzh4P3-a-Wuuff7r92sVvZz_GFw_K3si5dT96L7_depao9V7F_81ST3vzJ_4fm1Z1dL8_uvaf74dfD_Zu2NJ_jr184zh4H_B_2-8r-wf_y6TQAt_PPXfvfsueNX-sN-kdUebt4fv1EzrVb5k_WSVJCDGnxqAP444DzYuY_ffx3iobVtHvz168xr-UMohL8MhI_p_7_WvT38Slzi5Mb_49d7kV_lTfv_BAAA__8nyG1VVQUAAA.." target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-8748629899296629560?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/8748629899296629560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/pulando-amarelinha.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8748629899296629560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8748629899296629560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/pulando-amarelinha.html' title='Pulando amarelinha'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pIcS_2lIqzQ/Txs8ZtUJLKI/AAAAAAAAA5o/oq21rVK552A/s72-c/amarelinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2414700445769392033</id><published>2012-01-22T08:30:00.000-02:00</published><updated>2012-02-12T11:30:06.976-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IehDpvbktS0/TxIR88EA7wI/AAAAAAAAA48/Gp0Qc4-F3Y4/s1600/confessionario.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IehDpvbktS0/TxIR88EA7wI/AAAAAAAAA48/Gp0Qc4-F3Y4/s1600/confessionario.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-IehDpvbktS0/TxIR88EA7wI/AAAAAAAAA48/Gp0Qc4-F3Y4/s320/confessionario.jpg" width="201" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;CAPÍTULO I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Nós enxergamos tudo num espelho,obscuramente. Às vezes conseguimos espiar através do espelho e ter uma visão decomo são as coisas do outro lado. Se conseguíssemos polir mais esse espelho,veríamos muito mais coisas. &lt;span lang="EN-US"&gt;Porém não enxergaríamosmais a nós mesmos. Jostein Gaarder".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Posso começar a falar? Obrigado. O medo levou ohomem ao encontro de Deus para ajudá-lo a enfrentar os seus monstros,imaginários ou não, apenas com a sua fé, tanto é que bastou ele saber de suacoragem para ir de encontro a Deus e achar que por si só aniquilaria todos osseus monstros. Há monstros que mesmo destruídos permanecem em nós, como se amaldade que nos fizeram quisesse se revelar através de nossos atos. É por issoque estou aqui, querendo o seu perdão para aniquilar de uma vez o meu monstro,antes que ele toma conta de mim. Quem é o meu monstro? Eu o chamo de Demônio. Sópronunciar o seu nome me vem uma vontade de arrancar a pele do meu corpo, assimeliminaria as manchas maculadas por ele. Licença, preciso sair agora, limparminhas mãos, os meus dedos, pois a vontade que eu tenho é de cortá-los. Porquê? Ele usou os dedos para entrar em mim. Quem? O meu monstro, o Demônio. Tudobem, usarei o banheiro. À direita?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A água estava quente. Melhor assim. Limpouas sujeiras embaixo da epiderme, e essas são as piores, maculam até a alma. Sabe,as pessoas trocaram o confessionário pelo divã achando que uma analisepsicológica dos seus problemas destravará os caminhos da mente, mal elas sabemque o demônio já os conhece muito bem, até os seus desvios. Sabe, Padre, o malda humanidade é a falta de fé, a total descrença em Deus, é achar que a soluçãopara as suas doenças, seja física ou psicológica, está somente em uma ciência. Ohomem se acha Deus de si mesmo. Sim, Padre, eu acredito em Deus. Sim, estouaqui para confessar os meus pecados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sabe, Padre, às vezes duvido que o homem sejauma criação divina, ele parece mais uma obra do diabo. Olha em nossa volta, aperfeição na natureza. As plantas não precisam daquilo para... Não, Padre, sóde ouvir essa palavra me dá nojo. Então, as plantas não precisam daquilo parase multiplicar, elas são Deus em essência. Enquanto o homem vive por e paraaquilo, os animais irracionais só fazem aquilo quando estão no cio, apenas paraa sua multiplicação. Por que eu tamborilo o dedo médio na mão quando falodaquilo? Foi com o dedo que o Demônio entrou em mim, Padre. Se ele fez aquilocomigo? Sim. Sim, ele fez sexo. Desculpa, Padre, eu vou vomitar. Eu sei, àdireita, não macularei o chão da sua Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Minha mãe? Ela ganhava dinheiro fazendo usodaquilo. Sim, Padre, ela era prostituta. A desgraçada... Desculpa, não falareimais palavrão.&amp;nbsp; A minha mãe me abandonouem uma caçamba de lixo. Me responda, Padre, pode haver Deus em uma pessoaassim? Não, Padre, nós não somos uma extensão de Deus, as pessoas não são assimpor não exteriorizar o Deus em si, por deixá-Lo interiorizado. Não, Padre, elasnão sente a presença de Deus em todas as coisas, mas somente em si e se achamonipotentes. Deus, para elas, inicia e encerra em si. Eu? Como eu sinto Deus? Deus,Padre, para mim, está em tudo, até numa simples formiga que leva uma folha parao formigueiro, pois, aquela folha será para o proveito de todas. Deus é isso,Padre, a liga que nos une ao todo, a uma só corrente, sem distinção dessa oudaquela espécime, sem individualismo, sem um querer ser maior do que o outro,por que grandeza só há uma, a de Deus. Por que eu estou chorando? Me sinto umelo quebrado dessa corrente. Esperança? Padre, é o que mais tenho desde oscinco anos. Quantos anos eu tenho agora? Vinte e cinco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não, Padre, uma mendiga me achou pensandoque eu era algum alimento... Engraçado, né? Quando viu que eu era umrecém-nascido, ela me deixou na primeira porta que encontrou. Isso mesmo, na portado prostíbulo. Noutro dia, após ser abandonado em uma caçamba de lixo, euvoltei para os braços da minha mãe. Se tivesse que escolher, preferia terpermanecido no lixo. Quando completei cinco anos, ela casou com um cafetão, oDemônio. Posso descansar um pouco, Padre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao_28.html" target="_blank"&gt;Capítulo II &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao.html" target="_blank"&gt;Capítulo III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/2012/02/confissao_11.html" target="_blank"&gt;Capítulo IV&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique&lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;p=confessional&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image" target="_blank"&gt; AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2414700445769392033?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2414700445769392033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao.html#comment-form' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2414700445769392033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2414700445769392033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/confissao.html' title='Confissão'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IehDpvbktS0/TxIR88EA7wI/AAAAAAAAA48/Gp0Qc4-F3Y4/s72-c/confessionario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-4675464812599089628</id><published>2012-01-18T00:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T21:05:13.146-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Frieza tecnológica</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-paNLIxIl0HA/TsF4RyMJ5mI/AAAAAAAAA3I/isXWw_LWi9I/s1600/frieza.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/-paNLIxIl0HA/TsF4RyMJ5mI/AAAAAAAAA3I/isXWw_LWi9I/s320/frieza.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; Eu soube que o nosso relacionamento acabou quando ele passou a usar os dedos na fria tela “TOUCHSCREEN” do seu iphone do que na maciez da minha própria pele. E olha que eu não era um "TABLET”, o meu corpo tinha curvas. Inegavelmente ele era um homem tecnológico, entendia de "BITS", "WIFI", "HD" e eu emaranhada nos fios, de lã; não conseguia chegar aos elétricos. Eu lhe falava de lençol, cama, travesseiro, aconchego no peito e café da manhã no dia seguinte em um fogão, de lenha, se possível; enquanto ele, cama "BOX", "HDTV", “BLU RAY”, ‘HOME THEATER”, frios em micro-ondas, bem, não preciso dizer que na cama ele estava mais para uma geladeira inox de ultima geração, a sua frieza era seca. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Rosas vermelhas como lençol em uma cama king size num motel de beirada de estrada para me perder entre prazeres e aromas, tomando vinho com morango na banheira de hidromassagem com sais aromáticos e sentir os seus dedos percorrerem o meu corpo deixando marcas inapagáveis. Trocar tudo isso por um congresso do Bill Gates, isso é bem você. As suas digitais já não reconhecem as marcas de expressões do meu rosto, contudo, sabem reconhecer os circuitos de uma placa mãe onde deve ser instalada a saída “HDMI-DVI”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A gota d'água. Quando você propôs fazer sexo virtual, percebi que prazer você só encontraria através do toque na tela touchscreen. Tudo se resumiria ao monitor do seu PC, ao monitor do notebook, as duas câmeras “WEB” e as trocas de mensagem no “MSN”. Você nunca entendeu que o amor não se armazena em um “HD”, não se transmite por “BITS”. Tudo bem, pode dizer que sou analógica e você digital. Usarei a tecla mais apropriada ao seu jeito: “DELETE’.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8-mv8Or9G5ME3D17nWT2df1HMZmX-psjr8av8vFjmi3zZjr-o6vx58TZ_My8a9_Hpsq2vf4ODg0_3dh_s3_v2vG1Xj-7enWbTeb43zpomb7f5j_Eyb---a--aluOfXl38Hpef7f7Ci8_Om92f2fmZL7_z5c_s7f4MffULm892_8xf69OdnZ39Ef49oH_37t2jf-_tfUr_3t_dw7-f7vC_D_Hvg13699P9e_wv3nqwi88fHODdgz18crCP9gcP6d_d3QP6dvf-DsHZ_XT_Af59gH8f7OHbh7vUfu9gj969_-CAerx_sEOQH-zdf8D_PsS_n94fPSAE9-hfvPVg_wG99WD_IX1O_7-_y_8-wL-f7vO_9PnB3v2D0cOHBw_ujXZ3dj6l4dGPg3t79OMeDYJ-HDzcpR979x5--mC0f__ePmF-7yGBvn9_dP_T3b29h7u_CaYhLWke0pYm4tf0p49_JnVVtS-zOls0v7Z-9mvh_7s7-PV3N-1_M_zzG9P_f713r6-b03cGxq_p_c3vZufm119Tfwe4Xzs7n9ou_T_Q56-5wz0uWvem-_3Xocal_cL-hfd-XfqjXtghhX_--mi-i79-Pf58YmF0_ubXzi1y4Z8MZcdCOe9AcX_za3WIi_2ToexZKHUHivubKJNbGPiDyfNrKJl28elvaL7GZDBtiSb5ynz6awZ__dr5pLHfmD-Y2LnDwfv918pdc-_3X7tZrezn-MPg-FvZFy-n7kX3-69T1R6r2L_4q0nuf2X-wvNrz66W5vdf0_wBJfTrNGtvPMFfv3aeOQz8P-j3lf-F_ePXbQJo4Z-_9rtnzx2_0h_2i6z2cPP--I2aabXKn6yXpAod1OBTA_DHAefBzn38_usQD61t8-CvX2deyx9CIfxlIHxM__-17u3hV-ISJzf-H7_ei_wqb9r_JwAA__-LNaQU3QUAAA.."&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-4675464812599089628?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/4675464812599089628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/frieza-tecnologica.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/4675464812599089628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/4675464812599089628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/frieza-tecnologica.html' title='Frieza tecnológica'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-paNLIxIl0HA/TsF4RyMJ5mI/AAAAAAAAA3I/isXWw_LWi9I/s72-c/frieza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-98608467126617181</id><published>2012-01-14T17:54:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T19:53:06.772-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia a dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>Pelo meu pai, pelos meus filhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jeeY6kBDyxg/TxHchHOFJYI/AAAAAAAAA40/1P2yjF70X-c/s1600/padeiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-jeeY6kBDyxg/TxHchHOFJYI/AAAAAAAAA40/1P2yjF70X-c/s320/padeiro.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu sei muito bem o momento da minha vidaquando o meu pai virou o meu super-herói, e sei também quando virou o vilão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aos quatro anos, as madrugadas tinham luz,meu pai acordava para fazer o pão, eu de pé em pé o acompanhava pelo corredorque ia da nossa casa para a nossa padaria. Fingindo que não estava me vendo,ele me surpreendia pegando-me pelo colo e me deitava na rede armada na padaria.Na feitura do pão, o trigo encobria o seu corpo dando-lhe uma áurea divina. Assim,eu criei o meu super-herói e ele não tinha armamento, capa ou qualquer tipo demáscara.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu pai é um homem de muitos defeitos,porém, ressalto nele a sua melhor qualidade. Com uma das mãos, ele dava o alimentopara o corpo, o pão; com a outra, ele dava o alimento para a alma, os livros. Semi-analfabeto,na época da minha infância, ele tinha um conhecimento estupendo dos números equase nenhum das letras. Contudo, foi um incentivador contumaz para que os filhosestudassem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual de nós nunca sonhou em construir umcastelo para dar morada à princesa? Em Brasília, o meu pai teve a primeiraderrota, falido, ele foi tirando um a um os tijolos do meu castelo para deixara cal da amargura. Remoí esta amargura por toda a minha adolescência e boaparte da minha vida adulta por tê-lo que substituí-lo no sustento da família,tempo o suficiente para desistir dos meus sonhos. Assim, de super-herói, elepassou a ser o meu vilão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nordestino está acostumado ao solo seco, ese insiste em plantar neste solo é porque sabe, não importa quanto tempo passa,Deus o ajudará. Aos quarenta e três anos, o meu pai se empregou na construçãocivil, trabalhando como servente de pedreiro. Ele voltou a estudar, fez cursode mestre-de-obras e em pouco tempo estava exercendo a função para qualestudara. Ele tinha uma predestinação a falir, mas não vi até hoje ninguém comgarra para se levantar após cada queda como ele. Ele teve outras quedas e soubelevantar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dizem que só reconhecemos nossos pais quandosomos pais. Não sei se levei todo esse tempo para reconhecê-lo como tal, porém,entre nós havia um muro invisível que dificultava a nossa aproximação, nossosdiálogos eram monossilábicos. Éramos muito de silêncio, como se esperássemos sertransportados para o início de nossa história para reescrevê-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando eu vou para a sua casa no interior deSão Paulo, eu gosto de deitar na rede e me quedar. Numa dessas vezes, ele tomoua iniciativa e, sentado em um tamborete, quebrou o silêncio e me contou que nomeu nascimento ele não estava presente. Barqueiro do Rio São Francisco, nessedia, o seu barco havia afundado. Ilhado, ele só veio me ver uma semana depois.Essa foi a sua primeira queda, pois, ele teve que remar, literalmente, para darsustento à família que estava se formando. Quando ele voltou a me ver, eu tinhaum ano. Devido a sua ausência nesse período, ele me disse que foi difícil meconvencer que ele era o meu pai, pois eu tinha elegido outro como tal, o seuprimo. Por fim, ele me disse que havia se arrependido de ter saído da Bahia e aúnica coisa que o confortava era saber que se tivesse ficado lá, nós nãoseríamos o que somos hoje. Durante um tempo, ele ficou esperando que euconfirmasse o que acabara de dizer, como não fiz, ele saiu e se fechou noquarto. Após a sua saída eu não consegui segurar as minhas lágrimas. Naqueledia o meu super-herói havia voltado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hoje, eu estou construindo um castelo, e uma um, o meu pai está me ajudando a colocar os tijolos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8Gn_wzYPXeVZP518Us1mZvynyevwqPy-W-SJftuMvqjp_XrzN38yLxn18umzr6x_b3Tm4t3vvwYP7Z_O2XT26e3eaTef53jhrmrzd5j_Gy7y9-669a5uOf3p18Xtcfrb7Cy8-O292f2bnZ37yzfHP7N77GfrqFzaf7f65v9anOzs7-yP8-wD_7u7g372H9O_u3qf49-Ae_XvvU3xy_9Nd_pd_f4iWn-7j3Qe7-OTBw_v078GnBGd39-Ah_n14j_89oH_3D-jb3fv3qP3e7oMd_HvwgP-lb-89uE-f379_n966f7BDb1GX1P7B3v0H_O9D_PspPrlPvTzYebC3M3r46f6Dffr3_v0d_neX_32Afz_lz6n9w4O9-wejhw_3CNvdnZ1Paai7O_d2H-zSjwOCO9rdvbd3QB_ufvopAdjdu_eQ8H-wv7fz4NMHvwkmIy1pNtKWpsPOqvnl10zqqmpfZnW2aH5t_ezXwv93d_Drb2ba_-745zem__96715fN6fvDIxf0_ub383Oza-_pv4OcL92dj61Xfp_oM9fc4d7XLTuTff7r0ONS_uF_Qvv_br0R72wQwr__PXRfBd__Xr8-cTC6PzNr51b5MI_GcqOhXLegeL-5tfqEBf7J0PZs1DqDhT3N1EmtzDwB5Pn11Ay7eLT39B8jclg2hJN8pX59NcM_vq180ljvzF_MLFzh4P3-6-Vu-be7792s1rZz_GHwfG3si9eTt2L7vdfp6o9VrF_8VeT3P_K_IXn155dLc3vv6b549fB_5u1N57gr187zxwG_h_0-8r_wv7x6zYBtPDPX_vds-eOX-kP-0VWe7h5f_xGzbRa5U_WS1KIDmrwqQH444DzYOc-fv91iIfWtnnw168zr-UPoRD-MhA-pv__Wvf28CtxiZMb_49f70V-lTft_xMAAP__enSDquMFAAA." target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-98608467126617181?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/98608467126617181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/pelo-meu-pai-pelos-meus-filhos.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/98608467126617181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/98608467126617181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/pelo-meu-pai-pelos-meus-filhos.html' title='Pelo meu pai, pelos meus filhos'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jeeY6kBDyxg/TxHchHOFJYI/AAAAAAAAA40/1P2yjF70X-c/s72-c/padeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7695488973866997970</id><published>2012-01-12T04:38:00.002-02:00</published><updated>2012-01-12T20:33:41.881-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia a dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>Pelo meu avô, pelos meus filhos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZfipQFKTypU/Tw5_SB8IysI/AAAAAAAAA4s/O8kYJVLtwCM/s1600/grandfather.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZfipQFKTypU/Tw5_SB8IysI/AAAAAAAAA4s/O8kYJVLtwCM/s1600/grandfather.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na minha infância a vida era doce. Nos potes,muito mais do que mel, havia ouro. Após chuvas de verão, arco-íris e risos.Enquanto isso, borboletas no jardim enamoravam as margaridas. Apesar de minhamãe me chamar de principie, não me tornei rei. Contudo, fiz da minha infância omeu reino. Fui uma criança abastada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Neste verão chove aos cântaros. Programa dedomingo, praça de alimentação, cinema, pipoca. Shopping, portanto. Afinal, ninguémaguenta mais o programa do Silvo Santos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No Shopping, um pai discutia com o filho poreste não aceitar o celular que ele estava lhe presenteando, pois o mesmo exigiaum mais moderno, portanto, mais caro, símile aos dos seus colegas de escola.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Ah! Aminha infância foi abastada. Os meus presentes eram como potes de ouro, osmelhores. Mais ainda do que os presentes do menino rico da minha cidade. E osmeus vinham transportados pelo vapor Benjamim Constant. Porém, tal qual ouro detolo, eu os releguei ao esquecimento. Foi o meu vô, ao me ensinar como fazercarrinho da madeira do buriti, ou então, como fazer de cada osso da rabada doboi um boneco imaginário, que fez compreender o valor de um presente. Alémdisso, a sua dispensa era recheada de doce de caju, doce de murici, rapadura empedra, rapadura temperada, doce do fruto do buriti e, também, do seu adocicadoamor. Amor de vô é amor de pai somado ao amor do Pai. Os melhores presentesvinham de suas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O meu filho tem o hábito de me perguntar seeu lhe trouxe um presente assim que chego em casa após um dia de trabalho. Resolvisurpreendê-lo e testá-lo comprando um presente nessas lojas de um e noventa enove. Escolhi um mini-skate, cujo valor foi irrisório, um real.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Há muito mais doce em um olhar de umacriança quando os seus olhos refletem alegria. O meu filho segurou o mini-skateentre os dedos e borboleteou por cima do sofá usando o encosto como pista,radicalizou em cima do aquário, não perdeu o equilíbrio no tampo de vidro dobuffet, empurrou o mini-skate na mesa de jantar e se jogou no chãoarrastando-se nos joelhos em direção ao outro lado da mesa aparando o brinquedoantes que ele caísse no chão. Quando ele se levantou agradecendo o presente, eunão havia reparado que as pernas de mais uma calça haviam sido puídas pelochão. O seu rosto, que tem um sorriso natural, se mostrou mais sorridente doque de costume, e dos seus olhos saíram um arco-íris de felicidade. Por ummomento ele encontrara o seu pote de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esqueci de dizer que o filho que discutiucom o pai por causa do presente tinha apenas sete anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu vô já havia me ensinado que asimplicidade nos aproxima de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;p=grandfather&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-7695488973866997970?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/7695488973866997970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/pelo-meu-avo-pelos-meus-filhos.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7695488973866997970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7695488973866997970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/pelo-meu-avo-pelos-meus-filhos.html' title='Pelo meu avô, pelos meus filhos'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZfipQFKTypU/Tw5_SB8IysI/AAAAAAAAA4s/O8kYJVLtwCM/s72-c/grandfather.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2674026779108105673</id><published>2012-01-08T13:17:00.001-02:00</published><updated>2012-01-08T20:16:31.850-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia a dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>Pela minha mãe, pelos meus filhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KxwdqVpiygc/TwmzOkHRH4I/AAAAAAAAA4k/mK7ha0RbiYw/s1600/boy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-KxwdqVpiygc/TwmzOkHRH4I/AAAAAAAAA4k/mK7ha0RbiYw/s320/boy.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A criança que se perdeu de mim sempre voltasorrindo para o homem chorar por tê-la perdida. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu vejo essa criança ouvir o ciscar dasgalinhas na terra seca em busca de alimentação, as ovelhas balir entre o matoseco e sabiás gorjear em cima do fruto do mamoeiro. Eu vejo essa criançaobservar tatus cavarem o chão, o latido do seu cachorro Tupã com medo dastrovoadas, as revoadas das andorinhas nas tardes de verão. Eu ouço o silênciodo encontro do Rio Grande com o Rio São Francisco ser quebrado pela rede dopescador, ouço o grito, por quatro vezes, dessa criança pedindo socorro porqueo rio o queria para si, ouço a roda do vapor bater nas águas do mesmo riotrazendo produtos e notícias e por fim ouço a voz da minha mãe chamando acriança que eu fui. No horizonte a luz do dia se acortinava para dar lugar aluz da noite. Minha mãe já havia ligado o rádio, era seis horas da tarde, osilêncio imperava em casa, ela ajoelhada orava a ave Maria. A admiração por umamulher jamais foi superada pela admiração que tenho pela minha mãe, e eu erauma criança.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A criança em mim se perdeu aos doze anosquando, morando em Brasília, os sentimentos se tornaram concreto, cimento,pedra e cal. O sal da vida havia ficado na Bahia. Por fim, dois anos depois,morando em São Paulo, juntando ao cimento, a pedra e a cal, a areia e a água semisturaram para solidificar de uma vez os meus sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ultimamente, eu estou olhando para trás, nãocom a intenção de aprender uma grande lição, mas para tentar encontrar acriança que se perdeu de mim. Porém, pelos meus filhos, eu tenho que olhar parafrente, pois as lições a lhes ministrar são muitas. Essencialmente não permitirque a brutalidade havida e tida nas grandes cidades lhes retira o que de maisbelo há no ser, a pureza na alma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Exatamente um ano atrás, a minha esposa quiscomprar um pedaço de chão na cidade que ela nasceu no interior da Bahia, eutentei demovê-la da ideia devido à cidade ser isolada e localizar em umacomunidade de pescadores. Um casamento para ser duradouro há a necessidade queuma das partes saiba ceder. &lt;span lang="EN-US"&gt;Cedi e ela comprou o pedaçode chão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hoje não olho para trás em busca da criançaque se perdeu de mim, olho para frente e o vejo no pedaço de chão comprado pelaminha esposa, a minha espera.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ainda tenho muito chão para percorrer antesde encontrá-la, duas crianças me impedem de partir por eu ainda ser o seuchão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sinto uma vontade inaudita de encontrar essacriança, pois ao perdê-la, perdi a minha fé também. Quero ouvir novamente o queela ouvia, ver o que ela via, e quando eu a encontrar enfiarei as nossas mãosna terra e sentiremos os dedos de Deus, pois o Pai celestial é, para mim,firmamento e chão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Hoje, eu olho para frente e aprendo umagrande lição, um sonho nunca morre enquanto você lutar por ele. Espera-me minhacriança e que essa espera não lhe envelheça, já basta o tanto que envelheci portê-la perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=boy+along+walking+the+jungle"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2674026779108105673?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2674026779108105673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/pela-minha-mae-pelos-meus-filhos.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2674026779108105673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2674026779108105673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/pela-minha-mae-pelos-meus-filhos.html' title='Pela minha mãe, pelos meus filhos'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KxwdqVpiygc/TwmzOkHRH4I/AAAAAAAAA4k/mK7ha0RbiYw/s72-c/boy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2951803847087921662</id><published>2012-01-02T21:02:00.001-02:00</published><updated>2012-01-02T21:41:06.321-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia a dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>Ano novo, hábitos velhos</title><content type='html'>&lt;pre&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aNpfDN2UbwE/TwI2qHkehHI/AAAAAAAAA4c/tkyfjtfoTHk/s1600/ano+novo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-aNpfDN2UbwE/TwI2qHkehHI/AAAAAAAAA4c/tkyfjtfoTHk/s200/ano+novo.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Segundo dia do ano novo, ainda permanece na minha boca o gosto da&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;farofa amanteigada. Haveria de ter outros sabores e cores, mas estes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se perderam nos presépios armados pela minha mãe na minha primeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;infância. Lembro muito bem dessa fase. Eu e os meus primos, cada um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segurando um pedaço de pau, esperando o peru ser embebedado para&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;partimos para cima dele e desferir em sua cabeça as pauladas. Doce ilusão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre pensei que o peru era embebedado para facilitar a nossa tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a carne animal me dá mais nojo do que prazer ao comê-la. Não sei defini-la pelo gosto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tanto é que se eu não ler a embalagem, não saberei definir o que é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;peru, tender, chester ou blesser, se cozidos, aí é que não saberei mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como faço todos os anos, neste, eu passei longe da carne e me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aproximei das bebidas. Dos 365 dias do ano, o último dia é o único que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me dou a irresponsabilidade, e a família me perdoa, afinal, eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;compenso os vexames dados pela retidão nos outros 364 dias do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, lembro que não consegui ficar nas duas pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trincado, vi o mundo por um triângulo, caleidoscopicamente bêbedo. Sem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o peso da responsabilidade, eu me senti leve. Percebi onde estava ao riscaram o céu com lápis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de fogo. 2012 se fez em luz. Eu, de fogo, acendi e ascendi o ano novo com velhos hábitos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2951803847087921662?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2951803847087921662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/ano-novo-habitos-velhos.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2951803847087921662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2951803847087921662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2012/01/ano-novo-habitos-velhos.html' title='Ano novo, hábitos velhos'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aNpfDN2UbwE/TwI2qHkehHI/AAAAAAAAA4c/tkyfjtfoTHk/s72-c/ano+novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-6728794234543673771</id><published>2011-12-19T21:50:00.002-02:00</published><updated>2011-12-19T21:50:55.374-02:00</updated><title type='text'>Um presente de Natal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-tlQ6uhNL94A/Tu_Nw144S1I/AAAAAAAAA4E/a1cMICw0yXk/s1600/xmas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/-tlQ6uhNL94A/Tu_Nw144S1I/AAAAAAAAA4E/a1cMICw0yXk/s200/xmas.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:WordDocument&gt;  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;  &lt;w:Compatibility&gt;   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt; &lt;/w:LatentStyles&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Houve um tempo, umacriança sabia que seu mundo iniciava nas&lt;br /&gt;margens do rio São Francisco e se encerrava na linha do horizonte&lt;br /&gt;entre o rio e o céu. Houve ele, ainda pequeno, de ganhar um presente.&lt;br /&gt;Os presenteadores, seus pais, lhe ensinaram que quanto mais ele o&lt;br /&gt;usasse mais valor dava a si e mais valorizado se tornava o presente. E&lt;br /&gt;assim ele fez durante os primeiros doze anos de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Houve de o tempo passar, e a criançase tornou adolescente. Seus&lt;br /&gt;pais, querendo que ele soubesse mais, atravessaram a linha do&lt;br /&gt;horizonte e ele soube coisas do outro mundo. Luzes, cores e sabores&lt;br /&gt;tinham outros significados. A aceleração diária neste novo mundo&lt;br /&gt;tornou os dias mais curtos, os meses menos demorados e o passar dos&lt;br /&gt;anos imperceptível. Então, ele deixou de usar o presente de criança e&lt;br /&gt;perdeu valores.&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Tendoesse novo mundo como espelho ele se tornou ignorante.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Porém&lt;br /&gt;já homem feito, soube que ignorância não é falta de saber, mas&lt;br /&gt;sinônimo para falta de amor. Sozinho percebeu que não mudaria as&lt;br /&gt;pessoas desse novo mundo, também não era enterrando em si aquela&lt;br /&gt;criança que se adaptaria a esse mesmo mundo. Passou a ser o que sempre&lt;br /&gt;fora e começou a usar o presente de criança.&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Meusamigos, essa história não é fruto da minha imaginação, é real&lt;br /&gt;e a criança da crônica sou eu. Meus pais sempre me ensinaram, mais do&lt;br /&gt;que isso, frisou que compartilhar o presente durante a minha&lt;br /&gt;existência valorizaria não só a mim, mas também aqueles que comigo&lt;br /&gt;conviveria. Aproveito o Natal e o significado de iluminação que ele&lt;br /&gt;tem para mim e lhes presenteio com o mesmo presente dado pelo meu pais&lt;br /&gt;quando eu era criança. Estendendo as minhas mãos para lhes presentear&lt;br /&gt;na esperança que não guarda esse presente somente para si. Não abra&lt;br /&gt;ainda, quero que saiba que dentro desse embrulho encontra-se a&lt;br /&gt;GENTILEZA.&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Que na sua ceia de Natal a congregaçãoem família - sendo que&lt;br /&gt;família é formada pelos filhos do mesmo Pai, Deus - possa haver a gentileza em&lt;br /&gt;abundância e que em 2012 vocês possam recolher e distribuir amor.&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São os sinceros votos da minhaFamília. A Luz sempre permaneça em&lt;br /&gt;nosso lar. Perceba-A e ilumina-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-6728794234543673771?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/6728794234543673771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/um-presente-de-natal_19.html#comment-form' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/6728794234543673771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/6728794234543673771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/um-presente-de-natal_19.html' title='Um presente de Natal'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-tlQ6uhNL94A/Tu_Nw144S1I/AAAAAAAAA4E/a1cMICw0yXk/s72-c/xmas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7403887169981354739</id><published>2011-12-14T10:50:00.009-02:00</published><updated>2011-12-14T10:50:00.367-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Depois - Parte final</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-u6sKYr3umEM/Trb-jptggtI/AAAAAAAAA2U/CMwdOK3AEyo/s1600/couple.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" src="http://4.bp.blogspot.com/-u6sKYr3umEM/Trb-jptggtI/AAAAAAAAA2U/CMwdOK3AEyo/s320/couple.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pedro estacionou o carro em cima da calçada, sabia que estava errado, contudo, a pressa não lhe permitia outra ação senão essa. Ele retirou dois sacos de sessenta quilos do porta-malas do carro e colocou na garagem do salão de distribuição de sopa, em seguida saiu em disparada, sendo observado por Salvador. Voltou meia hora depois com duas caixas pequenas e as colocaram próximas dos sacos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, posso saber o que se passa. Não me diga que vai tirar Jesus da cruz com toda essa pressa. - Salvador disse entre risos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Não. - Pedro disse sorrindo, também. - Recolhi alguns sonhos nas padarias do bairro e algumas latas de doce de leite de alguns supermercados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- E o que pretende com isso, aqui só distribuímos sopa. Você sabe disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Sei, Salvador. Vou distribuí-los na rua para os famintos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, depois de vinte anos, você ainda me surpreende. Isso é bom. Precisa de ajuda?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Desculpa, irmão, quero fazer isso sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Vá com Deus, Pedro. Ele te guiará aonde você quer chegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pedro partiu incomodado por Salvador ainda não chamá-lo de irmão depois de vinte anos de convivência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Socorro corria, mas a fome estava lhe tirando as forças das pernas, se descansasse, ela sabia que não levantaria, por isso passou a andar lentamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pedro havia distribuído todos os sonhos. Foi em direção ao carro e quando jogou os dois sacos vazios no porta-malas sentiu um ruído, então, ele enfiou a mão no saco e encontrou um sonho. Olhou para todos os lados para ver se encontrava algum faminto, como não encontrou, ele levou o sonho à boca. Neste mesmo instante, ele ouviu um ruído de algo se chocando no carro. Foi na direção de onde o ruído havia vindo e encontrou uma criança caída no chão. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- O que lhe aconteceu? - Pedro perguntou ansiando uma resposta, pois estava preocupado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Você é o anjo que veio me trazer o sonho recheado com doce de leite.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pedro não havia entendido a resposta, somente se deu conta quando a criança avançou sobre a sua mão retirando o sonho e o comendo vorazmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esbaforido, Pedro entrou no salão de distribuição de sopa, carregando a criança no colo e já explicando a Salvador o que se passara. Após pedir às voluntárias que desse um banho na criança, a alimentasse e a acomodasse num dos quartos do salão, Salvador, pela primeira vez, viu Pedro orando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pai, um dia, eu não dei valor a vida que me deste, atentei contra o bem maior que deixara para mim. Pai, sei que sou pequeno, ainda não merecedor de Sua graça, por isso, peço-Lhe, não para mim, mas para essa criança, não deixe que a Luz lhe expire, ilumina-a.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Salvador, emocionado, se encaminhou a Pedro e lhe deu um abraço demorado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, a sua fé trará Luz a ela. Você é um iluminado, irmão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pedro, enfim, ouviu o que tanta ansiara, ser chamado de irmão por Salvador. Segurou mais um pouco aquele abraço para si e o agradeceu por não ter desistido dele. Salvador lhe sorriu e beijou a sua testa, abençoando, em seguida saiu da sala deixando-os a sós.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ainda emocionado, Pedro viu os seus olhos retrocederem em câmera lenta para o passado, no momento que encontrou com Angélica pela primeira vez na escola e voltar ao presente lestamente ao encontro dos olhos da criança que acabara de acordar. Gelou, o olhar das duas eram parecidos. O seu coração disparou, um sentimento que há muito tempo estava adormecido aflorava. Ela é uma criança, Pedro, disse para si. Agora sem controle dos olhos, esses voltaram para o dia que ele fez amor com a Angélica na padaria e foram trazidos de volta para o corpo da criança que remexia no sofá. A simetria dos corpos era idêntica, as curvas mais ainda, um detalhe as diferenciava, Angélica era clara, a criança é morena. Se não fosse pela magreza de uma em relação à outra, poderia dizer que eram a mesma pessoa. Olhou mais detalhadamente para o corpo dela, e ela percebera, gostara até. O delineamento simétrico das curvas do corpo dela já não lhe dava a certeza de que era uma criança. Perturbado, ele resolveu falar com Salvador, mas antes a criança lhe falou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Posso saber o nome do meu anjo salvador?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, e o seu?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Socorro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pois bem, Socorro, eu não sou anjo e muito menos salvador, sou apenas um praticante do amor cristão. Agora preciso ir. - Pedro disse tartamudeando, nervoso e perturbado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele encontrou Salvador no jardim cuidando de suas flores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, amar é exercitar o Deus em nós, isso você fez ao salvar esta garota, reduzir o amor a superfície do físico é diminuir o Deus intrínseco, é deixar de verbalizá-lo, é emudecer a Sua voz, é regá-Lo ao depois. Pense bem irmão, o conhecimento nos dá a oportunidade de saber escolher, e escolher é saber pôr em pratica as nossas vontades. Saiba das suas e escolha. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;CINCO ANOS DEPOIS&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Contristo e cabisbaixo, Pedro alimentava os pombos, fazia isso para ter companhia. Com cinquenta anos, os vincos no rosto, a rigidez da pele e dos sentimentos o envelhecera muito. Sombreava por onde passava, perdera a luz depois que abandonou o serviço voluntário no salão de distribuição de sopa. O alarido dos pombos, após ele jogar as migalhas de pão despertava em seu rosto o sorriso de antes. Repentinamente, o bater de asas dos pombos voando por sobre a sua cabeça o assustou, uma sombra no chão encontrava com a sua. Ele levantou a cabeça e não acreditou no que estava vendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Angélica? - Pedro disse, incrédulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Não, Pedro, sou eu, não me reconhece mais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Socorro. - Pedro disse se refazendo do susto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pensou que ia fugir de mim. Demorei, mas te achei. Levante. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Socorro pegou-o pela mão e o ergueu, Trazendo-o para junto de si. Parados, se olharam demoradamente, um procurando no outro quais eram as suas vontades. Não precisou de muito tempo para saber.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pedro voltou para o serviço voluntário e reencontrou Salvador. Deu-lhe um abraço demorado segurando as lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- O bom filho a casa torna. - Salvador disse sorrindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Ele torna porque sabe que o Pai sempre estará de braços aberto para ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Sempre, Pedro, Ele sempre estará com e será por nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E durante mais cinco anos Socorro exercitou o amor divino ajudando aos necessitados, juntamente com Pedro, Salvador e outros voluntariados. Em um dia comum, um dia de sol brilhante, ela se foi, alegre. Sofrera, aos vintes e cinco anos, um ataque cardíaco fulminante. Pedro estava ao seu lado, mas quando o resgate chegou já era tarde. Antes de ir, ela, segurando na mão de Pedro, disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Meu amor, estou indo pelas mãos do amor, o amor divino, por isso não sofra, sempre há um depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Eu sei, amor. Vá em paz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pedro disse escondendo a sua tristeza em um sorriso sem convicção e deixando as lágrimas jorrarem assim que os olhos de Socorro foram fechados por ele. Aos poucos, ele foi perdendo a tristeza ajudando aos outros no serviço voluntário. Permaneceram em si as saudades e as boas lembranças vividas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Aos sessenta anos, ele não aguentava mais o serviço voluntário, o seu corpo não fraquejava, cansava fácil. Sentou, arcou o corpo levando a cabeça ao braço do sofá, adormeceu. Em seu rosto havia sorrisos da época que ele amara a Angélica e Socorro, os mesmos sorrisos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Você voltou, veio realmente me buscar como havia prometido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Sim, Pepito. Eu sempre lhe disse que há um depois. Vem meu amor, me acompanha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Mas, onde está Socorro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;No rosto de Angélica havia um sorriso que não era seu, o sorriso de Socorro. Pedro entendera. Foi para amá-la até um novo depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=couple%2Bblack%2Bwhite"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-7403887169981354739?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/7403887169981354739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/depois-parte-final.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7403887169981354739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7403887169981354739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/depois-parte-final.html' title='Depois - Parte final'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-u6sKYr3umEM/Trb-jptggtI/AAAAAAAAA2U/CMwdOK3AEyo/s72-c/couple.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-6174108098352013941</id><published>2011-12-11T10:50:00.008-02:00</published><updated>2011-12-11T10:50:00.240-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Depois - 5ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2UpzYQ2qUxo/Trb57UHwDqI/AAAAAAAAA2M/zDcdDxkkd0E/s1600/comida.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-2UpzYQ2qUxo/Trb57UHwDqI/AAAAAAAAA2M/zDcdDxkkd0E/s320/comida.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que você fez? - Pedro disse, nervoso, agitando os braços.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Calma irmão, eu que lhe pergunto o que você queria fazer. - Salvador disse, sereno.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- O que você pensa que eu queria? É um ignorante? Estava tentando me matar, não percebeu? - A exacerbação das palavras era exagerada na boca de Pedro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Não só a você. O que intentava com isso? - Salvador mantinha a calma, pois percebera que aquele homem estava sofrendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Eliminar o meu sofrimento, a minha dor. - Mais calmo na resposta, as palavras saíram chorosas, e os olhos de Pedro se perderam longe se procurando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- E você pensa que a morte elimina a sua dor. Ela não encerra com a morte do corpo, estará sempre com você, na tua alma, e essa, por mais que você morra e renasça, sempre estará contigo...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Vá à merda. Não me venha doutrinar com a tua religião, daqui a pouco me convidará para ir para a tua igreja e dirá que lá eu serei salvo. É o que eu menos preciso agora. - Pedro disse repetindo o impropério.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Irmão, talvez você não saiba o verdadeiro significado da palavra religião, ela quer dizer religar a Deus e para isso você não precisa de igreja, a religião, o religamento não está em um templo, em uma sinagoga, em uma igreja, mas em você, intrínseco. Liga e acenda a tua luz interna, ilumina-se, religa a Deus, sinta-O. - O brilho dos olhos de Salvador era intenso e suas palavras tornavam o que dizia verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Deus? Você vem me falar de Deus uma hora dessa. Onde estava Deus quando tirou a minha Angélica, onde Ele estava quando tirou o meu pai? - Apesar das queixas, não havia raiva nas palavras ditas por Pedro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Irmão, Ele está onde sempre esteve, em você. A pergunta correta era onde estava você para não percebê-Lo tão próximo, estendendo as suas mãos para confortá-lo. Irmão...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pare de me chamar de irmão que eu não sou seu irmão, me chame de Pedro. - A rispidez de Pedro ao interrompê-lo, não assustou Salvador, quanto mais ríspido e ignorante era Pedro, mais calmo e sereno era Salvador nas respostas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, somos filho do mesmo Pai, Deus. Portanto estamos irmanados pelo seu amor, pois, como ia dizendo antes de ser interrompido, somente lembramo-nos Dele quando perdemos alguém apenas para culpá-Lo por causa dessa perda e esquecemo-nos dos ganhos que Ele...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Irmão - Pedro disse irônico. -, ganhos? Isso é piada? Como você pode falar em ganhos se eu só tive perdas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, Deus lhe deu algo de importante e você despreza, a sua própria vida.. As perdas estão aí para aprendermos com ela, pois elas são um processo natural da vida. Deus nunca deixou de assisti-lo. Receba-O, sinta-O e você perceberá os ganhos. Agora preciso ir, estou atrasado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Por favor, me ajude! - A necessidade impôs a Pedro a serenidade e a calma necessárias para quem estava precisando de ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Salvador não poderia negar aquele chamamento, a Luz havia acendido no coração de Pedro, caberia a ele intensificá-La.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, primeiro você precisa se ajudar para depois ser merecedor de ajuda, você entende isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Sim, quero ser curado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Mais uma coisa, Pedro. Não será somente Deus que vai te curar, mas você também. Quando você tiver a compreensão disso, você estará curado. Agora vamos, me acompanhe.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ao chegar ao local de distribuição da sopa, Salvador cumprimentou a todos os voluntários chamando de irmãos. Todos estavam a postos com concha em mãos, no caldeirão os alimentos ferviam, as cumbucas estavam dispostas em uma mesa retangular circundando toda a cozinha. Então, ele se dirigiu a Pedro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, pegue uma concha, uma cumbuca e sirva a sopa para os sem-tetos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Mas, Salvador, você me disse que ia me curar, quero dizer, eu ia me curar, e o que você faz é me dar trabalho. - Pedro disse constrangido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- E quem lhe disse que a ocupação não opera a cura. Pedro olha aquele quadro e...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- É o Chico Xavier. - Pedro disse, interrompendo Salvador.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pedro, não atenta para a imagem, mas para o que está escrito embaixo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Trabalhe para o bem dos outros, para que possa encontrar o seu próprio bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ao terminar de ler, Pedro compreendeu porque Salvador era tão sereno e feliz, agora ele entendia o porquê de tanta pureza nele. Sem esperar que ele pedisse, Pedro apanhou concha e cumbuca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Vamos, Pedro. Vamos, irmãos. Os nossos irmãos famintos precisam ser alimentados. - Salvador disse, entusiasmado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Salvador, por que você chama a todos de irmãos, a mim não? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Acorde o Deus em ti. O aceite como Pai para que eu possa lhe chamar, sinceramente, de irmão. Vamos, passou da hora de alimentá-los.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;VINTE ANOS DEPOIS&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Seu corpo, apesar de esquálido devido à desnutrição, era um corpo de mulher com saliência e curvas simétricas. Sentada na calçada jogava biriba, sozinha. Ainda tinha a alma de criança, as nuvens no céu ainda eram algodões-doces, o céu era gelatina com gosto de anis, o chão era um pão salgado sem manteiga. No seu mundo fantasioso, ela não tinha como fugir da fome.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Socorro. Socorro. Tá surda desgraçada. Levanta daí, vem cá miséria. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ela reconheceria essa voz onde estivesse, no mundo real ou fantasioso, mesmo que decorressem mil anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Tou indo, mãe. - Socorro disse, jogando as pedras no ar e imaginado-as como pipocas doces caramelados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ao aproximar de onde sua mãe estava, ela viu um homem gigante e gordo com uma pedra de Ox não mão. Ele a entregou e caminhou em sua direção. Ela entendera que a sua mãe estava fazendo uma negociação e ela era a moeda de troca. Saiu dali correndo sem olhar para trás.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A sua mãe, ainda radiada, retirou a roupa e nua se ofereceu como moeda de troca. O traficante retirou a pedra de Ox de sua mão lhe dizendo que o seu corpo não valeria o valor pago para a mesma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Socorro, desgraçada, volta aqui, merda. - A mãe de Socorro descabelava desesperada. O seu corpo começava a sentir falta da droga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Montada em suas fantasias, Socorro corria, corria e corria. Adiante, ela via um sonho recheado com doce de leite, e ela corria atrás desse sonho. Corra, Socorro, corra, um sonho recheado de doce de leite te espera. Essa era a voz que ouvia quando corria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;CONTINUA EM 14/12/11&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique&lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8-mv8Or9G5ME3D17nWT2df1HMZmX-psjr8av8vFjmi3zZjr-o6vx58TZ_My8a9_Hpsq2vf4MHB_d2H-zc-_Tb87ZdPbp7d5pN5_m9cdY0ebvNf4yXeXv3XXvXtBz_9Ori97j8bPcXXnx23uz-zM7PPHn1e__M7oOfoa9-YfPZ7l_2a366s7OzP_p0Z3fvU_r33s4B_Xv_4Q79--n-ffz7KT4_2KFPdncPHtK_e_fok917D6jl7n3-98FDgnDv4NMHo08JxL3Rpw_27j_gfx_i30_vjx7cf3jw6ejBg73dB6OHe5_uPxw9_HT_YJf-vX-f_z3YHz2k9p-Odnd2DnbpB3VA_VBnDz998JuAJmlJRElbosqv6dOSfyZ1VbUvszpbNL-2fvZr4f-7O_j1dzftfzP88xvT_3-9d6-vm9N3Bsav6f3N72bn5tdfU38HuF87O5_aLv0_0OevucM9Llr3pvv916HGpf3C_oX3fl36o17YIYV__vpovou_fj3-fGJhdP7m184tcuGfDGXHQjnvQHF_82t1iIv9k6HsWSh1B4r7myiTWxj4g8nzayiZdvHpb2i-xmQwbYkm-cp8-msGf_3a-aSx35g_mNi5w8H7_dfKXXPv91-7Wa3s5_jD4Phb2Rcvp-5F9_uvU9Ueq9i_-KtJ7n9l_sLza8-ulub3X9P8AY3w6zRrbzzBX792njkM_D_o95X_hf3j120CaOGfv_a7Z88dv9If9ous9nDz_viNmmm1yp-sl6SXHNTgUwPwxwHnwc59_P7rEA-tbfPgr19nXssfQiH8ZSB8TP__te7t4VfiEic3_h-_3ov8Km_a_ycAAP__-NrlHmoFAAA."&gt; AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-6174108098352013941?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/6174108098352013941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/depois-5-parte.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/6174108098352013941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/6174108098352013941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/depois-5-parte.html' title='Depois - 5ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2UpzYQ2qUxo/Trb57UHwDqI/AAAAAAAAA2M/zDcdDxkkd0E/s72-c/comida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-1496440327653999455</id><published>2011-12-08T10:50:00.002-02:00</published><updated>2011-12-08T10:50:00.770-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Depois - 4ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-39LXa2tHcBw/Trb16DF-RYI/AAAAAAAAA2E/DAST8Fh7FlU/s1600/ora.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-39LXa2tHcBw/Trb16DF-RYI/AAAAAAAAA2E/DAST8Fh7FlU/s320/ora.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;DEZ ANOS DEPOIS&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Havia dez anos que Angélica havia morrido, Pedro estava para completar vinte e cinco anos. Durante todo este tempo ele se entregou a tristeza, a dor da perda tecia em seu coração elos difíceis de serem desembaraçados. No início do seu sofrimento, ele procurou alívio na bebida, depois, achou a tranquilidade ao fumar maconha e por fim a cocaína retirou qualquer sentimento de dor, ele estava fora de si. Todas as tardes, ele sentava no toco da árvore que o caminhão havia se chocado. Tentou por várias vezes ressuscitá-la, porém a morte encerrava qualquer tentativa de revida. Ele mais morto estava, sentia isso. O alívio que as drogas davam era momentâneo, o depois era devastador. Sentado, ele pegava alguns pedregulhos na rua e jogava no ar, qual a sua intenção com isso ninguém sabia. Ele sabia, tentava matar os seus monstros, imaginários ou não, sabia que não conseguiria. E se se matasse, fez essa pergunta pela primeira e única vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Seu pai o acompanhou na sua travessia de tristeza e dor, tentando animá-lo e reforçando o que Angélica havia dito, sempre há um depois. Orava todos os dias, pois não tinha mais de onde tirar energia para continuar esta luta inglória, usava a sua última arma, a fé. Tinha conhecimento que todo viciado em drogas começa com um inocente cigarro de maconha e toma um caminho cujo retorno é difícil de conseguir, se livrar das drogas pesadas. Pedro tomou este caminho, se houver uma volta, terá de ser pelas mãos de Deus, as suas não eram suficientes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O cachimbo de crack estava em cima da cômoda, Pedro o olhava, porém, além dele havia alguém lhe chamando, era um dos seus monstros, a morte. A pedra de Ox também lhe chamava, animada pela sua abstinência, ganhou vida e sussurrou em seus ouvidos: "Para que se matar, se me possuindo, você morre aos poucos, com prazer". Pedro foi em direção ao cachimbo e ao tentá-lo pegar, surpreendido, foi a morte que o agarrou. Seu destino estava selado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Seu Edson olhou para as suas mãos e se fez uma pergunta: "E se Deus usar as minhas mãos para salvar o meu filho". Não esperou respostas, ele saiu da padaria correndo, entrou dentro de casa e foi direto para o quarto do filho. O bilhete estava debaixo do cachimbo de crack, ao lado estava a caneta que ele usou para escrever e uma pedra de Ox recém-usada. Percebeu que chegara tarde demais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Pai perdoa-me, você sabe que eu tentei, percebi que esse depois nunca chega, além disso, dia após dia, eu vivia a espera desse depois. Pai, eu quero o agora, e o agora, perdoa-me, é o meu fim". Apesar do bilhete deixado por Pedro estar ininteligível devido às letras disformes, seu pai entendeu muito bem o que estava escrito. Então, ele prostrou ajoelhado na cabeceira da cama, chorando, estendeu as suas mãos sobre a cama e as levou para o alto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Pai, essas mesmas mãos que castigaram quando ele errou, não souberam retirá-lo do fundo do poço quando ele sucumbiu. Pai, o Senhor, como eu, também é Pai, por isso Lhe imploro, ao invés de levar o meu filho, leve a mim. Falhei por não ter dado ouvidos a Angélica, o anjo que o Senhor mandou para nos alertar, por isso, Pai, leva-me, eu não conseguirei suportar essa perda. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Levado pela emoção, após fazer suas orações, o coração do Seu Edson não resistiu. A janela do quarto abriu-se brutamente, uma corrente de ar gélida levou consigo o bilhete. Seu Edson, antes de fechar os olhos definitivamente, ainda movido pela emoção, balbuciou: "Angélica, você veio salvá-lo?". Um lampejo de luz que ainda resistia ouviu a resposta. Ele se foi tranquilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os passos, imprecisos, de Pedro não tinham direção, o mesmo não podia dizer de suas intenções. Cambaleando entre o meio fio e a avenida, a iminência de ser atropelado era provável, se não foi até agora era porque o fluxo do trânsito estava lento no sentido bairro centro, por isso, os carros conseguiam desviar dele. No sentido contrário, centro bairro, o trânsito estava intenso e parado, nada movia, somente o tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O tempo de Salvador estava expirando, ele precisava chegar ao seu destino, com o trânsito parado, ele não conseguiria. Como não tinha nem tempo para pensar, instintivamente, entrou à direita, estacionou o carro e resolveu fazer o resto do percurso a pé, seria mais quinze minutos de caminhada. O começo de noite estava claro e fresco, o inverno não era intenso, e isso era bom para os sem-teto. Lua e estrelas, além de darem ao céu luminosidade, davam, também, a Salvador esperança necessária para que a distribuição de sopa trouxesse aos desvalidos alívio para as suas dores, afinal, para ele, aquela sopa era o pão que Deus amassou. Ele atravessou a avenida, ergueu a cabeça, olhou além, sorriu para si mesmo e foi feliz, pois carregava intrínseco a intenção de ajudar os outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pedro olhou além e viu uma luz bem distante e tomou uma decisão, o seu fim também seria o fim da sua dor. Se ele tivesse fé enxergaria nessa luz a sua salvação, mas não era. Os dois faróis do caminhão vinham altos, a avenida estava livre, o motorista pisou no acelerador, obedecendo aos limites de velocidade. Os sem-tetos, alguns metros dali, estavam formando fila para retirar a sua sopa, preocupados com a sua fome, eles não sabiam da intenção de Pedro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A felicidade de Salvador aumentava assim que ele se aproximava do local de distribuição da sopa. A luz alta do farol do caminhão ofuscava a sua visão, porém, a luz que iluminava o seu caminho era outra, por isso ele continuou andado sem dar importância à luz do caminhão, a luminosidade que o fazia enxergar era outra. O mesmo não poderia dizer de Pedro, sem intentar para a luz que mudaria o seu destino lhe dando conforto e compreensão, ele divisou a chegada do caminhão e se jogando embaixo dele, abreviando a sua dor com o fim da vida. Pedro não sabia que a morte não encerra a vida, nem abrevia a dor. O céu trabalhava movido pelas orações do seu pai e de sua namorada, e uma luz maior os iluminou, o céu e o Pedro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pedro se jogou no exato momento que Salvador ia passando, os dois caíram na avenida. O motorista do caminhão de lixo ouvia a sua música preferida, ia levando o caminhão para a garagem, ele tinha pressa, esposa e filhos o esperavam. Uma interferência provocou um ruído na estação de rádio sintonizada, e ele tentando resolver o problema viu os dois corpos no asfalto, em sua mente veio a imagem do acidente na rua da padaria, a culpa que ele levava por ter matado aquela adolescente, a árvore. Não havia nenhuma árvore na avenida, a calçada estava lotada de sem-teto, no sentido contrário da avenida, um tapete de carro o impedia de ir na contra mão para livrar dos dois. O motorista, sem poder de ação, não freou, não desviou, apenas orou e passou. Ele não sentiu o impacto dos corpos no caminhão, nenhum solavanco, assustado, olhou no retrovisor e sentiu um alívio imenso. Olhou para o céu iluminado e agradeceu. Os dois estavam em pé na calçada se refazendo do susto. O rádio, sozinho, voltou à sintonia anterior tocando a canção Jesus Cristo na voz de Roberto Carlos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;CONTINUA EM 11/12/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique A&lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=hands%2Bprayer"&gt;QUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-1496440327653999455?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/1496440327653999455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/depois-4-parte.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1496440327653999455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1496440327653999455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/depois-4-parte.html' title='Depois - 4ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-39LXa2tHcBw/Trb16DF-RYI/AAAAAAAAA2E/DAST8Fh7FlU/s72-c/ora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-834382464265235168</id><published>2011-12-05T10:50:00.001-02:00</published><updated>2011-12-05T10:50:00.317-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Depois - 3ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G5lbkbt0HuA/Trbwp20J-ZI/AAAAAAAAA18/paJ2uGeSRMM/s1600/caminhao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://2.bp.blogspot.com/-G5lbkbt0HuA/Trbwp20J-ZI/AAAAAAAAA18/paJ2uGeSRMM/s320/caminhao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O motorista do caminhão de lixo estava no fim do seu turno, ele iria entrar na última rua para coletar o lixo quando ao acionar os freios, as rodas não frenaram. Sem poder fazer a curva para entrar na rua devida, pois o caminhão tombaria, ele seguiu reto, ladeira abaixo. O motorista afivelou o cinto de segurança e começou a ciciar as suas orações. Estava sozinho, os garis haviam pulado quando percebeu que o caminhão não faria a curva. Ele não estava sozinho, suas orações foram ouvidas. A rua estava deserta, o sol surgia na linha do horizonte, adiante, ele viu uma árvore, era a luz que ele havia pedido a Deus. O aroma de pão fresco ele sentiu sendo trazido pelo vento. Era a rua da padaria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O pai de Pedro estava assando a última fornada de pão, puxando a última fila de pão do forno com a espátula de madeira, quando Angélica tentou passar despercebida, pois não suportaria uma despedida, e seu Edson a notou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Angélica, ia sair sem se despedir?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim. Seu Edson.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por que, filha? Fiz alguma coisa que lhe magoou. Se fiz, diga-me para lhe pedir perdão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não, seu Edson, você não me fez nada. Eu que vou fazer. Vou me separar do Pedro, e caberá ao senhor apoiá-lo para que ele não sucumba.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Como assim, minha filha. Separar para quê? Vocês se amam, parece que têm a mesma alma em corpos diferentes. Diz para mim, é apenas uma briga de casal, comum a todos os mortais. Vocês farão a paz depois e perceberão que é inútil até brigarem de novo, sucessivamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim, seu Edson, faremos as pazes e nos veremos depois. Lembre ao meu Pedro que sempre há um depois. Sempre. Nunca se esqueça de dizer a ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As despedidas são sempre dolorosas. Angélica abraçou lacrimosa o pai de Pedro e saiu apressada da padaria. Ela não percebeu que Pedro assistira toda a cena escondido atrás do cilindro de massa. Receoso de interferir na cena, ele a perseguiu com os olhos e pressentiu algo de ruim. Correu desesperado pela padaria e antes de alcançar a calçada, ele viu o caminhão de lixo em alta velocidade vindo ladeira abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sol firmava no horizonte brilhoso, ao olhar para ele, ela o sentiu maravilhoso, um lume grandioso da presença Divina; ao olhar para o chão, ela o sentiu revestido de Deus, e não pisava sobre ele, pois Ele o elevava; a estrada estava aberta, ela seria acompanhada por Ele. Enfim a paz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pedro travava uma guerra contra o tempo na tentativa de salvar Angélica, mas sem saber como, alguma mão o prendia no chão. Ele guardaria até o fim de sua vida essa cena, e a culpa por ter, de alguma forma, matado Angélica ao chamar a sua atenção quando gritou, desesperado, o seu nome.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Angélica. - O grito de Pedro saiu como de despedida, pois vinha acompanhada de lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sol ofuscava a visibilidade do motorista do caminhão, no seu campo de visão o único objeto visível era a árvore, tudo em volta tomava a coloração branca, uma brisa gélida tomou carona na boléia do caminhão, assustando-o. Ele não viu mais nada quando o caminhão foi de encontro à árvore, arrastando-a por alguns metros até parar na calçada da padaria. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Virando o rosto em direção ao grito pronunciado por Pedro, Angélica não percebeu o caminhão arrastando a árvore.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Cuidado. - Gritou mais desesperado ainda, Pedro. A sua luta para retirar os pés do chão era agonizante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Angélica olhou em direção ao apontamento que Pedro fazia, com os dedos, desesperadamente, percebeu o veículo arrastando a árvore em sua direção e sorrindo disse a Pedro em voz consoladora:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Amor, nunca esqueça, sempre há um depois. Sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mesmo que Angélica tentasse se erguer, os seus pés não sairiam dali, não haveria mais tempo de se salvar, além disso, ela sentia mãos, não lhe prendendo ao chão, mas a acolhendo. A sua falha na missão de trazer Pedro à Luz havia abreviado a sua vida, ela teve o livre arbítrio, havia feito a escolha, por isso, aceitava a morte, sabia que não era o fim em si e lutaria por mais uma oportunidade para tentar novamente salvar Pedro. Sempre há um depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os galhos da árvore se tornaram em grandes braços acolhedores, o tronco em um colo aconchegante, as raízes em pés ligeiros que lhe retiraria do plano físico. O seu chão estava revestido de Deus, as nuvens no céu, pinceladas de laranja pelo sol matinal, era a estrada que levaria ao colo do Pai. Seu caminho era de luz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pedro conseguiu se livrar do que lhe prendia ao chão e retirando o último galho que estava em cima de Angélica implorou chorando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Amor meu, não vá. Deus não a deixe ir. - Suplicou, Pedro, olhando para o céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Meu Pepito, não esqueça, sempre há um depois. - As últimas palavras de Angélica foram ditas com doçura.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Movido pelo ódio, Pedro exacerbou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Seu desgraçado, é assim que você quer que eu creia na sua existência. Eu te odeio hoje, eu te odeio sempre e vou te odiar depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O pai de Pedro que havia assistido a cena de atropelamento de Angélica, e estava em estado de choque, ficou estarrecido com as palavras pronunciadas por Pedro. Temendo pelo seu destino, pois sabia que a palavra tem poder, ele orou ao Supremo o perdão para o filho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nuvens negras trazidas pelas palavras odiosas de Pedro entraram em seu coração o entrevando. Ao mesmo tempo, as orações de seu Edson foram ouvidas, cabia ao Pedro fazer as suas para alcançar o perdão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após o sepultamento do corpo de Angélica, Pedro se isolou, fechando em si todos os seus sentimentos. Ao voltar para casa, ele não permitiu que seu pai se aproximasse. Em casa, ele se trancou no quarto e somente abriu a porta porque seu pai insistiu. O pai de Pedro tentava consolá-lo, mas este o repelia, e na terceira tentativa de abraçá-lo, Pedro o jogou contra a parede. Com o impacto, seu Edson gritou de dor, mesmo assim não desistiu, e o pegando de surpresa fechou seus braços sobre o seu corpo e ciciou nos seus ouvidos:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Filho, não se entrega a dor, tanto ela quanto a perda nos serve de aprendizado. Aprender com nossos erros pedindo perdão e perdoando é um grande passo na nossa evolução como ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não consigo, pai. Está sendo difícil. Pedir perdão não arrefecerá a minha dor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Dá ao tempo a oportunidade de te curar. O Altíssimo olha por ti.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É a você pai que tenho de pedir perdão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - E peça também a Deus. O perdão Dele lhe trará alívio. Eu o perdôo filho, e Ele também fará, afinal Ele é Pai, mais ainda.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Pedro emudeceu, não dizendo ao seu pai se pediria ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTINUA EM 08/12/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique&lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=+trash+truck+"&gt; AQUI &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-834382464265235168?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/834382464265235168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/depois-3-parte.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/834382464265235168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/834382464265235168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/12/depois-3-parte.html' title='Depois - 3ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-G5lbkbt0HuA/Trbwp20J-ZI/AAAAAAAAA18/paJ2uGeSRMM/s72-c/caminhao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7174083737295116578</id><published>2011-11-30T10:50:00.002-02:00</published><updated>2011-11-30T21:44:56.456-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Depois - 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hUQB-C0iYaU/TrbtMS9rKZI/AAAAAAAAA10/2K0XvaBOZcM/s1600/boy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-hUQB-C0iYaU/TrbtMS9rKZI/AAAAAAAAA10/2K0XvaBOZcM/s1600/boy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Angélica não esperou o pai de Pedro finalizar a frase e saiu correndo, dobrando a primeira esquina em direção à sua casa. Pedro que chegara ao fim da conversa saltou o balcão e a seguiu com os olhos. Ele havia se encantado ao deparar-se com tanta beleza, novamente. Emudecido e ensurdecido pelo encantamento, fechado em um mundo só dele, pensamentos envoltos em nuvens de algodão doce, provando do mel, Pedro não ouviu seu pai chamá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Noutro dia o pai de Pedro amanheceu ensimesmado com a previsão de Angélica, mais ainda por ela saber que ele tinha um filho chamado Pedro. Como? - Perguntou-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pedro já se encontrava na padaria, antes mesmo de seu pai descerrar as portas ao público, sentado no banco, esperando Angélica. Desde a primeira vez que a viu na escola, ele sentira algo muito forte, até aquele momento incompreensível. Quando ela entrou na padaria, o seu coração disparou. Inquieto, ele desassossegou no banco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Tá com comichão, Pedro. - Seu pai lhe perguntou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pedro enrubesceu sem responder a pergunta do pai. Com um sorriso envergonhado, ele respondeu ao cumprimento de bom dia da Angélica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Vocês se conhecem? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao mesmo tempo, os dois responderem que sim. Somos colegas de classe na escola. Uníssono, completaram a resposta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aliviado, o pai de Pedro entregou a sacola com os pães, leite e o tablete de manteiga à Angélica. As previsões dela, ele deu como coisa de criança e as guardou na gaveta do esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim que Angélica pegou o rumo da rua, Pedro saltou o balcão apoiando-se no banco, este foi ao chão enervando o seu pai. Pedro olhou na direção de Angélica e sentiu que um pouco dele a acompanhava. Ela olhou para trás e o percebeu parado na esquina, e também sentiu que um pouco dela estava indo na direção dele. O que eles não sabiam era que suas almas se reconheceram. A energia do amor os estava contagiando. Agora as suas auras tinham uma só cor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;DEZ ANOS DEPOIS&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Angélica não sabia como dizer a Pedro o que ia lhe acontecer. De Antemão, ela sabia que a sua vida seria curta para que, com a perda, ele voltasse para o Senhor. Teria de fazê-lo entender que a dor não é um castigo divino, mas a oportunidade de aprender, de evoluir espiritualmente. Cabia a ele escolher o sofrimento como castigo ou como aprendizado para o perdão pelos erros do pretérito. Usaria o livre arbítrio da mesma forma que ela usou o seu e conseguiu a redenção pelos mesmos erros do pretérito. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela não encontrou outra forma de dar a notícia senão com alegria, afinal, o fim em si não encerra a vida, a morte é apenas física. O tempo pedia pressa, ainda não havia amanhecido, apesar da escuridão, ela rumou para casa do pai de Pedro.&amp;nbsp; Angélica atravessou a padaria volitando. Seu Edson percebeu e sorriu. Ela havia se tornado o seu sol de todos os dias, enchendo a sua alma de felicidade, dando a sua aura mais cor, mais vivacidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por que está aí parada na porta. Entra logo. Meus lábios anseiam pelos seus. - Disse Pedro floreando as palavras.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Meu Pepito, estava admirando a tua beleza física, mas ao mesmo tempo preocupado por não fazer com que essa sua beleza não seja também percebida intrinsecamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Pode deixar, meu amor, eu me virarei do avesso e todos perceberão que sou belo tanto por dentro como por fora. - Disse Pedro entre risos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Angélica não teve como se segurar e se desfez em gargalhadas. Cobertos de alegria, os dois se amaram ali mesmo, entre sacos de trigo. Cobertos pela farinha, misturados, não dava para perceber quem era quem. Havia uma sintonia entre as suas almas que poderia dizer que era a mesma. A completude se deu quando no ato final do amor, o prazer atingiu a plenitude nós dois.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Angélica embebeu um pano na água e delicadamente foi retirando a massa formada no corpo de Pedro pelo suor durante o ato sexual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Pepito, como gostaria de retirar a massa que cobre a tua alma para acordá-lo para a Luz, iluminá-lo para que a escuridão, as trevas, não fortaleça a sua descrença. - Angélica, em ato continuo, limpava o corpo do Pedro e mentalmente o energizava, porém não conseguia penetra em sua alma, a energia ficava na superfície do físico. Retirando suavemente as mãos de Angélica de cima do seu corpo, Pedro levantou-se, sentou-se em um saco de farinha de trigo com a cabeça entre os joelhos e as mãos na nuca. Angélica retirou as mãos dele da nuca, ergueu a sua cabeça e olhando em seus olhos lhe disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Pepito, todo ser sem fé se afasta do Pai e descaminha sem rumo, não vive a vida, mas apenas passa por ela sem dar um sentido, pois lá no íntimo se sente vazio e não percebe que o que lhe falta é crer, não em si, mas no Deus em si e assim deixar de estar e ser. Ser em Deus com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Deus, Deus. Quem é Deus? Deus não passa de uma invenção humana assim que buscou conhecer o mundo que o cercava no início de sua história, e por não saber, por medo ao deparar com o desconhecido, foi mais confortável inventar deuses para solucionar os seus problema, e depois um Deus único, este que você acredita, para a nossa salvação, com um porém, a salvação só vem depois da morte. Não preciso Dele para lidar com os meus medos e nem para me salvar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não precisa mesmo Pedro? Saiba que dizendo isso, você está abreviando a minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por que você insiste tanto com este assunto, Angélica. Desde o início eu lhe disse que não acredito em Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por que, Pepito, essa é a minha principal missão, trazer você para a Luz, se não conseguir pelo amor, será pela dor. Eu não quero que você sofra para aprender.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Fique tranquila, eu não sofrerei. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quero que você lembre que, haja o que houver, sempre há um depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Lá vem você de novo com essa de vida após a morte. Morto o físico, morto o anímico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não vou discutir contigo sobre as minhas crenças. Dou a batalha como perdida. Só lhe peço um favor, quando estiver sofrendo, lembre-se de que sempre há um depois. Nunca se esqueça disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Lembrarei, Angélica. Sempre há um depois. - Pedro repetiu com desdém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Agora vou tomar um banho e em seguida irei embora. Essa nossa conversa me cansou um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ok. Você nunca vai me entender.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;CONTINUA EM 05/12/11&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=boy"&gt;AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-7174083737295116578?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/7174083737295116578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/depois-2-parte.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7174083737295116578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7174083737295116578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/depois-2-parte.html' title='Depois - 2ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hUQB-C0iYaU/TrbtMS9rKZI/AAAAAAAAA10/2K0XvaBOZcM/s72-c/boy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-8804854005974781628</id><published>2011-11-27T10:50:00.004-02:00</published><updated>2011-11-27T10:50:00.810-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Depois - 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kakVnANOi6o/Trbp-G1T9UI/AAAAAAAAA1s/K1bawGwVYRk/s1600/angel.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-kakVnANOi6o/Trbp-G1T9UI/AAAAAAAAA1s/K1bawGwVYRk/s320/angel.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você realmente voltou, veio me buscar como havia prometido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim, Pepito. Eu lhe disse que sempre há um depois. Vem meu amor, me acompanha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;SESSENTA ANOS ANTES.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O pai de Pedro, devido a sua profissão, conhecia todos na cidade, peculiarmente. Por isso se algum estranho aparecesse na cidade, ele logo percebia e se interava sobre o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Bom dia seu Edson! Quero dois reais de pão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aquela voz melíflua, os seus ouvidos acusaram como estranha, aguçando a sua curiosidade e o fazendo debruçar rapidamente sobre o balcão para saber de quem se tratava. Quando viu que era uma criança, ele estranhou o seu discernimento e a capacidade de comunicação sem atropelos de palavras e uma dicção de causar inveja a qualquer adulto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Meu anjo, como sabe que me chamo Edson?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Está escrito no letreiro, Padaria do seu Edson. Como ninguém colocaria o nome de padaria em uma pessoa, você só pode se chamar de Seu Edson.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aos risos, o pai de Pedro se encantou com a criança.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas você sabe ler? Quantos anos têm?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim, desde os dois anos de idade. Eu tenho quatro anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu não acredito no que estou ouvindo. Por acaso sua mãe é professora?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Meus pais são professores, assim como meus avôs. Somos uma geração de educadores. Uma dádiva de Deus sobre a nossa família.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Hum, interessante. Bem, deixe-me adivinhar o seu nome. Peraí, me deixa pensar. Hum, o nome tá vindo, peraí que eu vou pegá-lo. - Levando as mãos para cima, como se fosse pegar algo suspenso no ar e o tivesse deixado cair, o pai de Pedro abaixa e pega um papel no chão, abra-o e mostra para menina ler.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Angélica. - Disse a criança com cara de surpresa e espanto. - Você é um bruxo. - Completou a frase levando o pai do Pedro as gargalhadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não meu bem, não sou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas como adivinhou?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Está escrito no bolso do seu vestido. Porém, com esses cachos dourados brotando da sua cabeça; um sorriso simpático nos lábios e, também, em cada olho; uma pele aveludada e um rosto carregado de céu, você só poderia ser um anjo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Obrigado, seu Edson. - Disse Angélica e juntando as palmas das mãos fez uma reverência para reforçar o agradecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Pronto aqui está o seu pão. Foi um prazer te conhecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Angélica saiu abraçada ao saco de pão, assim que pôs os pés na calçada, voltou para dentro da padaria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Algo errado Angélica?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu percebi uma coisa e não poderia guardar para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Então fale meu anjo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sua aura é colorida, deve ser uma pessoa muito alegre, Seu Edson. O Pedro precisará do seu apoio, pois ele sofrerá muito. Não deixa a tristeza dele acinzentar a sua aura o levando a tristeza também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Como sabe que eu tenho um filho e que seu nome é Pedro? Hei mocinha, espere, por acaso você...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;CONTINUA EM 30/11/11&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=good+angel"&gt;AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-8804854005974781628?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/8804854005974781628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/depois-1-parte.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8804854005974781628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8804854005974781628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/depois-1-parte.html' title='Depois - 1ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kakVnANOi6o/Trbp-G1T9UI/AAAAAAAAA1s/K1bawGwVYRk/s72-c/angel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-630885093830617395</id><published>2011-11-23T11:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T11:00:14.891-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>PS: Urgência médica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DRZyFHO32a8/TrHNjREIPbI/AAAAAAAAA1k/EJQ34ELCAsQ/s1600/ps.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="245" src="http://2.bp.blogspot.com/-DRZyFHO32a8/TrHNjREIPbI/AAAAAAAAA1k/EJQ34ELCAsQ/s320/ps.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Sempre ouvira do meu pai que a fé remove montanhas, como até hoje as montanhas que tive que ultrapassar não passava da altura de minhas pernas, não tive que ter fé para ultrapassá-la, bastou-me pulá-las. Não sou uma pessoa dada à oração, pois não rezo para nenhum santo por achar que humano algum é bom o suficiente para ser santificado, nem tão pouco acredito em Deus, pois se o deus da medicina é a ciência, da economia é o mercado, da computação é o Bill Gates e o da política é a prostituição, porque justo eu tenho que rezar para um Deus único, então rezo para a ciência, afinal como médico é ela, a ciência, que faz com que curo e salvo vidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Meu dia seria um dia de cão, pois minha secretária havia faltado por recomendação do seu pai de santo que a proibia de sair de casa numa sexta-feira treze. E hoje além de ser sexta-feira treze, era uma sexta-feira do mês de Agosto. Quanto a isto já havia acostumado e aceitava, afinal ela é muita prestativa. O que eu não aceitava era ela ter levado minha agenda. Passo na sala de espera perguntando a cada paciente o seu nome assim: “Qual o nome do senhor?”. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“Qual o nome da senhora?”. Quando chego ao último paciente, um velho na faixa de sessenta anos, com uma bíblia em mãos, chapéus sobre os joelhos e um crucifixo no pescoço, pergunto-lhe:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Qual o nome do senhor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Jesus Cristo – respondeu o velhinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Volto para minha sala chamando um por um todos os pacientes, por último o velhinho: Jesus Cristo. Chamo uma, duas, três, quatro vezes. Nada do velhinho sair do banco. Vou até ele e lhe digo que o chamei e qual era a razão dele não entrar na sala. Aí ele me responde que eu não o chamei. Digo-lhe que chamei quatro vezes seu nome: Jesus Cristo. Ele me responde:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Mas este não é o meu nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Como? Você me disse que o nome do senhor é Jesus Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Sim, o nome do Senhor é Jesus Cristo, o meu é José de Souza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Não precisa dizer que deu vontade de mandar o José para Brasília, afinal a maioria dos filhos de messalinas trabalha lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Só os gregos sabem em que dado momento da história o homem inventou Deus, por isso, apesar do terceiro sexo, da trindade, da tridimensionalidade, dos tribalistas etc, vivemos em um mundo dual, houve a necessidade de inventar o Diabo. Portanto, a partir daí todo ato deixou de ser humano, nos acertos, obra divina, nos erros, para se eximir das culpas, obra diabólica, ou dos outros, afinal o inferno são os outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Neste dia Deus deveria estar de férias, e se o diabo tinha alguma feição humana era daquele rosto que estava se encaminhando para minha sala. O dia estava esquentando, parecia que ia ferver. E ferveu. Estava preenchendo o prontuário quando entra na sala o dito cujo, no caso o homem relatado acima, ou seja, o diabo em pessoa, ferido a bala com um casaco que ia até os calcanhares, achei estranho devido o calor que estava fazendo, afinal o inferno é quente o suficiente. Como ele já estava dentro da sala tive que atendê-lo. Quando toco no ferimento percebo que ele carrega uma arma na cintura, tento tirá-la e ele me dá uma gravata. Percebendo que ele não me soltaria e nem me daria a arma, explico que a única pessoa que poderia cuidar dos seus ferimentos seria eu, e que tiraria uma gaveta da minha mesa e ele colocaria a arma lá dentro e ficaria com a gaveta. Ele concordou. Para meu total espanto ele tira o 38 que estava me ameaçando, uma automática, um AR15 e tantas armas que eu fiquei imaginando qual dos filmes de Bruce Willis ele saiu. Não me espantaria se eu abrisse a porta achasse na sala de espera o Clint Weastwood, Silvester Stallone, Arnold Schwaznegger e Chuck Norris. Após medicá-lo o bandido saiu. Na pressa ele esqueceu o 38. Abri a porta e vi que a sala de espera estava lotada. Com as fichas com os nomes dos pacientes na mão esquerda, eu, com a mão direita, comecei a chamá-los: Luis Silva. Luis Silva. Gritei e gesticulando com a mão direita exaustivamente chamei de novo: LUIS SILVA. E nada do desgraçado aparecer. Próximo: José Genuíno. José Genuíno. Novamente gesticulando com a mão direita gritei: JOSÉ GENUÍNO. Nada de aparecer. Tentei o próximo: Marcos Valerio. Marcos Valerio. Nada. Gesticulei com a mão direita e berrei: MARCOS VALERIO. Quando olho para me certificar se realmente a sala de espera estava lotada de pacientes, o que vejo, senão o tucano empalhado em cima da mesinha de centro. Nenhuma alma viva ali estava. Desesperado, vejo o guarda vindo da portaria em minha direção dizendo;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Doutor na tua mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Sim, as fichas com o nome dos pacientes, mas sumiram todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;- Não nessa mão doutor, na outra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1.0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;Quando olho na mão direita vejo o 38 que o bandido havia esquecido.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Texto escrito em 2007&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=doctor#"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-630885093830617395?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/630885093830617395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/ps-urgencia-medica.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/630885093830617395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/630885093830617395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/ps-urgencia-medica.html' title='PS: Urgência médica'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DRZyFHO32a8/TrHNjREIPbI/AAAAAAAAA1k/EJQ34ELCAsQ/s72-c/ps.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2958083089683603343</id><published>2011-11-19T11:00:00.006-02:00</published><updated>2011-11-19T11:00:04.243-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Violência urbana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zbuIbTomHPg/TrHJGF88pOI/AAAAAAAAA1c/i6NCGiCE8WE/s1600/arma.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-zbuIbTomHPg/TrHJGF88pOI/AAAAAAAAA1c/i6NCGiCE8WE/s320/arma.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 12.0pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Maria fazia, como todos os dias, antes de sair de casa, sua oração ajoelhada em frente do oratório. Tendo Santa Rita de Cássia como protetora, ela perdera a esperança no ser humano, mas não na vida, mesmo sabendo ser difícil desassociar uma coisa da outra. Muito cedo perdera o marido atacado por cirrose hepática. Sozinha, ela criara os três filhos e por deixá-los a sós, para trabalhar, os perdera para o crime. Bola era o único filho vivo, mas havia dez anos que não o via, desde que ele fugira de casa.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao sair de casa, Maria se benze fazendo o sinal da cruz e beijando a medalha de Santa Rita que traz sempre consigo. Ela se dirige ao ponto para tomar o ônibus que a levará a Rua Cascalho.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Rua Cascalho cedo da manhã. O silêncio imperava. De vez em quando se ouvia o vento que trazia um pouco de umidade. Amanhecia seco. Do nada surge um carro em alta velocidade. O barulho da frenagem dos pneus no asfalto interrompe o silêncio.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Porra Neto estacione o carro próximo da saída. Que merda cara, você quer nos ferrar?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Calma Paco! Você não está falando com qualquer um não.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Bola passa as máscaras. Apressa-se porra. Vamos cacete, isso aqui vai ser um assalto, não um piquenique de fim de semana com a família. Atenção, quando entrarmos quero todos com as máscaras. Neto deixa o motor ligado. Bola, você fica com o caixa... Não, você é muito gordo para isso. Neto, você fica com o caixa, e revolver apontado para cabeça dele, qualquer movimento, você estoura os miolos dele. Bola, você fica na porta vigiando. Vamos! &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os três entraram surpreendendo o caixa e o atendente. Neto já havia pulado o balcão e estava com o revolver apontado para cabeça do caixa. Bola estava na porta da loja desempenhando a sua função. Paco estava com o atendente que lutava desesperadamente para se desvencilhar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Que merda! O que este prego tem, fumou bosta de gado? – Paco dá uma rasteira no atendente levando-o ao chão. Com o joelho sobre o seu peito e o revolver enterrado na sua boca, ele grita:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quieto. – Repetiu a frase só que pausadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Maria já estava no ônibus, um ponto antes de descer ela tem a impressão de que uma voz sussurrava aos seus ouvidos: “não desça!”. A voz era doce e tinha hálito de rosas. Ela não dá ouvido. O cheiro de rosas aumenta, tem a impressão de estar num roseiral. Ela desce.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em um momento de descuido, Paco só teve tempo para sentir o chute na região genital. A dor era intensa, mas mesmo assim ele engatilhou a arma, mirou no atendente e, no momento do disparo, sentiu um impacto no ombro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você tá louco Paco. Estamos aqui para roubar não assassinar. - Neto esbraveja após se chocar com Paco.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não ouve tempo de evitar o disparo. A bala seguiu seu destino. Passou de raspão pelo atendente, atravessou a porta de vidro assustando Bola, e acertou em cheio, no outro lado da rua, Maria que a pouco havia descido do ônibus. Ela levou as mãos ao peito e, mergulhada em sangue, desmaiou. Em poucos segundos estava morta. Rodeada por rosas brancas, ela acordou no colo de Santa Rita de Cássia. Alcançou, enfim, para sempre, a paz.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que está acontecendo aí, cara? Porra, tem um presunto do outro lado da rua. Melou, melou. Que merda! – Bola assustado começa a andar em círculos, e só se deu conta que havia outro corpo no chão quando tropeçou nele, desabando de uma vez.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após o choque que levou de Neto, Paco disparou de novo. A bala alcançou o atendente antes dele atravessar a porta de vidro, estilhaçada pelo primeiro tiro, e cair na calçada da loja. A última imagem, antes de morrer, que viu, foi um corpo imenso que desabava sobre ele. Era Bola que acabara de tropeçar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Que está acontecendo aí, isso aqui é um assalto ou uma carnificina? – Interroga Bola, aturdido, aos seus amigos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O imprevisto havia acontecido e a vida de cada um deles estava em suas mãos, cabia a cada um tomar a decisão. Paco havia tomado a sua e, com a sua decisão, mudou o destino de todos. Após Paco amarrar o caixa, Neto pegou sua arma que havia caído no choque. Com aquele movimento, Neto selou seu destino. Paco não hesitou quando viu Neto com a arma na mão. Apontou-lhe seu revolver sem esboçar nenhum sentimento, a não ser raiva. Instantaneamente, Neto também lhe apontou a sua. Os dois frente a frente, de arma em punho, duelavam.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Seu merda, por que atravessou o meu caminho? – Paco esbravejou.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não havia necessidade de matá-lo. – Neto demonstrava serenidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Agora o bostinha vai dar um de bom samaritano. O merdinha escolheu o crime como opção de vida e agora se acha defensor dos fracos e oprimidos. Há, há, há, me poupe bosta ambulante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ele é um ser humano...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Chega de bobagens, seu riquinho de merda. Por que então você está aqui?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você sabe muito bem, Paco. A culpa é sua.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não me culpa pela tua escolha, seu merdinha filho de papai. O seu erro é fruto somente da sua escolha. Você que subiu o morro atrás de drogas, não fui eu que desci.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Meu fascínio pelo crime foi devido à ilusão que você me passou...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Chega desse papo. Você já me atrapalhou muito.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Se atrapalhei é porque não havia necessidade de você tirar a vida do cara.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não havia, não havia. – Paco imita a voz de Neto. – Chega de bobagens. Para você que nasceu bem, afinal seus pais são ricos, é fácil ter dó dos outros. E eu que vi só pobreza, pergunta-me se alguém teve dó de mim, se teve dó dos meus pais. Meu pai, aos trinta e cinco anos, foi mandado embora do emprego, não conseguiu outro porque estava velho e, além disso, era discriminado por ser negro e favelado... &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Isso não lhe dá o direito de matar alguém.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Cala a tua boca que eu ainda não terminei. Envergonhado, meu pai abandonou a família, entregou-se a bebida e morreu. Alguém teve dó dele? Não. Vivemos num mundo egoísta, onde ninguém dá a mínima para sua dor. Minha mãe foi obrigada a trabalhar de empregada doméstica. Um mês, exato um mês de trabalho, o sacana do seu patrão tentou estuprá-la. Ela o denunciou, o delegado disse que não podia fazer nada, pois ela não tinha testemunha. Na segunda tentativa de estupro, ela o matou. De desgosto, minha mãe, morreu na prisão. Aos dez anos, sozinho no mundo, não tive assistência do estado, só quem olhou para mim foi o traficante da favela que eu morava. E estou aqui vivenciando minha dor todos os dias e você vem me falar de dó. Só há um sentimento em mim: “Ódio”. Agora abaixa sua arma.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi o erro de Neto. Ao abaixar a arma, Paco com um tiro estourou seus miolos. Caído no chão, como último espasmo, riu. Ao se virar, Paco percebeu que ao cair, Neto soltou-se de sua arma, e esta já estava na mão do caixa que havia se soltado das cordas. Paco só sentiu o impacto das balas no seu corpo para perceber que chegara seu fim. Disse suas últimas palavras:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Seu merda.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bola, desesperado, entrou na loja quando foi surpreendido pelo caixa que disparou sua arma, mas não tinha mais balas. Riso sarcástico, Bola abaixou-se, encostou seus lábios próximos da orelha do caixa e sussurrou:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Seu terror vai começar agora. Sabe por que eu estava lá fora? Porque eles tinham medo de eu estragar tudo, pois dos três eu sou o mais malvado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O caixa tentou falar alguma coisa. O medo o impediu e ele engasgou com sua própria saliva.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu quero a chave do cofre. – Agora Bola gritava.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não está comigo. – O caixa conseguiu atinar as palavras.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A orelha esquerda do caixa foi arrancada, com um tiro a queima roupa, dado por Bola.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu quero a chave do cofre.- Disse Bola aos berros.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bola não deixou ele completar a frase e deu-lhe um tiro na perna esquerda. Quando Bola lhe apontou a arma na direção da sua cabeça, o caixa apontou à esquerda do balcão. Era o local onde estava a chave.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Imbecil, não havia necessidade de lhe arrancar a orelha e nem quebrar sua perna. Vou lhe aliviar a dor. Vá para o inferno!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O estampido do descarrego da arma é ouvido em toda a loja. Bola abre o cofre, põe tudo que tem valor numa sacola e sai em disparada com o carro. Após meia hora dirigindo, ele liga o rádio do carro:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Aqui é Amari Terra falando da periferia de São Paulo. Mais um assalto seguido de morte. Por que São Paulo está violenta? A resposta talvez esteja na impunidade que os infratores gozam. Em um país onde os mandatários, que são responsáveis em manter a ordem e a lei, são os primeiros a deixar roubar ou, eles próprios, a roubarem. Em um país onde deputados são pego em ato de corrupção, absolvidos pelos seus pares, só pode passar a sociedade que o crime compensa. Daí advém toda violência que nasce e cresce assustadoramente em São Paulo. Amari Terra falou para o programa Violência Urbana direto da periferia de São Paulo. Bom Dia”.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Seus trouxas. – Bola desligou o rádio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; line-height: 16.5pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=guy%2Bgun"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2958083089683603343?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2958083089683603343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/violencia-urbana.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2958083089683603343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2958083089683603343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/violencia-urbana.html' title='Violência urbana'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zbuIbTomHPg/TrHJGF88pOI/AAAAAAAAA1c/i6NCGiCE8WE/s72-c/arma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-4727257191275753558</id><published>2011-11-15T19:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-15T19:00:03.499-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Cuidado com o que pede a Deus, senão adeus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AKNn85O9FP4/TrHE47usqLI/AAAAAAAAA1U/WlPVcL47QVI/s1600/banana.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-AKNn85O9FP4/TrHE47usqLI/AAAAAAAAA1U/WlPVcL47QVI/s320/banana.jpg" width="211" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Diz o dito popular que a curiosidade matou o gato, mas cá pra nós, se não fosse a curiosidade, não a do gato é lógico, mas sim a do homem, hoje estaríamos a cozinhar em forno a lenha, a escrever em pedras e a ler e comer com o lume da candeia, e indo mais longe, repito, se não fosse a curiosidade humana em saber de onde viemos e para onde vamos, a saber, não teríamos descoberto Deus, pois de nós ele há muito tempo sabia, afinal tudo que é havido e tido é por obra dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nós escritores temos a curiosidade no sangue, pois de onde tiraríamos as personagens senão curiando os outros, afinal escrever é cochichar por palavras a vida dos outros. Outro dito popular diz que quem cochicha o rabo espicha. Como a curiosidade é sempiterna em relação aos outros, quer entre escritores ou não, nunca reparei o quanto espichado se encontra o meu rabo, se ele em mim houver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por isso, nobre leitor, o convido a espichar o pescoço para dar uma curiada em José e Maria que neste exato momento travam um diálogo existencial. Adentramos a casa deles, mais precisamente o seu quarto. Veja caro leitor, Maria está nua, quase em prantos; José está nu, totalmente em prantos, cabisbaixo, a olhar por entre suas pernas, Ele, esmorecido, mole, motivo de suas lágrimas e a das quase de Maria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “De que me vale tuas lágrimas José, diz Maria”. As lágrimas não são para tu, mulher, mas sim por Ele, por Ele estar morto, inútil. “Morto estás tu, homem”. Ele pode estar morto, mas eu não, mulher. “Estando Ele morto de nada me vale você vivo”. Como diz, mulher. “Se tu não podes matar minha fome, morta estarei eu, homem”. Então é para isso que te sirvo. “Serve-me também para fazer e guardar as compras, abrir uma garrafa, uma lata; mas de que me vale a comida que me entra pela boca se do outro alimento que aviva a alma, tu não me tens serventia”. Agora minhas lágrimas são pelas tuas palavras, mulher. “Lágrimas, lágrimas...”. Não grite, mulher. Alguém pode ouvir-nos. “Deixe ouvir-nos, quem sabe não estejam passando o que estamos passando”. Se estiverem não ouço gritos. “E eu lágrimas”. O que tu queres que eu faça. “Toma catuaba, coma amendoim...”. Eu já fiz isso. “Então, homem, reza por um milagre”. Que Deus te ouça, que Deus te ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nós humanos, incluso o escritor destas linhas, achamos que Deus esteja a resolver os problemas da carne, como se os da alma não o desse tanto trabalho. Se assim ele agisse, cegos enxergariam, aleijados andariam, apesar de que a igreja católica vende o milagre para salvação tanto anímico quanto corpóreo, e hoje, como tudo evolui, são os evangélicos que fazem, por si próprio, o próprio milagre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Deixando de lado o adendo que em nada esclarece a história, seguimos curiando e cochichando, posto que não morremos por não sermos gato, e nem o rabo espichará por rabo não termos, ainda que em nossa terra, mulher para ser gata tem que ter um belo rabo, mas isso é outra história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fosse como fosse, lá estava Maria de joelhos a rezar, enquanto José, no banheiro, folheava uma daquelas revistas em que gatas, ou seja, mulheres mostravam os atributos que tão bem é a cara do Brasil, e a Ele elevava quando Ele vivo era. Caro leitor importa mais para nossa história saber se as preces rogadas aos céus por Maria serão atendidas do que a mão-de-obra que José está tendo no banheiro, portanto curíamos Maria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Pai elevadíssimo que estás no céu como na terra, criador de tudo que há, fizeste, por bem, ao criar o macho ter criado a fêmea, posto que tudo é dual. Pai, por isso lhe peço ajuda, faça com que meu marido volta a ser o que era antes, ou seja, fazei com que Ele renasça, porque se assim não for, morta sempre estarei, ou então, Pai, leva-me para a morada eterna”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Como não podemos curiar o que Deus faz por ele estar em todos os lugares e ao mesmo tempo em lugar nenhum, por mais paradoxal que seja, ou seja, se ele está, como ao mesmo tempo pode não estar. Para que fique entendido, ele deixa de estar, mesmo estando, quando nós nele não acreditamos. Posto isto, é dito que ele escreve certo por linhas tortas, então curíamos José para ver se as linhas tortas têm a certeza da escrita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Mulher, milagre, Ele está vivo de novo. Graças a Juliana Paes”. Não blasfema, homem. O milagre é de Deus. “Sim, e que barro maravilhoso ele deve ter usado para fazê-la”. Foi minhas preces, tolo homem. Joga a revista fora. Deus pôs as mãos sobre tu, quero dizer, sobre Ele. “Não importa se foi Deus ou a deusa, o que importa é regalarmos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Caros leitores cabem a nós, agora, deitarmos as pálpebras, pois se assim não fizermos, não estaremos mais matando nossa curiosidade, mas sim praticando voyeurismo. Deixamos José fazer uso do ressuscitado e Maria tirar proveito do mesmo, mas se há algum voyeurista entre os meus leitores, que fique à vontade e se apeteça, quanto a mim, eu darei aos olhos o desejo do sonolento, o descanso. Por isso não haverá nenhum relato do regalo dos dois, deixo a cargo da imaginação de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como foi dito que Deus escreve por linhas tortas, e que ele está mais a cuidar dos problemas da alma do que os da carne, o que o levou a ressuscitar o quê morto em José estava. Dito isso, cabe a nós investigarmos. Como já passaram mais de dez horas que José e Maria estão trancados, houve tempo suficiente para que eles regalassem, e como não ouvimos mais gemidos, nem ais e nem uis, abrimos os olhos e voltamos a curiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lá está Jose, feliz, com Ele ainda hirto após tantas horas de regalo; isso só é humanamente possível devido aos milagres de Deus. No seu rosto permanecia um sorriso brando, tal qual no de Lázaro ao ver o mundo novamente após Jesus tê-lo ressuscitado. No rosto de Maria havia uma serenidade, um contentamento desenfreado, um esticar de lábios de uma orelha a outra, tal qual criança sobre bolas de sorvete, com a boca lambuzada pela massa, a escorrer gelada pelo queixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A história poderia terminar aqui com um final feliz, mas como sabemos que a vida está mais para um drama shakespeariano do que um romance açucarado, vide a história de Jesus, temos de desentortar as linhas para ver o quanto Deus escreve certo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Maria, mesmo com a fome saciada, queria mais e mais. A fome como a sede tem de ser controlada, pois o sedento de tanto ir ao cântaro acaba quebrando-o, e o esfomeado empanzinado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ouvem-se, novamente, os gemidos de Maria. Mas os uis e ais agora eram de dor. Uma dor forte no coração. O regalo em demasia, a sede em excesso, a fome desenfreada fez com que Maria fosse ao cântaro, ao prato e a cama sem rédeas, a levando à morte. José chorava, não a morte de Maria, pois com os atributos que ele tinha, muitas Marias haveria de ter. Mas não, o seu choro era por os atributos não mais ter, por Ele morto, novamente, estar. Não houve outra solução para José do que pegar a revista e esperar que Juliana Paes fizesse, novamente, o milagre. Ele fez uso das mãos, para folhear a revista e para tentar dar vida a Ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=banana"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-4727257191275753558?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/4727257191275753558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/cuidado-com-o-que-pede-deus-senao-adeus.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/4727257191275753558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/4727257191275753558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/cuidado-com-o-que-pede-deus-senao-adeus.html' title='Cuidado com o que pede a Deus, senão adeus'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-AKNn85O9FP4/TrHE47usqLI/AAAAAAAAA1U/WlPVcL47QVI/s72-c/banana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2642311423426846690</id><published>2011-11-11T12:48:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T12:48:24.843-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Vindo à luz - Final</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jlMcbuLO4-s/TpI3nsE8ZeI/AAAAAAAAAzA/Ey5X1-6k44M/s1600/cha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-jlMcbuLO4-s/TpI3nsE8ZeI/AAAAAAAAAzA/Ey5X1-6k44M/s1600/cha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pesadelos? Visões? Delírios alcoólicos? Quanto mais pergunta fazia a si, mais acelerado girava a sala, mormente se era sobre o ocorrido ali; contudo ao aquiescer os seus pensamentos, a sala parou de girar, e ele tomou o seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Desolado pelas vidas perdidas, o médico junta as palmas das mãos, encosta as pontas dos dedos indicadores nos lábios, descerra os olhos, pede o desfibrilador e o usa mais uma vez. A descarga elétrica no tórax da quarta vítima faz com que o seu corpo erga-se alguns milímetros e desaba em seguida na maca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com o olhar consternado, no aparelho que mede os batimentos cardíacos, o médico vê no monitor a linha que seguia reta dar um salto, subindo e descendo ininterruptamente. A vida havia tomado o caminho de volta àquele corpo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A inquietude não o atacava quando estava nervoso, nem lhe tirava o discernimento para o julgamento, mesmo que fosse somente a tristeza que ele carregava nos olhos por ter provocado a morte dos seus três amigos. Havia marcas que ele levava consigo, invisíveis à primeira vista, inapagáveis, aprisionando-o, fazendo se perguntar o porquê de ter sobrevivido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Havia, também, uma mansidão oculta nos seu olhar; uma quietude lânguida perscrutando a sua alma; uma paz de espírito desejando aflorar, porém, um sopro duvidoso silabava na sua mente, mais do que o julgando, o acusando e o condenando. Sem quem o defendesse e lhe desse respostas, ou seja, absolvição, ele vivia em estado de nervosismo constante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele entrou em uma cafeteria e, sorrindo para si, pensou que as dúvidas tidas antes o levariam a um bar. Ao entrar, ele olhou de soslaio, reparou que o ambiente era lúgubre; diversas velas bruxuleavam em candelabros de bronze, o ar era impregnado com aroma de incenso de sândalo e um balsâmico desconhecido de seu olfato. Ele sentou em uma cadeira rústica - cuja madeira exalava o seu perfume como se tivesse sido cortada agora -, do lado esquerdo, contrário a porta de entrada. Na penumbra, ele não conseguiu divisar a fisionomia do atendente que lhe trouxe o chá pedido, mormente o mesmo estava encapuzado. Ele fechou os olhos, levou a xícara ao nariz para sentir o aroma do chá, era perfumado; provou-o degustando o seu sabor floral e adocicado. Teve a impressão de estar tomando a bebida dos deuses. O chá lhe trouxe uma tranquilidade nunca antes experimentada, como se lhe tirasse todas as dúvidas, absolvesse-o. Foi uma sensação estranha, de leveza, como se seu corpo tivesse perdido toda a massa e somente lhe restasse a alma. Ele levantou para perguntar ao atendente o nome do chá. Repentinamente, ele não conseguiu enxergar mais nada, uma luz rara e intensa irradiava do corpo do atendente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os seus olhos não havia se acostumado ainda com a mudança de luminosidade, da penumbra angustiante à claridade ofuscante; porém, ao acostumar-se, seu cérebro foi delineando a imagem diante de si. Ele tentou correr, mas suas pernas não obedeciam ao seu desejo. Prostrou na cadeira com os cotovelos sobre os joelhos, as palmas das mãos sob o queixo e fitou os seis velhinhos diante de si, sentados a sua volta, a meia altura. Neste momento ele percebeu que andava em círculos e caía sempre no mesmo lugar. Um filete aquoso e morno lhe descia por entre as coxas como se uma veia houvesse estourado e expelisse em gotas o sangue. Ele abaixou a cabeça para localizar o sangramento, pois não sentia nenhuma dor. Fruto do seu medo, a urina lhe escorria pelas pernas sem ele ter percebido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele acordou assustado, sentindo golpes de água fria lhe tomando o rosto, e um filete de água morna lhe escorrendo pelas coxas. Desperto, ele vê a sua esposa agachar com dificuldade colocando o balde vazio no chão, erguer-se apoiando na cabeceira da cama, pois a barriga de, aproximadamente, quarenta semanas era um peso insuportável para o seu corpo magérrimo. Inquietou ao vê-la se dirigir a cozinha, pegar o bule esfumando e derramar em uma xícara um líquido que devido à distância não dava para definir cor e sabor. Apoiando-se no criado-mudo, ela sentou na cama oferecendo-lhe a xícara, pediu-lhe desculpas por ter usado água fria após várias tentativas de acordá-lo, pois esta foi a solução mais plausível devido a urgência de despertá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No primeiro momento, ele não sentiu nem o aroma, nem o sabor do chá, sem saber se fora devido ao susto do despertar, ou ao medo pelo pesadelo. Refeito, os seus sentidos não o deixaria despercebido. A cor do chá era róseo, o aroma perfumado, o sabor floral e adocicado. Assustado, por o chá ter as mesmas características do que tomou na cafeteria, ele, desesperadamente, quis saber de sua esposa aonde ela o tinha conseguido. Ela lhe disse que seis velhinhos o havia ofertado como agradecimento por ela ter lhes dado esmolas. Ele não teve tempo de digerir aquela informação, pois a sua esposa, devido ao esforço ao jogar o balde de água fria, segurava com as duas mãos a barriga, e, assustada, olhava para o chão a poça de água formada em volta de seus pés. A bolsa havia estourada, sua filha vinha à luz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=tea%20"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2642311423426846690?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2642311423426846690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/vindo-luz-final.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2642311423426846690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2642311423426846690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/vindo-luz-final.html' title='Vindo à luz - Final'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jlMcbuLO4-s/TpI3nsE8ZeI/AAAAAAAAAzA/Ey5X1-6k44M/s72-c/cha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-8788553252703080083</id><published>2011-11-06T21:22:00.000-02:00</published><updated>2011-11-06T21:22:41.385-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Vindo à luz - 2ª parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EGTr-IHewAU/TpI1KdoUFCI/AAAAAAAAAy8/RdivYDi-7Hk/s1600/CRASH.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://2.bp.blogspot.com/-EGTr-IHewAU/TpI1KdoUFCI/AAAAAAAAAy8/RdivYDi-7Hk/s200/CRASH.jpg" width="200" /&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em volta da mesa, no chão, garrafas e mais garrafas vazias, sobre ela, quatro copos com espumas transbordando pelas bordas, e, em direção aos copos, quatros mãos que os suspendem no ar brindando a chegada da filha de um deles. A alegria era extremada, incontida e alcoólica. Ali, a alegria era individual, cada um estrangeiro em si não se reconhecia. Nada mais humano do que propor um desafio, ultrapassar os seus limites, como se, alcoólicos, já não os tivessem ultrapassado. A comemoração pela chegada da filha de um deles ficou em segundo plano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quarenta, sessenta, oitenta; os batimentos cardíacos foram subindo de acordo com o aumento da adrenalina provocado pela alta velocidade dos carros, pelo desafio proposto, pela sensação de não haver limites intransponíveis. Noventa, cem; o indicador do velocímetro dos carros encaminhavam-se, lestamente, para a direita; nos olhos de cada um o sentimento de vitória. Cento e cinquenta, duzentos, duzentos cinquenta; quando a ultima marcha foi engatada, o pedal do acelerador atingiu o assoalho do carro, ele anteviu a sua derrota. Sua esposa, com sua filha no colo, chorava apoiada na lápide do seu túmulo; emocionado, ele perdeu o controle do carro. Desgovernado, o carro, ao bater em uma pedra no acostamento, voou sobre a mureta de proteção, arrancando a grama da ilha que separa uma pista da outra, chocando-se contra a mureta de proteção da pista inversa, atravessando-a e parando destruído ao chocar-se contra a árvore. Os outros três carros não tiveram sorte melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Atento à pista, o bombeiro corria em velocidade controlada, desviando com segurança dos automóveis à frente; logo atrás, a ambulância o seguia, também, em velocidade controlada, desviando dos outros carros, com a sirene ligada. Ao chegar, os paramédicos tentaram salvar uma das vítimas; não conseguiram, pois ele não agüentou os ferimentos. O segundo, com as veias do pescoço cortadas pelos cacos de vidro do para-brisa, morreu instantaneamente. O terceiro, apesar dos paramédicos tentarem a ressuscitação, teve, apenas espasmos como se tivesse vivo; não estava. O quarto, agonizando, acabara de perder a pulsação. Algum sinal de vida, pergunta o médico; Nenhuma, responde a enfermeira; Desfibrilador, vamos lá. No três. Um, dois, três, já. Algum sinal, pergunta o médico; Nada, responde a enfermeira; Mais uma vez; Nada; De novo; Nada; Outra vez. A enfermeira balança a cabeça negativamente. Quando já estavam desistindo dele, o médico ergue a cabeça para o céu e implora, Me ajude, por favor. Em desânimo total, lânguido, quase em prantos, ele vê a derrota eminente. Quatro vidas, diz amiúde. Cerra os olhos como quem estivesse esperando um milagre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após ele contar a sua história, os anciões lhe pede para definir, pelo que sentiu, o que era lá fora, lá embaixo e ali dentro. Então ele lhes disse, Lá embaixo é o que há de mais humano, o individualismo; lá fora é o que há de mais divino, a totalidade; e aqui é a passagem e cabe a vocês me julgaram e indicar o caminho. Refletindo, um dos anciões lhe disse, Isso aqui não é um julgamento, mas um atendimento a um pedido de ajuda de alguém que acabou de nascer e lhe ama muito, cabe a você decidir qual caminho seguir. Dizendo isso a sala volta à penumbra e começa a girar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Continua.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=CRASH+CAR"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EGTr-IHewAU/TpI1KdoUFCI/AAAAAAAAAy8/RdivYDi-7Hk/s1600/CRASH.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-8788553252703080083?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/8788553252703080083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/vindo-luz-2-parte.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8788553252703080083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8788553252703080083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/vindo-luz-2-parte.html' title='Vindo à luz - 2ª parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EGTr-IHewAU/TpI1KdoUFCI/AAAAAAAAAy8/RdivYDi-7Hk/s72-c/CRASH.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7895457209672020840</id><published>2011-11-02T19:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-02T19:30:01.242-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Vindo à luz - 1ª parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MYEub9PjWSA/TpIyhI8dAKI/AAAAAAAAAy4/J1ojLOcP8u4/s1600/BLACK+SKY.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://4.bp.blogspot.com/-MYEub9PjWSA/TpIyhI8dAKI/AAAAAAAAAy4/J1ojLOcP8u4/s200/BLACK+SKY.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Perdoamos uma criança com medo do escuro. A grande tragédia da vida é o homem ter medo da luz – Platão”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após o nascimento de sua primeira filha, ele havia sido tomado por uma alegria desmesurada e incontida de tal forma que somente havia uma maneira de extravasá-la, bebendo cerveja. E ele bebeu como se seu corpo estivesse sequioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Prostrado na cadeira com a cabeça e os braços arcados para trás tentando revelar com a mente o que os olhos filmam e não conseguindo por a mesma estar entorpecida, e, também, em razão de o ambiente estar na penumbra devido à luminosidade vindo de fora entrar, somente, pelas frestas do que parecia ser janelas e portas, - sabendo-se que a visão precisa da luz para enxergar tanto quanto o fogo precisa do oxigênio para inflamar – ele, em volta de si cercado por garrafas vazias de cervejas, – não que as tivesse visto, mas sim as sentido com os pés, pois não é apenas com os olhos que se enxerga, porém com todos os sentidos – vê que tudo em volta de si girava, sem discernir se era fruto da sua imaginação devido à embriaguês ou era a realidade nua e crua. Trôpego, tateando a esmo na tentativa de enxergar, ele se encaminha para o que parecia ser uma porta, a ultrapassa e lá fora sente uma luminosidade intensa ofuscando a sua visão, não lhe permitindo enxergar e nem saber se estava sendo visto. A incompreensão lhe invade a alma o deixando confuso, visto que lá fora, no ar, permanecia um aroma de rosas, o ambiente era acolhedor e calmo. Aos poucos, ao discernir cores e formas, ele percebe que tudo, lá fora, é arredondado em cores pastel no tom azul, rosa, creme e uma maior predominância de branco. Sem ver, mas sentindo, algo o puxa para dentro, o prostrando na cadeira. Se não fossem as garrafas vazias e a cadeira, ali dentro não havia formas, a janela não era janela, e nem tampouco a porta era porta; o cheiro do seu corpo que exsudava de medo era o único aroma sentido, se houvesse cores, e não havia, era difícil defini-las. Ali dentro lhe parecia uma passagem, uma intenção de existir, e lá fora o existido, permanente. Se assim fosse, onde estaria o não existido, o impermanente, pensou. Ao esbofetear, levemente, o rosto por estar filosofando, sem ver, mas sentindo, algo ou alguém o puxa para baixo. O seu corpo exsudava, não de medo, mas devido ao calor desumano que fazia ali embaixo, dando um brilho a sua pele, cor e formas aos seus olhos, o descaracterizando, assemelhando-o a uma fera bestial. Ali embaixo, tudo eram rubro-negro, disforme, e o único cheiro que exalava era sulfúreo, o caos, o impermanente, o não existido ali permanecia. As vozes de desespero gritando por socorro eram plausíveis e compreensíveis, - por um momento ele pensou ter ouvido as vozes dos seus três amigos – e antes que sua voz fizesse parte daquele coro que gritava por socorro, ele é trazido de volta. Prostrado na cadeira como se dali nunca tivesse saído, ele sente passos vindos em sua direção, e, sem saber como, começa a enxergar na penumbra. Ele se vê cercado por seis anciões sentados em uma bancada a meia altura, e o mais estranho é que dos seus corpos irradiam uma luz incomum. Seriam extraterrestres, pensou. Sim, se você enxergar a terra fora do todo, respondeu um dos anciões, mas se a vê como parte do todo, somos seres divino, pois cada parte existente é divina. Como? Ele pensou. Quando você se acha importante, você é humano, lhe respondeu um ancião, mas quando você percebe que é o outro que é importante, você deixa de ser humano e passa a ser divino, e se o outro assim, também, lhe perceber vocês se unem, formam o todo, ou seja, atingem a totalidade. Lembre-se, nenhum ser é mau o tempo todo para permanecer mau a vida toda, disse-lhe o terceiro ancião, a bondade advém da praticidade, e ela surge de dentro de si para fora de si, e não o contrário. E o que é aquilo lá fora que eu vi, pensou, a bondade? Cabe a você nos dizer, disse-lhe o quarto ancião. E lá embaixo, eu ouvi vozes de desesperos, vozes que me assustaram, pensou, de quem são? O quinto ancião lhe respondeu igualmente ao quarto. Enfim, ele pensou, o que estou fazendo aqui. É o que queremos saber, diga-nos, por fim disse-lhe o último ancião. Como se eles não soubesse, ele não pensou isso, mas intentou pensar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Continua.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=BLACK+SKY"&gt;AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-7895457209672020840?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/7895457209672020840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/vindo-luz-1-parte.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7895457209672020840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7895457209672020840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/11/vindo-luz-1-parte.html' title='Vindo à luz - 1ª parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MYEub9PjWSA/TpIyhI8dAKI/AAAAAAAAAy4/J1ojLOcP8u4/s72-c/BLACK+SKY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-5946536058560426705</id><published>2011-10-29T12:00:00.002-02:00</published><updated>2011-10-29T12:00:01.010-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Gris - Final</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MV6huFbw5M0/TpIu6vEbJ2I/AAAAAAAAAy0/WX4Qw3H08Es/s1600/grieve.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-MV6huFbw5M0/TpIu6vEbJ2I/AAAAAAAAAy0/WX4Qw3H08Es/s200/grieve.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Vai lhe soar estranho o que eu vou lhe dizer, mas não posso mais lhe ocultar a verdade, vejo nos seus olhos muitas perguntas, e elas serão todas respondidas com o que vou lhe contar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Percebendo que meu pai estava dando voltas e não dizendo o que queria dizer, eu abri minhas mãos e as levei de encontro as suas. Seus olhos marejaram e os meus verteram em lágrimas quando me disse que não era o meu pai biológico. Estarreci-me, e me estupefique quando ele me disse que eu só era filho biológico da minha mãe. Pensando que as surpresas terminariam aí, ele me disse que encontrou minha mãe em uma de suas idas as boates noturnas no centro velho de São Paulo. Enojado da história que ele estava me contando, eu tentei tirar as minhas mãos das dele, mas ele não deixou. Perguntei por que ele casou com ela, ele me disse que não casou. A incompreensão abateu sobre mim, e mais ainda quando ele disse que ela estava grávida e não sabia de quem, pois ela era muito solicitada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sou filho de uma prostituta. - Gritei esperando que ele dissesse não. O sim veio através do silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Por que você ficou com ela? - As perguntas se acumulavam na minha mente. Enfim, ele respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu não fiquei com ela, mas sim com você. Nunca a amei, nunca tive relação com ela. Ela queria abortar. - Disse isso, e senti que as palavras lhe cortavam a garganta sangrando fel. - Para lhe ter, eu teria que ficar com ela, não tive opção, teria que abdicar do meu desejo de casar e ter filho. Percebi com o tempo que eu já tinha uma família, e ela se resumia a nós dois, e o amor que eu lhe tenho suplanta qualquer outro amor. Filho a vida é feita de escolhas, e as nossas escolhas depende de nossas vontades. A minha vontade era vê-lo saindo daquela barriga para a vida. Quando isso aconteceu, eu passei a enxergar o amor de uma forma diferente, o amor que vem da alma e não almeja o físico. Eu escolhi esse amor e não me arrependo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao terminar o seu relato, ele me pediu para perdoar a minha mãe, dificilmente faria isso. Ao deixar o quarto, o silêncio permaneceu entrecortado pelo seu amor, não havia mágoa, não havia dor, pois nunca tive uma mãe, apenas um pai e agora sabia que ele havia sido minha mãe também, me preenchendo com o quê nela faltava, a maternidade. Definitivamente eu tinha a certeza de que não precisava dar a luz para ser mãe e muito menos ser mulher.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em 1986 nós tivemos o melhor ano de nossas vidas. Ele entrou esbaforindo a felicidade de quem conseguiu alcançar o objetivo proposto. Cansado, ele tirou a amarelinha número dez da mochila e a jogou no sofá. Eu não acreditei quando vi a assinatura do Rei Pelé na camisa. Abracei-o feliz e com certa mágoa por saber que só havia uma camisa e certamente era dele. Ele, desvencilhando do meu abraço e retirando da mochila, me deu a amarelinha com o autógrafo de todos os jogadores da seleção de 1982 na frente da camisa e atrás, abaixo do número dez também estava o autógrafo do Pelé:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sabe o que me reconforta, é saber que todo o esforço da minha conquista é para a sua felicidade. Eu te amo, campeão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Diante de mim estava um homem que não precisaria morrer e nem da confirmação da igreja para ser intitulado de santo.&amp;nbsp; Assistimos de mãos dadas todos os jogos do Brasil e pensávamos que iríamos ser tetra campeão quando nas quartas de final, o Brasil caiu diante da França na disputa de pênaltis. Após as penalidades, ele, suavemente, retirou a sua mão da minha, balançou a cabeça, encheu o pulmão de ar e o esbaforiu nervoso, passou as mãos pelos cabelos e me olhando nos olhos falou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O Zico não é Pelé. Não verei o Brasil ser campeão novamente. - O Zico havia perdido um pênalti quando o jogo estava empatado no tempo normal e ele sempre buscava um culpado para o fracasso da seleção brasileira, como também dizia que nunca mais veria o Brasil campeão do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em 1986 eu tive o pior ano da minha vida. Um mês após a final da copa, ele chegou esbaforindo, e antes de entrar à casa, no portão do jardim, observando-o da janela, eu o vi apoiado no portão tentando recuperar o fôlego. Arrastou os pés apoiando-se ora nas plantas, ora em uma esperança de sobreviver, não a dele, mas na minha, pois eu havia corrido em sua direção. Encontrei-o com as duas mãos apoiadas nos joelhos, com os dentes à mostra, esforçando-se em respirar, puxando o ar pelo nariz num esforço descomunal e ao não conseguir abriu a boca, não para pedir socorro, pois não havia mais tempo, mas para ingerir o ar derradeiro. Ele foi ao chão sem ter tempo de pôr a sua mão sobre a minha estendida. Naquele momento tinha percebido que nossas mãos não atariam novamente. Deitei-o no sofá, abri a sua mão gélida e a apertei na minha. Para a minha surpresa ele abriu os olhos, derramou as lágrimas da despedida e balbuciou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Perdoa-a. - A voz rouca saiu enfraquecida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os seus dedos desvencilharam dos meus. O silêncio da morte só foi quebrado pelo meu grito de não. A minha mãe estava encostada na porta da sala sem demonstrar os seus sentimentos, se houvesse algum, provavelmente não seria de dor. Vi nos seus olhos um brilho macabro e gélido, o que isso significava, eu não saberia dizer, nunca soube entender, muito menos compreender o significado do seu olhar. Após o enterro do meu pai, saí do cemitério levando comigo uma tristeza gris, lá fora o tempo estava ensolarado, dando mais brilho às cores. Olhei para trás e fixei os meus olhos nos da minha mãe, eles estavam irrespondíveis, foi a última vez que a vi viva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora, estava, novamente, no cemitério para dar um endereço ao seu corpo morto, permitindo que ela fosse enterrada no jazido da família.&amp;nbsp; Era, para mim, um gesto de perdão, não esperei o caixão descer ao túmulo, pedi ao coveiro que depositasse a rosa branca sobre o seu caixão antes de fechar a gaveta. Então ele virou para mim e disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Lindo gesto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ia sair sem lhe perguntar por que, mas voltei atrás e perguntei.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - A rosa significa amor. Você deve ter amado ela muito, por isso não quer assistir a cerimônia até o fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Saí sem lhe dar uma resposta, apenas o agradeci. Na rua, apesar do dia gris, trazia em mim as cores da primavera, eu estava colorido e feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Abri a minha mão e senti a mão do meu pai tocá-la, não o vi próximo a mim, mas tinha certeza que ele me acompanhava.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=grieve#2"&gt;AQUI&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-5946536058560426705?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/5946536058560426705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/gris-final.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/5946536058560426705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/5946536058560426705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/gris-final.html' title='Gris - Final'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MV6huFbw5M0/TpIu6vEbJ2I/AAAAAAAAAy0/WX4Qw3H08Es/s72-c/grieve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-9072211567187112946</id><published>2011-10-25T12:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-25T12:00:04.107-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Gris - 1ª parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BEqPhhHcBSo/TpIrTaf_IfI/AAAAAAAAAyw/PUK6_-0J0oA/s1600/gris.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-BEqPhhHcBSo/TpIrTaf_IfI/AAAAAAAAAyw/PUK6_-0J0oA/s200/gris.jpg" width="120" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora, os seus olhos desidratados, fechados em um corpo sem vida deitado na madeira fria, sem nenhum forro para aquecer a sua última morada, não mais diriam o que eu tanto queria saber:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ela me amou? - Essa foi a pergunta que eu nunca fiz, nem a mim mesmo, pois a resposta ficaria legada ao silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O seu velório tinha o som dos solitários, o silêncio sepulcral. Diante de mim havia apenas o seu esquife, nenhuma vela acessa com a sua chama extinguindo significando o fim da vida, nenhuma flor perfumando o ambiente e significando o reflorescimento, a continuação da vida em outro plano. Não, não havia nada disso, apenas o silêncio, o seu corpo morto e eu com uma rosa branca na mão. Sentindo-me estranho naquela despedida, eu pedi ao coveiro que acelerasse o sepultamento. Ela, quando viva, já estava morta e enterrada. Que se jogasse logo a pá de cal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os seus olhos gris sempre trouxeram tristezas descomunais, incompreensíveis. Tentei várias vezes lê-los, saber o quê se escondia por trás dos seus sentimentos, porém os seus olhos se mostravam indeléveis. Nunca a vi chorar, os seus sentimentos se expressavam pela secura, não lhe havia umidade. Vivendo o seu sertão, o seu coração rachado buscava preencher as rachaduras com sentimentos que ela não encontrava no nosso lar. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sei se por medo da resposta, ou por medo de perguntá-lo, magoando-o, o meu pai silenciava quando ela saía à noite, e com essa atitude, eu sabia que o silêncio seria a resposta para a pergunta nunca feita. E assim foi, ad infinitum, as saídas noturnas dela, o silêncio dele, os meus olhos incompreendidos querendo uma resposta. Eu só a saberia anos depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os meus olhos ganhavam um colorido quando ele adentrava sob a coberta me despertando. Não havia tempo de lhe responder bom dia, pois nos meus lábios havia um sorriso descomunal impedindo a fala, porém, ao se pôr de pé com a mão aberta esperando o encontro da minha, levando-me ao banheiro e depois à mesa para o café da manhã, eu lhe dizia - carregando em cada palavra a felicidade de quem é amado -, bom dia querido pai! Ele não se dava ao trabalho de abaixar a cabeça para retribuir a gentileza do bom dia, fazia melhor, pegava-me no colo e quando nossos olhos se encontravam não havia necessidade das palavras, a nossa felicidade falava por si só. Assim crescemos, sem nunca abaixar a cabeça um para o outro, pois nos respeitávamos, e quando a elevávamos era em agradecimento aos céus por ser nossa relação um eterno ensinamento e pratica de amor entre pai e filho. Indiferente a esse amor minha mãe passava os dias gris, tristes, cumprindo a sua tarefa de dona de casa, relegando o seu papel de esposa e mãe ao depois. Se houve alegria em sua vida, ela nunca demonstrou durante o dia; durante a noite, com suas saídas nunca explicadas, eu não saberia dizer se houve. Porém o depois chegou, mas já era tarde para ela recuperar o papel de esposa, o de mãe seria impossível, pois ele é inerente a toda mulher, tanto é que não há a necessidade de dar a luz para ser mãe, a maternidade é uma condição divina. Essa condição disposta por Deus a todos as mulheres, ela não tinha.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu sempre pensei que ninguém é bom o suficiente para merecer a santidade, contudo eu vim saber o verdadeiro significado de santidade quando o meu pai, sempre verdadeiro no seu modo de agir quando no de falar, contou-me a verdade sobre mim. Primeiro me disse que eu já tinha idade para compreender e absorver o que ele haveria de contar. Eu estava com dez anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Continua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=sad+eye"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-9072211567187112946?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/9072211567187112946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/gris-1-parte.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/9072211567187112946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/9072211567187112946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/gris-1-parte.html' title='Gris - 1ª parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BEqPhhHcBSo/TpIrTaf_IfI/AAAAAAAAAyw/PUK6_-0J0oA/s72-c/gris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-422316157724334469</id><published>2011-10-21T07:00:00.000-02:00</published><updated>2011-10-21T07:00:06.253-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Não é blue o meu céu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jXvdB3QzSp8/TnSPuMauYgI/AAAAAAAAAxE/CBhJOJp8f1w/s1600/fotos+paula+119.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-jXvdB3QzSp8/TnSPuMauYgI/AAAAAAAAAxE/CBhJOJp8f1w/s1600/fotos+paula+119.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Meu encontro com a escrita se deu quando eu pus as histórias do meu avô no papel, de lá para cá o tempo passou. Estou no blog há três anos, e neste tempo o que me deu mais prazer foi conhecer novos escritores, e mais prazer ainda escrever histórias a quatro mãos. Dentre estes escritores está a &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt;, juntos escrevemos o texto abaixo. Obrigado &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt;Paula&lt;/a&gt; pelas suas duas belas mãos que por entre os dedos destilam poesias”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxmsonormal"&gt;Não era prateado, nunca é, o meu céu. O meu Recife está dourado. A esperança rondava as nuvens em tom alaranjado, liquidificando em mim uma alegria com sabores variados. A nau foi ao mar... Meu Deus o que estou dizendo, um rapaz de cinquenta anos falando nau. Recomeçando, pois o recomeço não é uma história repetida. A ancora da alegria foi içada, o navio, agora sim, foi ao mar. Sempre me repito em meus passos. Navegar era uma forma das andanças não serem dada com os mesmos passos. Da proa, eu ouvi a batida eletrônica vinda do salão de dança. Ousei. Entrei jogando os calcanhares para os lados, remexendo os quadris, socando o ar com os punhos como se tivesse lutando com seres imaginários, pulando símile ao macaco de galho em galho. Dançava. Percebi-a rindo, de mim. Não me perturbei. Fui a ela, conforme a maresia. Da forma que dança, vai chamar chuva, disse-me. O céu mandou resposta, gotas poéticas caiam no convés inundando os meus pensamentos de devaneios. Apesar da chuva, o meu céu não é blue. Tocava, agora, um blues, ela disse: acompanha-me. Decedi ousar, pois a ousadia é uma característica masculina. Não a deixei no vácuo, respondi logo o sim e me arrisquei lançando-me. Agora, os meus primeiros passos eram de dança, permiti-me o novo, ouvi outros sons. Os meus sons. Sem saber ela estava sendo minha parceira nessa nova andança. La nave vá. Pensando estar conduzindo, eu era conduzido pela leveza das suas mãos. E ser conduzido assim, sem manter o eterno controle, também era novo para mim. La nave vá, eu também, feliz, com outros passos, os da dança, uma nova dança, deste novo ser em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxmsonormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxmsonormal"&gt;Autores: &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt; e Eder Ribeiro&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxmsonormal"&gt;Imagem clique no nome: &lt;a href="http://diariovirtualmeu.blogspot.com/2011/07/hoje-o-dia-me-sorrio-sorrisos-de-todos.html"&gt;PAULA BARROS&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-422316157724334469?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/422316157724334469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/nao-e-blue-o-meu-ceu.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/422316157724334469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/422316157724334469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/nao-e-blue-o-meu-ceu.html' title='Não é blue o meu céu'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jXvdB3QzSp8/TnSPuMauYgI/AAAAAAAAAxE/CBhJOJp8f1w/s72-c/fotos+paula+119.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7994364302077514269</id><published>2011-10-18T12:00:00.001-02:00</published><updated>2011-10-18T22:12:33.926-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Sobre as minhas águas</title><content type='html'>&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/#" rel="nofollow" style="border-bottom: dotted 1px; color: #006600; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MEKmRcFrfXk/Tpl4QvzxR-I/AAAAAAAAA04/od7_5GqjT3s/s1600/peixe.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-MEKmRcFrfXk/Tpl4QvzxR-I/AAAAAAAAA04/od7_5GqjT3s/s200/peixe.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://ederprosias.blogspot.com/#" rel="nofollow" style="border-bottom: dotted 1px; color: #006600; cursor: hand; text-decoration: underline;"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Meu encontro com a escrita se deu quando eu pus as histórias do meu avô no papel, de lá para cá o tempo passou. Estou no blog há três anos, e neste tempo o que me deu mais prazer foi conhecer novos escritores, e mais prazer ainda escrever histórias a quatro mãos. Dentre estes escritores está a &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt;, juntos escrevemos o texto abaixo. Obrigado &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt;Paula &lt;/a&gt;pelas suas duas belas mãos que por entre os dedos destilam poesias”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;Poderia ser romântica se não fosse banal dizer que eu estava no carro, em um estacionamento, comendo uma maçã com boca de quem queria cometer um pecado, olhando a lua cheia num céu límpido, sem nuvens, ouvindo Fagner cantar "Borbulhas de amor".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Poderia ser poética se a maçã fosse gala ou argentina, mas não, ela é fuji, como é o seu coração divido sem saber se fica ou se vai. Falta-lhe gala, talvez nem o significado desta palavra você saiba. A covardia de assumir os teus sentimentos só lhe deixa uma alternativa, a fuga.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Poderia ser musical, e me deixar levar pelos passos da dança, perder os meus sentimentos entre os jogos de pés como em um passo de tango, ou, quem sabe, não mais me saber, muito menos dos sentimentos quando não souber de quem é a perna quando os pés estiverem descalços.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tenho um coração dividido, como canta&amp;nbsp;Fagner, entre a esperança e a razão. Mas quem me domina sempre é a&amp;nbsp;emoção. Ah, você! Não vale essa exclamação.&amp;nbsp; Onde está? O teu silêncio não é resposta. O teu coração é como o rochedo, necessita das águas do mar para se moldar. Talvez ele, devido à insensibilidade, não molda, se desfaz. Você não percebe que a musicalidade do meu corpo não necessita da audição para ser compreendida. Você olha e não me enxerga, toca e não me sente. Não me engano mais, simplesmente você não conhece o significado do pecado e nem o gosto da maçã. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Você agora é um peixe fora do aquário, não conhece a mansuetude dos rios e nem a agitação dos mares, nada perdido sem saber da profundeza das minhas águas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;Autores:&lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt; Paula Barros&lt;/a&gt; e Eder Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?query=z.i.H4sIAAAAAAAEAOy9B2AcSZYlJi9tynt_SvVK1-B0oQiAYBMk2JBAEOzBiM3mkuwdaUcjKasqgcplVmVdZhZAzO2dvPfee--999577733ujudTif33_8_XGZkAWz2zkrayZ4hgKrIHz9-fB8_In7dfLn91etf49f4NX6PX_dskV3kvyb9-pj-_2v8miP8-mv8Or9G5ME3D17nWT2df1HMZmX-psjr8av8vFjmi3zZjr-o6vx58TZ_My8a9_Hpsq2vf2x35-De7qcPH947m7ft6tHdu9NsOs_3xlnT5O02_zFe5u3dd-1d23T806uL3-Pys91fePHZebP7Mzs_85Nvjn9m99Ofoa9-YfPZ7h_8a93b3f90f_Tpzs6n9-jf3U8P6N-9ew_p3_uf7uDfg13698FDfP5wH588PLg_-nR394Da7O7h8917OwRh98HDe_wvvj3Y28W_9-nbvZ371HJv98E-_sVbewe7u_zvffy7_wD_csuHe_v8L31-b-dTanlvd48-v3cA-J_u3KN_H-zdfzB6sPNgb2f0YP_BA_r3_r3790YH-58ShIfU_Q79e__BQ_x7QL8f7O09GO3S6AjE7r39Bw_36O1PDw4O8P7ezoNPH_wmIHlaEs3Tloj-a_pTxT-Tuqral1mdLZpfWz_7tfD_3R38-rub9r8Z_vmN6f-_3rvX183pOwPj1_T-5nezc_Prr6m_A9yvnZ1PbZf-H-jz19zhHhete9P9_utQ49J-Yf_Ce78u_VEv7JDCP399NN_FX78efz6xMDp_82vnFrnwT4ayY6Gcd6C4v_m1OsTF_slQ9iyUugPF_U2UyS0M_MHk-TWUTLv49Dc0X2MymLZEk3xlPv01g79-7XzS2G_MH0zs3OHg_f5r5a659_uv3axW9nP8YXD8reyLl1P3ovv916lqj1XsX_zVJPe_Mn_h-bVnV0vz-69p_oDC-XWatTee4K9fO88cBv4f9PvK_8L-8es2AbTwz1_73bPnjl_pD_tFVnu4eX_8Rs20WuVP1ktSew5q8KkB-OOA82DnPn7_dYiH1rZ58NevM6_lD6EQ_jIQPqb__1r39vArcYmTG_-PX-9FfpU37f8TAAD__4BvQSTJBQAA"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-7994364302077514269?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/7994364302077514269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/sobre-as-minhas-aguas.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7994364302077514269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7994364302077514269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/sobre-as-minhas-aguas.html' title='Sobre as minhas águas'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MEKmRcFrfXk/Tpl4QvzxR-I/AAAAAAAAA04/od7_5GqjT3s/s72-c/peixe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-3578153449641755316</id><published>2011-10-15T07:00:00.012-03:00</published><updated>2011-10-15T09:05:40.684-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>A espera de uma dança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ffDC84DEtvI/TnSMPYfUpWI/AAAAAAAAAw8/lffozS-tTxg/s1600/ILA.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-ffDC84DEtvI/TnSMPYfUpWI/AAAAAAAAAw8/lffozS-tTxg/s320/ILA.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Meu encontro com a escrita se deu quando eu pus as histórias do meu avô no papel, de lá para cá o tempo passou. Estou no blog há três anos, e neste tempo o que me deu mais prazer foi conhecer novos escritores, e mais prazer ainda escrever histórias a quatro mãos. Dentre estes escritores está a &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/2011/07/espera-de-uma-danca.html"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt; juntos escrevemos o texto abaixo. Obrigado &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/2011/07/espera-de-uma-danca.html"&gt;Paula&lt;/a&gt; pelas suas duas belas mãos que por entre os dedos destilam poesias”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Depois que você se foi, eu resolvi exorcizar os meus fantasmas escrevendo. Porém, as lágrimas não permitiram, borraram a escrita. Então resolvi comer as palavras. Não, não eram sopas de letras, comi as palavras por inteiras.&amp;nbsp;Comi a felicidade com tanto gosto, mas a digestão foi tão rápida, durou pouco. Faminto, comi a alegria, a amizade, a música e fiz um dicionário de coisas boas dentro de mim, no entanto, as palavras foram efêmeras, digeridas, sobrou uma bíblia de desilusão.  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No rádio Maísa canta, as lembranças pululam em minha mente. Quando penso em você, tudo é passado, somente a dor de ter lhe perdido que não é, ela teima em passar. Lembro-me você matando uma barata e me pedindo para jogá-la no lixo, eu com cara de nojo recusava sempre e você dizia, "que eu saiba, a mulherzinha aqui sou eu". Ríamos à toa, felizes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Agora Renato Russo canta, "você foi embora cedo demais". Mudo de estação para não permanecer neste estado de solidão e tristeza. Chega, estou indigesto, paro de ouvir, paro de comer as palavras, eu preciso é tomar alegria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;As pessoas se angustiam com o seu&amp;nbsp;próprio sofrimento, e com o do outro. E logo propõe algumas alternativas. Viajar, passear, sair para dançar. É o que tenho escutado. Como solidão, sofrer, chorar, não pudesse ser vivido por muito tempo. Você se foi, e não posso sofrer em paz. É, começo a achar que as pessoas estão certas. Preciso respirar outros ares. Mesmo que chore sorrindo. Ou chore dançando. É, vou aceitar aquele convite para dançar. Mesmo sem saber. Sou muito duro, sem jeito, desengonçado. Mesmo sabendo que me falta musicalidade no corpo, eu preciso beber felicidade. Afinal escrever e dançar são tão iguais como Romeu e Julieta, para escrever basta a mão se dar a caneta e os dois bailam pelo papel como se este fosse um grande salão. Eu sei escrever, e não é soberba, acho, agora eu tenho que dar a minha mão para que outra mão me guie neste salão de dança que é a vida. Espero...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Autores: &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/2011/07/espera-de-uma-danca.html"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt; e Eder Ribeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Imagem clique no nome: &lt;a href="http://ilaine-minhacasa.blogspot.com/2011/09/lirios-lirios.html"&gt;ILAINE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-3578153449641755316?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/3578153449641755316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/espera-de-uma-danca.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3578153449641755316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3578153449641755316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/espera-de-uma-danca.html' title='A espera de uma dança'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ffDC84DEtvI/TnSMPYfUpWI/AAAAAAAAAw8/lffozS-tTxg/s72-c/ILA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-5355542991310756802</id><published>2011-10-12T07:00:00.003-03:00</published><updated>2011-10-12T07:00:04.071-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Solidão'/><title type='text'>Estado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9qWNC1qPhfA/TnSI54lwiNI/AAAAAAAAAw4/gexVh8_KtRk/s1600/blogtristeza.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-9qWNC1qPhfA/TnSI54lwiNI/AAAAAAAAAw4/gexVh8_KtRk/s320/blogtristeza.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;   &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Meu encontro com a escrita se deu quando eu pus as histórias do meu avô no papel, de lá para cá o tempo passou. Estou no blog há três anos, e neste tempo o que me deu mais prazer foi conhecer novos escritores, e mais prazer ainda escrever histórias a quatro mãos. Dentre estes escritores está a &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/2011/07/estado.html"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt;, juntos escrevemos o texto abaixo. Obrigado &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/2011/07/estado.html"&gt;Paula&lt;/a&gt; pelas suas duas belas mãos que por entre os dedos destilam poesias”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Definitivamente eu não sou um homem de fases, sou sim, um homem inconstante, tal quais as estações em um país tropical, não bem definidas. Quanto tempo dura um inverno?Não sei. Que importância tem isso agora. Sei, e muito bem, a perda fez um inferno dentro de mim e mesmo assim, permaneci gélido. Ela se foi e deixou um inverno interminável, sofri infernos. Mas o que é o passado senão cinzas que nunca abrasarão. É primavera, preciso abrir janelas e portas, lá fora o dia é um quadro de Matisse, ou então um quadro cubista de Picasso. Preciso da brisa da estação para retirar de mim este cheiro guardado de guarda-roupa velho. Lá fora uma nova época, mudanças, transformações, o belo, a harmonia, o desabrochar. E eu? Tão inverno ainda. Vivendo este inferno de lembranças e dúvidas. Das flores preciso das tonalidades das cores, dos cheiros variados, das diversas texturas e formatos. Preciso não só abrir janelas e portas que dão para o mundo, preciso abrir minhas janelas e minhas portas, abrir os sentidos para um novo sentido de vida. Depois que ela se foi, eu precisava de um recife para me incrustar e esquecer que um dia a amei. Não tive, sobrou-me Recife para destrancar o meu necrosado coração. Mas esqueci que o sofrimento, as situações mal resolvidas, vão conosco onde estivermos, e que as mudanças de estações servem para reflexões, mas as nossas estações têm tempos indefinidos, como são as estações do ano em um país tropical. A perda sempre arrecifa o meu coração, decididamente eu não sou um homem de fases, sou sim, um homem de um único estado, a solidão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;Autores: &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/2011/07/estado.html"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt; e Eder Ribeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Tahoma; font-size: 10pt;"&gt;Imagem clique no nome:&lt;a href="http://myra-parole.blogspot.com/2011/09/tristeza-nao-tem-fim-felicidade-sim.html"&gt; MYRA LANDAU&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-5355542991310756802?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/5355542991310756802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/estado.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/5355542991310756802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/5355542991310756802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/estado.html' title='Estado'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-9qWNC1qPhfA/TnSI54lwiNI/AAAAAAAAAw4/gexVh8_KtRk/s72-c/blogtristeza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-8214062243253241728</id><published>2011-10-10T07:00:00.003-03:00</published><updated>2011-10-10T07:00:00.590-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saudades'/><title type='text'>Você se foi</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4FMtrchIfe4/TnSEEELU4AI/AAAAAAAAAw0/gUyA7ECSzD4/s1600/Villacapadocia4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-4FMtrchIfe4/TnSEEELU4AI/AAAAAAAAAw0/gUyA7ECSzD4/s320/Villacapadocia4.jpg" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Meu encontro com a escrita se deu quando eu pus as histórias do meu avô no papel, de lá para cá o tempo passou. Estou no blog há três anos, e neste tempo o que me deu mais prazer foi conhecer novos escritores, e mais prazer ainda escrever histórias a quatro mãos. Dentre estes escritores está a &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt;, juntos escrevemos o texto abaixo. Obrigado &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt;Paula&lt;/a&gt; pelas suas duas belas mãos que por entre os dedos destilam poesias”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu tosco coração não bate, gesticula-se em movimentos lentos, pulsando uma dor infindável. Você foi embora, porém permanece em toda parte, nas cores da parede do quarto, no desenho da capa do sofá, nas dobraduras dos lençóis da cama. Você se foi e deixou os seus livros românticos com finais felizes, histórias que não nos pertenceram. A tua poesia escorre pelo chuveiro toda vez que eu vou tomar banho. Por que você não foi por inteira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Você se foi, eu não preciso do inverno para me sentir frio, a sua falta dura mais que uma estação. Estaciono na porta de entrada, gélido, com o olhar petrificado na esperança que o vento lhe traga, olho para o céu e não é estrela que vejo, a desesperança brilha no negro céu, nenhuma brisa de alento sinto. O peitoral da janela é encosto para o meu desespero e eu não consigo derramar nenhuma lágrima, acho que desaprendi a sentir assim que você se foi.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Você não volta, essa demora me deixa atordoado. Acho algo que lhe pertencia nas gavetas dos móveis, cópias dos seus escritos estão por toda a casa, nos livros que pego para reler. Sua presença está em mim. Em todas as lembranças, nas noites inquietas, no amanhecer ao som dos pássaros, no que há de mais belo da natureza. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ontem, na porta de entrada&amp;nbsp;encontrei uma chave caída no chão. De quem será? Qual a porta que abre? Que importa isso agora. Que diferença faz. Você soube abrir muitas portas, a principal, a do meu coração. Você se foi, agora, mais nenhuma chave abre a porta do meu coração. Nem sei se meu coração tem porta, ou é algo mais fechado, compacto, uma caixa lacrada com formato de coração presa em um cubo de gelo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Uma vez senti meu coração saltitando dentro&amp;nbsp;desta caixa por causa da melodia de algumas palavras bonitas. Suas? Não sei, precisaria muito mais do que palavras para o degelo. &amp;nbsp;Mas palavras não têm dono, pertence ao mundo, e meu coração se fechou de novo. Outra vez senti meu coração suspirando, eram uns olhos que me olharam&amp;nbsp;de uma forma especial. Uns olhos que penetravam os meus. Uns&amp;nbsp; olhos que pareciam espelhos de cristal e me vi refletido. Mas os olhos&amp;nbsp;ficaram e eu tive que partir. Meu coração&amp;nbsp;continua fechado, deve ter uma trave que o trancou por dentro. Para abrir não sei como se processa. Nem sei se precisará de um picador de gelo.&amp;nbsp;Coração só se abre por descuido. Mas se fecha também por descuido.&amp;nbsp;E a sua partida foi um dos maiores descuidos que meu coração sofreu em todos esses anos. Nada, nenhuma palavra, nenhum olhar, nenhum carinho é suficiente para derreter este inverno em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olho para o mar tentando perder meus olhos em alguma imagem para ver se me acho, vejo as ondas se arrebentarem nas pedras deixando de existir e mesmo assim continuando mar. O que eu preciso não é da sua volta, mas de um recife para me arrebentar, deixarei de ser para ser mar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Autores: &lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/2011/06/voce-se-foi.html"&gt;Paula Barros&lt;/a&gt; e Eder Ribeiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem: clique no nome: &lt;a href="http://rumoasfotos.blogspot.com/2011/08/sonhos-de-pedra.html"&gt;DÉIA &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxwestern" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-8214062243253241728?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/8214062243253241728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/voce-se-foi.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8214062243253241728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8214062243253241728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/voce-se-foi.html' title='Você se foi'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4FMtrchIfe4/TnSEEELU4AI/AAAAAAAAAw0/gUyA7ECSzD4/s72-c/Villacapadocia4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-4817591924374770695</id><published>2011-10-05T19:00:00.001-03:00</published><updated>2011-10-05T22:30:24.122-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Aonde o sol se esconde - Final</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-x7WL_-WcKII/Tge8oIKv63I/AAAAAAAAAuM/biPCLSCmq_Q/s1600/noivos+espirituais.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://3.bp.blogspot.com/-x7WL_-WcKII/Tge8oIKv63I/AAAAAAAAAuM/biPCLSCmq_Q/s400/noivos+espirituais.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual de nós nunca imaginou um final feliz para a história de nossa vida? Qual de nós, após o fim, nunca desejou o paraíso, a felicidade?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O padre beijou o crucifixo, ajoelhou em agradecimento por ter sido salvo, em seguida curvou-se e beijou o assoalho do altar abençoando o único local que não foi maculado pelo sangue da carnificina, até então. Ao se levantar esbarrou na pia batismal quebrando o silêncio mortal. O policial, que até aquele instante pensava estar só, aguçou os seus sentidos em direção ao fundo da igreja. A fumaça provocada pelos disparos ainda permanecia no ar e o impedia de discernir qualquer objeto, porém ele tinha os outros sentidos. O disparo dado pelo policial em direção de onde veio o barulho atravessou o cérebro do padre, o arremessando ao chão; o sangue espargiu no ar e atingiu o rosto do noivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O garoto que acabara de entrar pela porta traseira frustrou-se por não ter dado aquele disparo, por não ter aquela morte creditada à sua vingança. Ele caminhou até o padre, o cutucou com o cano do AR-15 para ter a certeza da sua morte; nervoso, olhou em todas as direções em busca de algo móvel. Vendo movimentos de feixes de luz, ele escondeu atrás do altar e apontou a sua arma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na mão direita a arma do policial fumegava, na esquerda a lanterna foi ligada, e, a mão nervosa, apontava os feixes de luz em todas as direções à procura de mais alguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O halo de luz surgindo em sua frente fez com que o noivo imaginasse que sua noiva veio buscá-lo para levá-lo lá aonde o sol se esconde; ele foi em direção à luz estancando o sangramento na barriga com uma das mãos. O policial disparou a arma, pois a mão do noivo colocado em sua barriga dava a entender que ele estava armado. O noivo correu em direção à luz gritando, vem meu amor, você veio me buscar, eu não tenho medo, vamos ser feliz sim, lá aonde o sol se esconde. Antes de atingir à luz, o noivo encontrou a bala no meio do caminho. Sua vista escureceu, sentiu tontura, tentou equilibrar, a luz da vida estava lhe fugindo, tudo em sua volta tornava-se branco, tão branco como o vestido de sua noiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O garoto saiu de onde estava escondido com o AR-15 pronto para dispará-lo, mas ele se reteve, suas pernas tremeram, estático, ele não acreditou no que estava vendo. Cristo havia descido da cruz, com as mãos em chagas lhe pedia a arma. O garoto limpou os olhos, com certeza estava tendo uma alucinação, os esfregaram várias vezes a ponto de deixá-los vermelhos. Um sopro com aroma de alfazema chegou-lhe aos ouvidos pedindo a arma. Filho não guarda rancor em seu coração, a vingança só voltará contra si. Mas eles mataram os meus pais, não foi você que disse, dê a César o que é de César. E a Deus o que é de Deus, filho; e o que é de Deus é o amor, só através do amor você terá a redenção. As lágrimas desceram do rosto do garoto, um alívio imensurável tomou conta de sua alma. Quando ele se levantou, esbarrou no pedestal que estava a bíblia, a derrubando no chão; só então ele percebeu que o policial estava correndo em sua direção. O garoto saiu em disparada pela porta traseira da igreja, sem desespero. O policial, em seu encalço, o seguia descarregando a sua arma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando a brancura era a única cor que o noivo conseguia sentir, ele viu a sua noiva vindo em sua direção, pegar em sua mão, colocar a aliança em seu dedo e pedi-lo para colocar a dela. Os dois estavam unidos e banhados de luz. Ela lhe disse, vamos. Para aonde, perguntou-a. Lá aonde o sol se esconde. A felicidade está lá? Sim e não, respondeu-o. Como? Se ela estiver em você, estará lá também, mas se não, não. Ele não fez mais pergunta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=mariage"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-4817591924374770695?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/4817591924374770695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/aonde-o-sol-se-esconde-final.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/4817591924374770695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/4817591924374770695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/aonde-o-sol-se-esconde-final.html' title='Aonde o sol se esconde - Final'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-x7WL_-WcKII/Tge8oIKv63I/AAAAAAAAAuM/biPCLSCmq_Q/s72-c/noivos+espirituais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-621325354748533172</id><published>2011-10-03T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-03T19:00:04.837-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Aonde o sol se esconde - 6ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PIsIIwg0HDM/Tge7BgRjm8I/AAAAAAAAAuI/egrhUhiyvxA/s1600/gun.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-PIsIIwg0HDM/Tge7BgRjm8I/AAAAAAAAAuI/egrhUhiyvxA/s400/gun.jpg" width="320" /&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A policia estranhou quando viu nos vitrais da igreja focos de luz bruxuleando, posto que ordenara a companhia elétrica o corte do fornecimento da energia assim que começasse a investida contra o morro. O capitão ordenou a invasão à igreja, e, sem fazer perguntas, atirasse mesmo que ofendesse os ouvidos de Deus. A saraivada de balas ensurdeceu, seja os ouvidos humanos ou não. O primeiro tiro acertou a barriga do noivo, o desacordando; ele não chegou a ver a sua noiva cair morta próxima do altar. Aos poucos as pessoas na igreja foram caindo mortas, algumas se arrastavam sobre os corpos dos outros, assustadas, sem conseguir desviar das poças de sangue, preocupadas em se desviar das balas que zuniam sobre as suas cabeças. Assim que cessou os disparos, apenas um policial ficou na igreja para fazer o rescaldo, havia a necessidade de provas para justificar a carnificina. O noivo estava acordando com uma bala alojada no intestino, o padre rezava pelo milagre de estar vivo, o policial, no meio da fumaceira provocada pelos disparos, procurava por provas. O garoto ainda não havia chegado à igreja.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual de nós nunca brincou de polícia e bandido sabendo quem era o bandido e quem era o policial? Qual de nós ao ver um policial fardado se sentia seguro, protegido? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Decepcionado consigo mesmo por não ter sido capaz de se vingar, - sem saber se foi devido ao seu temor a Deus, ou se a conduta ética e moral incutida por seus pais na primeira infância, ou ainda, se devido a sua covardia – o garoto saiu em disparada pela porta traseira da igreja, sem desespero. O policial, em seu encalço, o seguia descarregando a sua arma. O garoto, mesmo com um AR-15, não revidava por saber ser inútil o revide, mormente se ele parasse seria presa fácil; contudo, ele sabia que a oportunidade de matar o policial ele teve na igreja, e não o fez. Serelepe, ele correu desviando das balas que zuniam sobre a sua cabeça. Apesar de o policial ser mais rápido, o garoto era conhecedor de cada rua do morro, e este conhecimento era o que ele precisava para se livrar da perseguição. Quase do seu tamanho, a arma lhe serviu de apoio quando sentou. Do alto do morro ele viu Cristo de braços abertos, inerte, como deve ser toda estátua. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Silente, o helicóptero da polícia circundava o morro, porém, tanto audível como visível a qualquer sentido humano, o garoto não o percebeu, absorto em seus pensamentos, com os olhos fixo na estátua do Cristo no alto do morro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Amanheceu, e o sol surgiu forte nas bordas do céu iluminando todo o morro e deixando a mostra o quanto devastadora era a mão humana quando agia movida pela maldade. E quando se pensava que essa mão ia sossegar para contar os seus mortos, o reflexo do sol sobre o AR-15 do garoto luziu aos olhos do policial. O helicóptero retornou, e a mão ávida do policial engatilhou o seu fuzil com mira a laser. Bem perto dali, um traficante, com olhos e ouvidos atentos, percebeu o helicóptero e engatilhou a sua arma, também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As balas, anjos infernais, saíram pelos canos das armas e atingiram os seus respectivos alvos ao mesmo tempo. O helicóptero, dando volta em torno de si na descendência, ao atingir o solo explodiu matando todos os seus ocupantes. O garoto olhou para o Cristo Redentor, depois para o morro, e, enfim, para a opulência do asfalto, contudo não enxergou nada, pois a vida lhe estava sendo expirada. O traficante o pegou, o colocou sobre o ombro esquerdo e o ouviu pronunciar suas últimas palavras, “Pai, perdoa-os”. Ora olhando para o morro, ora para o asfalto, o traficante, com apenas uma mão, disparou sua arma prometendo vingança àqueles que mataram o seu filho adotivo, ou seja, todo e qualquer policial. Mal ele sabia que as últimas palavras do garoto não foram ditas para ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Após chorar os seus mortos, o morro, silente, clamava para que eles fossem enterrados; sempre presente, o traficante o desceu carregando o garoto no seu ombro.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PIsIIwg0HDM/Tge7BgRjm8I/AAAAAAAAAuI/egrhUhiyvxA/s1600/gun.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-621325354748533172?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/621325354748533172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/aonde-o-sol-se-esconde-6-parte.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/621325354748533172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/621325354748533172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/10/aonde-o-sol-se-esconde-6-parte.html' title='Aonde o sol se esconde - 6ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PIsIIwg0HDM/Tge7BgRjm8I/AAAAAAAAAuI/egrhUhiyvxA/s72-c/gun.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-9120892235747064862</id><published>2011-09-29T19:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-29T19:00:05.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Aonde o sol se esconde - 5ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xpbZ_s8yocI/Tge5dwaZ_QI/AAAAAAAAAuE/zgZKLEthOrc/s1600/boy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="353" src="http://2.bp.blogspot.com/-xpbZ_s8yocI/Tge5dwaZ_QI/AAAAAAAAAuE/zgZKLEthOrc/s400/boy.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando a mente humana não percebe a luz que emana de um solo sagrado é porque não sabe mais em que chão pisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aquela mão não lhe dava apenas a proteção, mas também o levava aonde os seus pensamentos permitiam. Aquela mão agora, desprendida da sua, tentava apoiar na parede para desacelerar a velocidade da queda. Aquela mão envolvida no sangue que espargia da cabeça tentava apoiar nele para evitar a queda. Aquela mão não o levaria mais aonde os seus pensamentos permitiriam, aquela mão não lhe daria mais proteção. O policial, com uma arma em uma das mãos, vasculhava o corpo morto em busca de provas para justificar o assassinato que acabara de cometer; não encontrando, ele plantou uma, e saiu passando a outra mão na cabeça do garoto que a rejeitou se desviando. Devido a repulsa, o garoto recebeu uma coronhada no queixo e foi lançado de encontro ao corpo morto do seu pai. Após a morte de seu pai, foi pelas mãos de sua mãe que ele voltou a ter segurança, mas durou pouco. Desgostosa, ela se foi, também, morta pela polícia. Mas foi pela mão, a pior mão, malévola, deseducativa, a mão do estado que ele mais sofreu. Por dois anos o peso desta mão exerceu influências negativas sobre ele o acompanhado até o fim dos seus dias. Aos seis anos, após fugir da FEBEM, o garoto buscou proteção na mão divina, mas o padre o aconselhou a procurar um abrigo governamental. Não se pode esperar muito da mão divina quando para se chegar a ela precisa da mão humana. Sem ter a quem pedir ajuda, o garoto enveredou por um caminho sem volta, o do tráfico. Mais do que mão, o tráfico foi braços, pernas, corpo, e, principalmente, mente. Com seis anos, o sofrimento lhe tirou qualquer capacidade de discernir o certo do errado. Ele foi alimentado pelo desejo de vingança, e pela mão que comia, a vingança era um prato cheio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Trêmulo, o garoto não conseguia mirar em um dos policiais que se encaminhava para a igreja, os seus pensamentos presos ao passado não permitiam. Seus pais mortos pela polícia, os maus tratos na FEBEM, a rejeição do padre eram dores incuráveis, mas que precisavam de alívio. Ele se refez e se encaminhou para a igreja.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=sad+boy"&gt;clique aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-9120892235747064862?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/9120892235747064862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-5-parte.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/9120892235747064862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/9120892235747064862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-5-parte.html' title='Aonde o sol se esconde - 5ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xpbZ_s8yocI/Tge5dwaZ_QI/AAAAAAAAAuE/zgZKLEthOrc/s72-c/boy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2210084014184656211</id><published>2011-09-26T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-09-26T19:00:03.857-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Aonde o sol se esconde - 4ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CrSef9g4hT4/Tge4j26fY0I/AAAAAAAAAuA/XaYpyP8w-W8/s1600/policial.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="289" src="http://3.bp.blogspot.com/-CrSef9g4hT4/Tge4j26fY0I/AAAAAAAAAuA/XaYpyP8w-W8/s400/policial.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual de nós nunca brincou de mocinho e bandido e sempre quis ser o mocinho por saber que no final o mocinho sempre vence? Qual de nós nunca quis ser o mocinho sabendo que no fim da história a heroína sempre fica com o mocinho?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A igreja toda enfeitada de rosas brancas estava lotada; ansioso, o noivo aguardava no altar o início da celebração; seu casamento era a última cerimônia a ser realizada. Oscilando a cabeça, ele autorizou o desligamento da energia; assim que as luzes começaram a apagar, as duas mil velas postas em candelabros e distribuídas por toda a igreja foram acessas. Inquieto, ele andou de um lado para o outro, ora limpando o suor do rosto, ora batendo a ponta do sapato no assoalho de madeira chamando a atenção de todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A força policial se preparava para mais uma incursão ao morro determinada a eliminar qualquer suspeito. A operação era de risco, como sempre era toda subida policial ao morro, mormente se fosse feita à noite. O Caveirão já estava ligado, pronto para partir. Com todo o aparato que aquela operação exigia, a polícia dava a entender que iria para a guerra. E ia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Marcha soldado, cabeça de papelão, quem não marcha direito, cai na ponta do facão. O garoto, tamborilando na mesa, cantava uma das cantigas que sua mãe lhe ensinou no pouco tempo que estiveram juntos. O dia estava sendo inusual para ele, o mais esperado de todos os dias de sua vida, o momento que ele esperava para vingar a morte de seus pais. O traficante lhe deu o AR-15, não lhe disse nada, apenas olhou dentro de seus olhos com a certeza de estar vendo um homem, passou a mão na sua cabeça, como sempre faz, e o deixou sozinho. A arma dava a entender que ele iria para a guerra. E ele era apenas uma criança.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Havia um silêncio incômodo no morro, uma quietude imposta, sabendo-se de antemão que logo a balbúrdia imperaria, para depois um silêncio pior permanecer, o silêncio de quem vela os seus mortos. Fogos de artifícios estouraram no céu avisando que a polícia ia subir o morro, pipas povoavam o céu alertando os moradores que deveriam ficar em suas casas. Sabendo da batida policial, antecipadamente, os traficantes alertavam aos moradores o que estava por vir. O palco estava armado para a guerra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O padre pedia silêncio, pois a cerimônia seria iniciada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A tropa preparada começava a invadir o morro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Silente, o garoto fazia suas preces com as duas mãos postas sobre o cano do AR-15, e a cabeça sobre as mãos. Um tiro ecoou na rua, foi o sinal que ele precisava para sair.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todos olharam para trás, sem exceção, quando o organista tocou “Forever in Love de Kenny G”. A noiva, de vestido branco bordado com linha de seda, coroa de rosas naturais branca prendendo os cachos do cabelo, entrou na igreja iluminada pelas velas que bruxuleavam no candelabro da entrada da igreja até o altar. Atraída bela beleza da noiva a luz da vela ganhou mais vida e derramou sobre ela o seu lume a nobilitando; o noivo entre risos nervosos a aguardava, silente, com as mãos no bolso da calça e gotas de suor permeando sua face.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Anjos infernais saiam dos canos das armas, tanto da polícia como dos bandidos, a procura dos filhos de Deus; os corpos no chão mortos, nenhum fardado, era a prova de que não havia bala perdida. A polícia aproximava da igreja deixando para trás rastros de destruição. O morro as escuras necessitava de luz, e o único lume que bruxuleava era o do interior da igreja, chamando a atenção da tropa policial.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2210084014184656211?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2210084014184656211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-4-parte.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2210084014184656211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2210084014184656211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-4-parte.html' title='Aonde o sol se esconde - 4ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CrSef9g4hT4/Tge4j26fY0I/AAAAAAAAAuA/XaYpyP8w-W8/s72-c/policial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2155496552441286257</id><published>2011-09-23T19:00:00.003-03:00</published><updated>2011-09-25T14:26:41.335-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Aonde o sol se esconde - 3ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bfwlB1o8g8I/Tge2_zZbycI/AAAAAAAAAt8/4vffrMEdVFA/s1600/padre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-bfwlB1o8g8I/Tge2_zZbycI/AAAAAAAAAt8/4vffrMEdVFA/s320/padre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual de nós, em perigo eminente, o medo perscrutando, não ajoelhou e pediu ajuda aos céus; qual de nós, conseguindo a ajuda, não se prostrou diante do Altíssimo e agradeceu não a nossa existência, mas a Dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mesmo com o sangue, da carnificina, coagulando sob os seus pés, desnorteando o seu raciocínio, ele, apesar do embaçamento da visão causado pelo ferimento, ainda conseguiu ver o padre beijar o crucifixo que trazia consigo e ajoelhar-se em agradecimento por ter sido salvo; em seguida, ele viu o padre curvar-se e beijar o assoalho do altar, abençoando o único local que não foi maculado pelo sangue, até então. Uma nuvem vermelha e líquida, vindo de onde estava o padre, lhe atingiu o rosto, embaçando a sua visão, mais ainda. O padre caiu de bruços sobre o crucifixo. A permanência da maldade retirava a chance do milagre em terra de homens.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O padre tentou localizar o seu matador, mas a visão lhe fugia, conseguiu discernir a figura de um garoto na porta do fundo da igreja com um fuzil na mão, porém o tiro veio da entrada da igreja. Mesmo com a morte eminente, ele não perdeu a esperança do milagre, pois sabia, por sua fé que a salvação não se dava pelo físico. Duas mãos em chagas lhe são estendidas, ele as agarra fervorosamente. Sua fé dava a certeza que em poucas horas estaria dormindo no colo do Pai. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O garoto postado na porta do fundo da igreja, com um AR-15, caminhou até o padre, nervoso, olhou em todas as direções, perscrutou todos os cantos em busca de algum alvo móvel. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A arma na mão direita do policial ainda fumegava após os disparos dados em direção ao fundo da igreja, com a mão esquerda ele ligou a lanterna e a apontou em todas as direções.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O garoto se escondeu atrás do altar ao ver movimentos de feixes de luz e apontou seu AR-15 na direção do foco de luz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A luz em forma de uma pequena auréola surgindo na frente do noivo fez com que ele imaginasse que sua noiva voltou para buscá-lo e levá-lo lá aonde o sol se esconde. Ele foi em direção à luz estancando o sangramento na barriga com um das mãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=priest+"&gt;clique aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2155496552441286257?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2155496552441286257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-3-parte.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2155496552441286257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2155496552441286257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-3-parte.html' title='Aonde o sol se esconde - 3ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bfwlB1o8g8I/Tge2_zZbycI/AAAAAAAAAt8/4vffrMEdVFA/s72-c/padre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-510590344247449459</id><published>2011-09-21T19:00:00.000-03:00</published><updated>2011-09-21T19:00:04.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Aonde o sol se esconde - 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TDldZMWOvco/Tge1dewC77I/AAAAAAAAAt4/-lG659GX4JQ/s1600/namorados.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-TDldZMWOvco/Tge1dewC77I/AAAAAAAAAt4/-lG659GX4JQ/s320/namorados.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual de nós nunca buscou a felicidade, qual de nós não a encontrou em uma barra de chocolate; em um perfume adocicado; no cheiro de terra molhada após a chuva, em uma tarde de verão; em um bom livro; ou então, nos olhos de quem se enamora?&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os cabelos cacheados lhe caíam sobre os ombros, emoldurando o rosto arredondado; seus olhos amendoados, cor de mel, abrilhantavam mais ainda o seu sorriso brejeiro. Fosse inverno, fosse verão, sempre de vestido, destoando das outras mulheres que preferiam a praticidade do jeans e camisetas, as masculinizando, ela, elegantemente, subindo o morro, passou com costas e colo à mostra, e se fez percebida pelo seu vasto sorriso marfim; a pele ébano e sedosa exalava o aroma de lavanda. Enfeitiçado por sua beleza, ele não lha disse uma única palavra com receio de parecer vulgar, contudo, era a timidez que colocava freios em sua língua. Daquele dia em diante ele viu que a beleza era negra e perfumada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Livro em mãos, aberto, fingindo ler, sentado no primeiro degrau da escadaria que conduzia do morro ao asfalto, ele percebeu ela vindo em sua direção, quase roçando os joelhos um no outro como se estivesse na passarela, desfilando. Ela, assim que colocou o pé esquerdo no segundo degrau, resolveu voltar; dobrando os joelhos em sentindo contrário de onde ele estava, ela de cócoras, abaixou um pouco a cabeça para ler o título do livro, e lho disse, poesias? Siiiii...im, gaguejou. Jogando os cabelos para trás, ela mostrou toda a exuberância exótica do seu rosto, e, rindo, voltou a descer a escadaria. Desprendendo dos freios que prendiam a sua língua, ou seja, a sua timidez, ele, quando ela estava com o pé direito no quarto degrau, a chamou. Sem titubeios ou gaguejos, ele lha perguntou aonde ela encontra a felicidade para estar sempre rindo. Ela lho disse que ele poderia achá-la em uma barra de chocolate, e fingindo ter uma em mãos, o ofereceu. Ou em um perfume adocicado, e com uma das mãos, ela jogou os cachos para o lado esquerdo, agachou e encostou o pescoço próximo ao seu rosto e pediu-lhe para senti-lo. Quem sabe no cheiro de terra molhado após a chuva das tardes de verão, e abriu os braços, jogou a sua cabeça para trás, fitou o céu, girou o corpo em volta de si como se estivesse sentindo gotas de chuva inundando o seu rosto. Quiçá em um bom livro, e tomando-lhe o livro recitou um poema de amor. Mas, provavelmente, nos olhos de quem se enamora, e, docemente, ela deixou os seus se perderem nos dele. Ele os encontrou, e, abraçando-a, lhe fez uma última pergunta. E se a perdemos, aonde poderemos encontrá-la, novamente? Ela riu risos soltos, estridentes, escutáveis por todo o morro, e lho disse. Lá aonde o sol se esconde. E onde fica? Aonde residem os mortos, disse seriamente, e depois se soltou em risos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não houve a necessidade de eles dizerem uma única palavra para se entenderem. Silentes, os dois se olharam mutuamente, e seus olhos se encontraram; não houve, também, mais a necessidade da visão para se enxergarem, o amor faria isso. De olhos fechados, os seus lábios se encontraram. Cristo no alto do morro, de braços abertos, os abençoava.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=girlfriend+and+boyfriend+"&gt;clique aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-510590344247449459?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/510590344247449459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-2-parte.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/510590344247449459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/510590344247449459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-2-parte.html' title='Aonde o sol se esconde - 2ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TDldZMWOvco/Tge1dewC77I/AAAAAAAAAt4/-lG659GX4JQ/s72-c/namorados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-9062095577286315826</id><published>2011-09-19T19:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-19T20:30:54.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Aonde o sol se esconde - 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mnRDF7HbBPM/Tgez1uYxLDI/AAAAAAAAAt0/Eci0KNdM07Q/s1600/1+parte.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/-mnRDF7HbBPM/Tgez1uYxLDI/AAAAAAAAAt0/Eci0KNdM07Q/s400/1+parte.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A maldade é fruto da incapacidade humana de aceitar o outro. Qual de nós, em busca da felicidade, a alcançou fazendo o outro feliz? Qual de nós plantou a semente da alegria em um coração que não fosse o nosso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele não teve a oportunidade de fazê-la feliz, o suficiente. Agora, a felicidade residia aonde o sol se esconde; por mais que a procurasse, ele nunca a encontraria. A bala alojada em seu intestino não era impedimento para tanto, era preciso muito mais do que força física para se chegar lá. Tendo a morte como passaporte certo, ele estava tão próximo disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Seus pais, sogro e sogra; tios, tias, cunhados e cunhadas; irmãs, irmãos, sobrinhos e sobrinhas; padrinhos, madrinhas, alguns amigos e amigas; o padre e alguns desconhecidos que estavam na igreja para assistir a celebração do seu casamento; e, finalmente, a sua noiva; todos mortos. Algumas pessoas se arrastavam sobre os corpos mortos caídos no chão; assustadas, sem conseguir desviar das poças de sangue, preocupavam-se em se desviar das balas que zuniam sobre os seus corpos. Fora da igreja, o cenário era de guerra; o Caveirão estava sendo crivado de balas; o morro, campo de batalha aonde inocentes ou não tinham um único destino, a morte, vivia mais um começo de noite, onde polícia e bandido não escolhia a quem abater. Houve um tempo que o morro sabia quem era o mocinho e quem era o bandido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Naquele momento não importava qual mão havia os matado, pois a sociedade não sabe mais dos seus heróis. Qual de nós, por menor que seja a atitude, por desprezo a dor do outro, ou por júbilo a esta mesma dor, também, não tem as mãos manchadas pelo sangue que são derramados, tanto no morro como no asfalto?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A raiva não lhe permitiu as lágrimas. Seus olhos se moviam, intermitentes, em meio ao fumaceiro provocado pelo tiroteio, buscando alguma resposta plausível.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Albert Pine dizia que o que fazemos para nós morre conosco, o que fazemos por outros e pelo mundo continua e é imortal. O que o homem faz, quando faz, só faz movido pela maldade, e é aí que ele mais se sobressai; a bondade é uma pequena sombra sobre a vasta luz que ilumina o seu caminho, e não importa se este caminho o leva ao morro ou ao asfalto, ao centro urbano ou a periferia, posto que a estrada em si não é boa ou ruim, mas sim quem sobre ela caminha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Seus olhos fixam na imagem de Cristo colocada atrás do altar da igreja, e, por alguns segundos, esperam, não a resposta para o que estava ocorrendo, mas o milagre da ressurreição, não de quem já estava morto, mas da bondade de quem vivo estava. Enfim, ele chora, Cristo estava morto, também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Platão um dia disse que perdoamos uma criança com medo do escuro, mas a grande tragédia da vida é o homem ter medo da luz. Um pequeno halo de luz se encaminhava em sua direção, vindo da entrada da igreja; ele não teve medo, dentro dele havia uma certeza de que era ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=+mariage+"&gt;clique aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-9062095577286315826?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/9062095577286315826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-1-parte.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/9062095577286315826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/9062095577286315826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/aonde-o-sol-se-esconde-1-parte.html' title='Aonde o sol se esconde - 1ª Parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mnRDF7HbBPM/Tgez1uYxLDI/AAAAAAAAAt0/Eci0KNdM07Q/s72-c/1+parte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-3508270573582606229</id><published>2011-09-16T08:30:00.001-03:00</published><updated>2011-09-16T09:00:11.374-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Traição</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-udAYFLA9Z_k/TlrUdO4SkZI/AAAAAAAAAwk/TQnAiiaVMfo/s1600/trai%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-udAYFLA9Z_k/TlrUdO4SkZI/AAAAAAAAAwk/TQnAiiaVMfo/s320/trai%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu não lhe tinha nenhuma comiseração, apesar de ela não estar sofrendo, a sua dramatização para uma dor que não lhe pertencia, provava que todos os seus sentimentos eram fingidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu não lhe tinha nenhum amor, pois a sua amabilidade era para proveito próprio, interesseira, seus sentimentos eram frívolos, fútil, ela não fixava em ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Mas menino, quah! O amor é um sonho platônico, é para vocês escritores intuir nos leitores o que nem vocês mesmos acreditam. Diante da beleza do corpo físico, o amor é uma formiga assustada com a grandeza do elefante. Casa-se com uma bela mulher e deixa o tempo acumular sobre ela o seu peso, então, - ela tal qual uma aliá - vocês chegarão à conclusão que o amor é um delírio platônico".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim diria o meu primo com a sua filosofia de botequim e com tanto acumulo de tempo que seria cansativo quantificar o seu peso, o mesmo poderia dizer de quem estava ouvindo-o.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu não sei se foi um matemático ou físico que projetou a Itiê, pois as suas curvas eram milimetricamente perfeitas, no entanto, o acabamento foi poético, pois as partes de seu corpo eram um lindo soneto com rimas ricas e não era à toa que seu nome também fosse poético.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando levei Itiê ao quarto, não percebi que estava entrando numa caverna. Quando a levei à cama, mesmo com minha prosa rimando com a sua poesia, eu não enriquecia o meu texto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao dizer-lhe que foi a primeira e última vez que íamos nos encontrarmos na horizontal, o seu choro era um drama fora do contexto. Aquela dor não lhe pertencia, nem a mim. Ao falar-me de amor, a caverna ecoou a minha risada ensurdecendo-nos. Tanto a dor quanto o amor pertencia ao meu primo. Por que eu não pensei nisso antes? Saí da caverna, mas a caverna não saiu de mim, ela me incutia a minha traição, o meu erro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A culpa não passa de uma bala que não matou, incrustada em nós sem poder ser retirada, ela nos lembra, ad infinitum, o nosso erro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não tive coragem de esconder do meu primo a traição. Ao contá-lo, ele, simplesmente, colocou duas pedras de gelo em seu copo, não sei por que ele não pôs no meu, virou a garrafa de Red Label até derramar pelas bordas dos dois copos. Ele bebeu o seu uísque pausadamente e perdeu o seu olhar buscando um ponto para se apoiar, o meu uísque, eu virei de uma vez e senti a caverna sair de mim para eu me enfurnar nela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Sabe primo, você não traiu a mim, mas aos seus princípios, a sua família. O amor, para nós, homens, é um sentimento aprisionado numa caverna sem luminosidade, dificilmente o enxergamos, porém, se uma luz refletir na caverna, veremos na sua parede a imagem perfeita do sentimento, assim, ao sairmos da caverna, cegamo-nos devido à luminosidade e nos perdemos tateando o superficial no outro para moldá-lo ao sentimento, contudo, a mesma luz iluminada na caverna se encontra no interior, na profundeza do outro, e, simplesmente, bastaria ligar o interruptor para voltarmos a enxergar o mesmo sentimento refletido na parede da caverna".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele encheu novamente o seu copo, sem colocar as pedras de gelo, bebeu-o de uma só vez, suspirou, olhou nos meus olhos procurando comiseração, ou quem sabe amabilidade e, cego pelo uísque, não os achou, porém, eu os tinha. Então me disse com a calma dos monges, soletrando a frase:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sai daqui! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Encheu novamente o copo, mas não o bebeu. Apoiou as mãos fechadas na mesa, fechou os olhos, abaixou e suspendeu a cabeça e ao mesmo tempo inspirou e expirou o ar irrespirável do ambiente, silenciou por um segundo, e, enfim, vociferou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Antes que eu lhe mate e me arrependo pelo resto da minha vida, pois eu lhe admirava, principalmente a sua retidão. - E repetiu por cinco vezes a palavra retidão. Abaixou a cabeça, lágrimas compulsivas inundaram o copo de uísque.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A sua dor era tão santa, aliás, o seu amor por mim e pela Itiê era tão puro que eu duvidava quando ele dizia que o amor era um sonho platônico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Saí. Por mais luminosidade que houvesse na caverna, a imagem refletida na parede não era a minha. &lt;span lang="EN-US"&gt;Eu me desconhecia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Imagem cique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=taurus%2Bwoman"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-3508270573582606229?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/3508270573582606229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/traicao.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3508270573582606229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3508270573582606229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/traicao.html' title='Traição'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-udAYFLA9Z_k/TlrUdO4SkZI/AAAAAAAAAwk/TQnAiiaVMfo/s72-c/trai%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-8105100939244928163</id><published>2011-09-13T07:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-13T07:14:55.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>A rotina de Marina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zUftfNtARPI/TlrbHUG7C4I/AAAAAAAAAwo/CWLLovkjv4s/s1600/sexy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-zUftfNtARPI/TlrbHUG7C4I/AAAAAAAAAwo/CWLLovkjv4s/s320/sexy.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu sempre desejei ser sábio. Busquei este objetivo lendo muito. Contudo a sapiência você realmente atinge ao travar conhecimento com várias pessoas. Tive a sorte de iniciar a minha carreira profissional no centro velho de São Paulo, em uma empresa com uma gama variada de pessoas situadas em todas as escalas da pirâmide social. Tinha todos os matizes do gênero sexual, pois havia muitos universitários, além disso, no centro velho habitava o baixo meretrício, e lá também situava a cracolândia. Portanto o que não me faltou foi escola para atingir a sapiência. Passados quinze anos, nutrindo deste caldeirão, saí sabendo, não obstante sem ser sábio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora, trabalhando em uma indústria no interior de São Paulo, as pessoas me têm como sábio, coisa que eu não sou. Se há alguma dúvida em qualquer assunto, elas vêm a mim, principalmente a bela Marina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Marina, ou Samarina, como ela gosta de ser chamada, não é apenas uma mulher, mas uma obra de arte, enquanto algumas mulheres necessitam de milímetros de silicone para se significarem como tal, ela não. Samarina nasceu com seus traços geométricos bem definidos, simétricos, sem nada em excesso, sem nada a faltar. Não havia um homem que não se sentisse atraído por ela, contudo, a sua conduta reta não dava brecha para que alguém ousasse uma conquista. Samarina tinha este defeito, além de reta, era bem casada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando em uma bela tarde de sexta, após o expediente, tomando uns chopes, ela me confidenciou que seu casamento havia caído na rotina, eu me perguntei como um homem com um pedaço de mulher dessas poderia deixar acontecer isso. Mas ao mesmo tempo me perguntei se a vida em si já não era rotineira. Expliquei isso para ela, mas ela só tinha olhos para a rotina do casamento e me pedia ajuda. Até onde a minha parca sabedoria iria chafurdar para ajudar neste assunto de difícil solução, eu não sabia. Enfim me veio a ideia de lhe dar o endereço da melhor loja de sex shop da região de Santo Amaro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi uma semana de sorrisos no rosto de Samarina, ela havia encontrado o nirvana. Mas, infelizmente, houve outras semanas e Samarina voltou com suas queixas, agora habitual, sobre a rotina no casamento. Ela me agradeceu pelo endereço e que havia feito bom uso das algemas... Pedi para ela não entra em detalhes senão... Ela continuou e quando me disse o que fizera com as velas perfumadas, eu saí dali, afinal, mesmo ela me considerando sábio, eu sou, antes de qualquer nomeação, humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E houve outra semana, afinal, os dias seguem, rotineiramente, e Samarina voltou a sorrir. Perguntei qual o motivo, e quando ela me disse, eu fiquei estupefato. A saber, com suas próprias palavras:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Troca de casal, Eder.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Perguntei a ela se ele, no caso o outro, havia quebrado a rotina no casamento, ela me saiu com essa:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Tolo Eder, agora percebo que você não é tão sábio. Quanto a ele, você deve perguntar ao meu marido, porque ela, Eder, ah, ela!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E terminou assim, com exclamações pululando dos seus sorridentes olhos. &lt;span lang="EN-US"&gt;É, eu tenho muito que aprender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;* A crônica nada tem a ver com a minha amiga Samarina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.blogger.com/%20%20%20Eu%20sempre%20desejei%20ser%20s%C3%A1bio.%20Busquei%20este%20objetivo%20lendo%20muito.%20Contudo%20a%20sapi%C3%AAncia%20voc%C3%AA%20realmente%20atinge%20ao%20travar%20conhecimento%20com%20v%C3%A1rias%20pessoas.%20Tive%20a%20sorte%20de%20iniciar%20a%20minha%20carreira%20profissional%20no%20centro%20velho%20de%20S%C3%A3o%20Paulo,%20em%20uma%20empresa%20com%20uma%20gama%20variada%20de%20pessoas%20situadas%20em%20todas%20as%20escalas%20da%20pir%C3%A2mide%20social.%20Tinha%20todos%20os%20matizes%20do%20g%C3%AAnero%20sexual,%20pois%20havia%20muitos%20universit%C3%A1rios,%20al%C3%A9m%20disso,%20no%20centro%20velho%20habitava%20o%20baixo%20meretr%C3%ADcio,%20e%20l%C3%A1%20tamb%C3%A9m%20situava%20a%20cracol%C3%A2ndia.%20Portanto%20o%20que%20n%C3%A3o%20me%20faltou%20foi%20escola%20para%20atingir%20a%20sapi%C3%AAncia.%20Passados%20quinze%20anos,%20nutrindo%20deste%20caldeir%C3%A3o,%20sa%C3%AD%20sabendo,%20n%C3%A3o%20obstante%20sem%20ser%20s%C3%A1bio.%20%20%20%20Agora,%20trabalhando%20em%20uma%20ind%C3%BAstria%20no%20interior%20de%20S%C3%A3o%20Paulo,%20as%20pessoas%20me%20t%C3%AAm%20como%20s%C3%A1bio,%20coisa%20que%20eu%20n%C3%A3o%20sou.%20Se%20h%C3%A1%20alguma%20d%C3%BAvida%20em%20qualquer%20assunto,%20elas%20v%C3%AAm%20a%20mim,%20principalmente%20a%20bela%20Marina.%20%20%20%20Marina,%20ou%20Samarina,%20como%20ela%20gosta%20de%20ser%20chamada,%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20apenas%20uma%20mulher,%20mas%20uma%20obra%20de%20arte,%20enquanto%20algumas%20mulheres%20necessitam%20de%20mil%C3%ADmetros%20de%20silicone%20para%20se%20significarem%20como%20tal,%20ela%20n%C3%A3o.%20Samarina%20nasceu%20com%20seus%20tra%C3%A7os%20geom%C3%A9tricos%20bem%20definidos,%20sim%C3%A9tricos,%20sem%20nada%20em%20excesso,%20sem%20nada%20a%20faltar.%20N%C3%A3o%20havia%20um%20homem%20que%20n%C3%A3o%20se%20sentisse%20atra%C3%ADdo%20por%20ela,%20contudo,%20a%20sua%20conduta%20reta%20n%C3%A3o%20dava%20brecha%20para%20que%20algu%C3%A9m%20ousasse%20uma%20conquista.%20Samarina%20tinha%20este%20defeito,%20al%C3%A9m%20de%20reta,%20era%20bem%20casada.%20%20%20%20%20Quando%20em%20uma%20bela%20tarde%20de%20sexta,%20ap%C3%B3s%20o%20expediente,%20tomando%20uns%20chopes,%20ela%20me%20confidenciou%20que%20seu%20casamento%20havia%20ca%C3%ADdo%20na%20rotina,%20eu%20me%20perguntei%20como%20um%20homem%20com%20um%20peda%C3%A7o%20de%20mulher%20dessas%20poderia%20deixar%20acontecer%20isso.%20Mas%20ao%20mesmo%20tempo%20me%20perguntei%20se%20a%20vida%20em%20si%20j%C3%A1%20n%C3%A3o%20era%20rotineira.%20Expliquei%20isso%20para%20ela,%20mas%20ela%20s%C3%B3%20tinha%20olhos%20para%20a%20rotina%20do%20casamento%20e%20me%20pedia%20ajuda.%20At%C3%A9%20onde%20a%20minha%20parca%20sabedoria%20iria%20chafurdar%20para%20ajudar%20neste%20assunto%20de%20dif%C3%ADcil%20solu%C3%A7%C3%A3o,%20eu%20n%C3%A3o%20sabia.%20Enfim%20me%20veio%20a%20ideia%20de%20lhe%20dar%20o%20endere%C3%A7o%20da%20melhor%20loja%20de%20sex%20shop%20da%20regi%C3%A3o%20de%20Santo%20Amaro.%20%20%20%20%20%20Foi%20uma%20semana%20de%20sorrisos%20no%20rosto%20de%20Samarina,%20ela%20havia%20encontrado%20o%20nirvana.%20Mas,%20infelizmente,%20houve%20outras%20semanas%20e%20Samarina%20voltou%20com%20suas%20queixas,%20agora%20habitual,%20sobre%20a%20rotina%20no%20casamento.%20Ela%20me%20agradeceu%20pelo%20endere%C3%A7o%20e%20que%20havia%20feito%20bom%20uso%20das%20algemas...%20Pedi%20para%20ela%20n%C3%A3o%20entra%20em%20detalhes%20sen%C3%A3o...%20Ela%20continuou%20e%20quando%20me%20disse%20o%20que%20fizera%20com%20as%20velas%20perfumadas,%20eu%20sa%C3%AD%20dali,%20afinal,%20mesmo%20ela%20me%20considerando%20s%C3%A1bio,%20eu%20sou,%20antes%20de%20qualquer%20nomea%C3%A7%C3%A3o,%20humano.%20%20%20%20%20%20E%20houve%20outra%20semana,%20afinal,%20os%20dias%20seguem,%20rotineiramente,%20e%20Samarina%20voltou%20a%20sorrir.%20Perguntei%20qual%20o%20motivo,%20e%20quando%20ela%20me%20disse,%20eu%20fiquei%20estupefato.%20A%20saber,%20com%20suas%20pr%C3%B3prias%20palavras:%20%20%20%20-%20Troca%20de%20casal,%20Eder.%20%20%20%20Perguntei%20a%20ela%20se%20ele,%20no%20caso%20o%20outro,%20havia%20quebrado%20a%20rotina%20no%20casamento,%20ela%20me%20saiu%20com%20essa:%20%20%20%20-%20Tolo%20Eder,%20agora%20percebo%20que%20voc%C3%AA%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20t%C3%A3o%20s%C3%A1bio.%20Quanto%20a%20ele,%20voc%C3%AA%20deve%20perguntar%20ao%20meu%20marido,%20porque%20ela,%20Eder,%20ah,%20ela%21%20%20%20%20E%20terminou%20assim,%20com%20exclama%C3%A7%C3%B5es%20pululando%20dos%20seus%20sorridentes%20olhos.%20%C3%89,%20eu%20tenho%20muito%20que%20aprender.%20%20%20*%20A%20cr%C3%B4nica%20nada%20tem%20a%20ver%20com%20a%20minha%20amiga%20Samarina."&gt;aqui&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-8105100939244928163?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/8105100939244928163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/rotina-de-marina.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8105100939244928163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/8105100939244928163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/rotina-de-marina.html' title='A rotina de Marina'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zUftfNtARPI/TlrbHUG7C4I/AAAAAAAAAwo/CWLLovkjv4s/s72-c/sexy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-3812047678558614853</id><published>2011-09-09T12:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-09T12:00:02.017-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia a dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>Memorias do meu jardim</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kyHXyltcKvc/TmKI3jE6PEI/AAAAAAAAAws/PS73Kt9TrkE/s1600/DSC03060.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-kyHXyltcKvc/TmKI3jE6PEI/AAAAAAAAAws/PS73Kt9TrkE/s200/DSC03060.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;"A distinção entre passado, presente e futuro não passa de uma firme e persistente ilusão" - Albert Einstein.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A impressão, ou seja, a percepção física do passado se dá através da filmagem ou fotografia dos acontecimentos, e também pelo que fica gravado em nossa memória. É somente dessa maneira que o passado se significa, porém, se não houvesse luz não teríamos como contar o tempo, ele seria imperceptível.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nossa residência na Bahia ia de uma rua a outra. Numa rua ficava a moradia, o nosso lar; na outra rua, paralela, ficava o comércio, a padaria, e entre elas um florido corredor de ligação. Madrugada, o meu pai levantava do seu quarto, silenciosamente, atravessava o corredor e chegava à padaria para fazer o pão. Eu, ao mesmo tempo, pés após pés, ia atrás dele - então, se fazia a luz -, ele me pegava no colo, colocava-me na rede armada na padaria e eu deixava meus olhos percorrer as gotas de suor escorrendo pelo seu corpo antes de me perder em sono recheado de sonhos. Eu tinha quatro anos, essa é a primeira imagem da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Morando em São Paulo, casado, a minha filha, minha Rosa, florindo aos quatro anos, me perguntou, ao ver um negro passar em nossa rua, o porquê dele ser "preto". Expliquei o motivo e disse que nós também éramos negros. Ela finalizou: "Pai, eu não sou "preta", eu sou é rosa. A primeira imagem que eu tenho dela não é essa. Lembro como se estivesse acontecendo hoje, o chumaço preto de seus cabelos querendo brotar da sua mãe – então, se fez a luz – e o médico puxando-a para a vida a deu para ser levada à enfermagem para a limpeza. Uma cena espantável, porém, divina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Domingo cedo, assistindo a corrida de fórmula um, o meu filho, meu pequeno Cravo, aos quatro anos, subiu no sofá e sussurrou, como sempre faz, nos meus ouvidos: “Pai, posso assistir com você?”. Seus sussurros devem conter algum pó de pirlimpimpim, pois nunca consigo dizer não para ele. No entanto a primeira imagem que eu tenho dele não é essa. Lembro como se estivesse acontecendo agora, ele preso na incubadora da UTI pré-natal, talmente a semente que ainda necessitava do chão para brotar. Após quinze dias se fez luz, e, ele, tal qual o botão de cravo que abre as suas pétalas para se significar como flor, abriu os seus olhos à vida. Uma cena espantável, porém, divina. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Neste mesmo domingo, minha Rosa, hoje com dez anos, conversando com sua mãe, a minha Flor de Liz, girou nos calcanhares, e, como se o giro avançasse o filme, eu a vi mulher. Confesso que isso me abalou, então a chamei e ao abraçá-la chorei. Surpresa, ela quis saber o motivo das lágrimas. Sem meias palavras lhe disse que a vislumbrei como uma mocinha. Entre risos, ela me disse que eu era um pai estranho, pois chorava por ver a sua filha crescer. Ela permaneceu abraçada a mim como se quisesse me confortar. Eu tive que abrir os braços, e percebi que o perfume da Rosa não era mais infantil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A velocidade da fórmula um parecia acelerar o tempo, meu Cravo, grudado na televisão assistindo a corrida, não se levantou e nem sussurrou nos meus ouvidos: “Pai, eu não vou crescer”. Porém, o seu perfume permanecia infantil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem de arquivo pessoal &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-3812047678558614853?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/3812047678558614853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/memorias-do-meu-jardim.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3812047678558614853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3812047678558614853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/memorias-do-meu-jardim.html' title='Memorias do meu jardim'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kyHXyltcKvc/TmKI3jE6PEI/AAAAAAAAAws/PS73Kt9TrkE/s72-c/DSC03060.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-4896111105415410158</id><published>2011-09-06T11:45:00.011-03:00</published><updated>2011-09-06T21:19:35.613-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenagem'/><title type='text'>A tinta - Ensaios sobre o papel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-43rP8yjzgQ4/TmKSQwNVLhI/AAAAAAAAAww/fNKy2lY86dM/s1600/tinteiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-43rP8yjzgQ4/TmKSQwNVLhI/AAAAAAAAAww/fNKy2lY86dM/s200/tinteiro.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A tinta não sabia quanto tempo estava presa ali, mas no estado que estava, líquida, pouco lhe importava, afinal, o tempo não passa de uma obsessão humana, determinante para deixar as camadas do sofrimento sobrepostas. Ela era de alegria, por isso, liquida, poderia fluir sobre o tempo. Ela também, tampouco, se incomodava com o cheiro do ambiente. O que é o odor, quando a felicidade pode ser absorvida pelos outros sentidos, quando refletindo sobre ela, a beleza serena da escritora se transfigura em imagens idílicas, quando até mesmo no seu silêncio ela ouve a poesia se transmutando pelo seu sorriso, quando na tentativa de escrever, os dedos da escritora dão a sensação que flutua sob seda, ou, então, desesperada ao tentar escrever, passando o dedo na língua para folhear o caderno como quem buscasse uma palavra mágica que desse início ao texto perdida entre as folhas, por engano, a escritora leva o dedo ao tinteiro e a tinta sente o gosto âmbar de sua saliva percorrer por todo o tinteiro a significar toda ternura da artista que leva consigo um céu. E mesmo sendo só uma cor, o azul, a escritora ao escrever dava-lhe, pelas letras desenhadas no papel, todas as cores das asas duma borboleta e a tinta era acometido por uma metamorfose, pois as palavras, escrita pela escritora, usando-a, eram risos e choros no rosto de quem lia. Já valeria a pena ter existido só por este momento. Mas a escritora havia parado de usá-la. Ela estava ali, inerte, dentro do tinteiro, esperando que, a escritora, ao escrever, a usasse, assim a vida significaria por todos os sentidos. Ela seria sólida, então, o tempo se encarregaria de sobrepor sobre o papel o peso da idade, mas ela continuaria viva nas lembranças de quem a leu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;   &lt;o:TargetScreenSize&gt;544x376&lt;/o:TargetScreenSize&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O tempo é cruel em qualquer estado. Ao líquido, evapora-o, se houver massa contida nele, seca-a. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Havia tempo que a pena não ia ao tinteiro, porém, o que ela não sabia é que bastaria a tinta sentir a pena tocá-la para a vida pulsando por fios invisíveis ser trazidos pelo toque suaves dos seus dedos aveludados e assim, novamente liquida solidificar no papel os significados da vida.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ila pegou o tinteiro e percebeu que ele estava seco, não desistiu, pegou a pena, mergulhou-a no tinteiro e deitou a tinta no papel assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;"Deixei que o tinteiro secasse aberto por sobre a mesa e o azul líquido escorreu por sobre a folha e desenhou uma espécie de nuvem..." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Clique &lt;a href="http://ilaine-ensaios.blogspot.com/2011/08/pouso.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e leia o texto que inspirou a crônica&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://ilaine-minhacasa.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-4896111105415410158?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/4896111105415410158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/tinta-ensaios-sobre-o-papel.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/4896111105415410158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/4896111105415410158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/tinta-ensaios-sobre-o-papel.html' title='A tinta - Ensaios sobre o papel'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-43rP8yjzgQ4/TmKSQwNVLhI/AAAAAAAAAww/fNKy2lY86dM/s72-c/tinteiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2426376118181239621</id><published>2011-09-02T13:00:00.003-03:00</published><updated>2011-09-02T13:09:34.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>O lado escuro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-M73bh8rhAfM/TlmE2-dDKiI/AAAAAAAAAwg/vaRBfkvKLVQ/s1600/homeless.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-M73bh8rhAfM/TlmE2-dDKiI/AAAAAAAAAwg/vaRBfkvKLVQ/s200/homeless.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt; 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O medo não estava lá fora, mas em si mesmo, nos seus atos, se ele se deixasse levar pelo que estava aflorando no lado escuro de sua mente. Sentado na calçada, encolhido e recolhido em seus pensamentos, com as mãos apontadas para o céu, tambolirando os dedos, ora uns contra os outros, ora contra a própria cabeça, ele conversava consigo mesmo sem saber quem sairia vencedor nessa luta infrene de si contra si mesmo. Na própria calçada, rolou de um lado para o outro, esmurrando o ar tentando atingir o ser imaginário do lado escuro de sua mente que o insuflava a agir. Tateou o chão, perscrutando-o, em volta de si, olhou para cima e como se estivesse cercado de abelhas, espalmou o ar na tentativa de expulsar os insetos, porém, ele não sabia que eram os seus pensamentos que o estava aterrorizando. Em pé, não percebera as pessoas que passavam, seus olhos fixados em um ponto, como se estivessem olhando num espelho, enxergavam somente a si, e não tendo medo, rindo para si, disse, é isso mesmo. Andou alguns passos, aproximou-se da árvore no meio da praça, girou os olhos em volta e encontrou o que estava procurando. Retirou o saco da lixeira, revolveu o lixo e, enfim, encontrou um pedaço de sanduíche comido. Limpou-o na própria roupa encardida que usava e abocanhou-o com tanta voracidade que mordeu uns dos dedos da mão. Saciado com o mísero pão, virou-se para o lado e disse para o ser imaginário do lado escuro da sua mente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Dessa vez eu te venci.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Rindo, o outro lhe abraçou e lhe respondeu convicto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Hoje, sim. Porém, amanhã, quando não achar o alimento, você o roubara. É da nossa natureza o crime.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele adormeceu, sentiu uma luz aproximando, viu um anjo pegá-lo pelo braço e levá-lo. Freou ao percebe que o ser imaginário do lado escuro da sua mente não os acompanhava. O anjo explicou que para aonde estavam indo só entrava pessoas dotadas de luz, a escuridão ficava do lado de fora, por isso seria inútil levá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A noite estava escura, as nuvens vestiam a lua de trevas, a rua pincelada de cinza enegrecia o ambiente, as lâmpadas no postes eram um ponto perdido no ar, destoavam no cenário plúmbeo, pois não iluminavam. No meio da praça, deitado próximo da árvore, ele, com um sorriso iluminado no rosto devido ao sonho, não percebeu quando a moto aproximou jogando sobre si a luz do farol. Duas pessoas vestidas de preto com um capacete na mesma tonalidade retiraram de suas mochilas pretas um frasco, jogou o conteúdo líquido sobre ele, acendeu um cigarro, tragou-o esbaforindo a fumaça no ar e com os dedos arremessou-o sobre ele. Aceleraram a moto, fez um cavalo de pau, empinou-a e saiu em disparada dando gargalhadas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Escuros, sumiram no meio da escuridão noturna. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por alguns instantes a praça se iluminou, mas assim que as labaredas cessaram, voltou à escuridão de antes. Ventos revoltos levaram as cinzas do corpo carbonizado, indelével, no chão, a marca escura do que ali ocorrerá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O sol rompia no horizonte iluminando o dia, algumas pessoas saíam de suas casas deixando para trás o amor ao próximo, iam escuras...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Imagem clique&lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;p=homeless&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image#3"&gt; aqui &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2426376118181239621?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2426376118181239621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/o-lado-escuro.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2426376118181239621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2426376118181239621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/09/o-lado-escuro.html' title='O lado escuro'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-M73bh8rhAfM/TlmE2-dDKiI/AAAAAAAAAwg/vaRBfkvKLVQ/s72-c/homeless.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-282480244235004138</id><published>2011-08-30T12:00:00.009-03:00</published><updated>2011-09-01T14:03:32.260-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia a dia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Os meus vastos cabelos negros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rLTVzXtVkZY/Tlg0PkH-ueI/AAAAAAAAAwc/r9MfkrCb-ww/s1600/eder+na+mata+atlantica_edited.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-rLTVzXtVkZY/Tlg0PkH-ueI/AAAAAAAAAwc/r9MfkrCb-ww/s320/eder+na+mata+atlantica_edited.jpg" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Houve uma época que os meus vastos cabelos negros diziam sobre a minha disposição, energia, jovialidade, e sobre como significava como pau prá toda obra, não que eu me considerasse um Sansão, longe disso, porém, não deixava nenhuma Dalila preocupar-se com os seus cachos, eu não dava tempo para isso, pois não a deixava colocar a cara para fora da alcova, a cama não era usada para o descanso, diuturnamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se notarem o vocabulário usado no texto acima, mais precisamente a palavra para denominar o quarto, alcova, verão que estou mais passado do que propriamente amadurecido, ou seria mais correto dizer que sou passado. E antes que um dos meus leitores confabula com os seus miolos que o correto seria dizer que estou apodrecido, vou me adiantando, não estou e nem sou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porém, houve uma época, creio que entre os meus dezoito e vinte e cinco agostos, que não havia a necessidade de me olhar no espelho para saber se os meus vastos cabelos negros continuavam vastos e negros. Não obstante, aos vinte e cinco agostos, eu ousei olhar, e para a minha surpresa, contei o primeiro fio de cabelo branco. Passou-se o tempo e mais fios brancos foram agregados a minha cabeleira em detrimento dos fios negros. As idas ao espelho tornaram-se constantes e aos trinta agostos me deparei com a queda dos fios, aos trinta e um percebi que além dos fios de cabelo, a pele também caía e além da pele, desesperei, caía outro órgão, além dos músculos, que tão bem significa qualquer Sansão, isso é bíblico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nessa época, ainda não havia inventado um medicamento para elevar o combalido órgão, portanto, procurei na medicina popular um medicamento que evitasse a queda dos já não tão vastos cabelos negros e me indicaram a Finasterida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Durante dois agostos, eu tomei a Finasterida, e por incrível que pareça, quanto eu mais tomava, mais caía, não o cabelo, não a pele, mas o bendito órgão que tão bem significa qualquer Sansão. Nesta época, eu comecei a trabalhar na indústria gráfica do setor de bulas para medicamentos e lendo a bula da Finasterida, vi escrito: ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR A PERDA DA LIBIDO. Antes que o medicamento enterrasse de uma vez o careca, resolvi suspendê-lo correndo o risco de ficar careca, mas afinal, não é dos carecas que elas gostam? Dalila que o diga.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aos treze deste mês, eu completei quarenta e sete agostos, e se for do gosto, mesmo atrasado, de alguém querer me presentear, deixo claro que não aceito bengala, peruca, bonés e afins, por fim, Viagra e o seu concorrente, pois sim, ele existe, e para os interessados, chama-se Helleva. Enfim, digo isso com muito gosto, aos trinta e três agostos, eu me casei com a Dalila certa, por certo, cuida tão bem dos meus cabelos que posso dizer que não sou um SANSÃO, porém, me considero um sanSÃO, pois não tenho a jovialidade dos dezoito agostos, mas tenho a disposição, e a energia. E é devido à destreza dela em cuidar da minha cabeça que não houve mais quedas, não que eu tenha os mesmos vastos e negros cabelos, mas que importância tem isso, com a Dalila que tenho, mesmo se perdesse todos os fios, eu me manteria de pé.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem de arquivo pessoal &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-282480244235004138?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/282480244235004138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/os-meus-vastos-cabelos-negros.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/282480244235004138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/282480244235004138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/os-meus-vastos-cabelos-negros.html' title='Os meus vastos cabelos negros'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rLTVzXtVkZY/Tlg0PkH-ueI/AAAAAAAAAwc/r9MfkrCb-ww/s72-c/eder+na+mata+atlantica_edited.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2361098583781918472</id><published>2011-08-26T12:00:00.002-03:00</published><updated>2011-08-26T21:21:07.446-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Um novo começo - Última parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HwbaLnkI5A0/TlbijLg6ZnI/AAAAAAAAAwY/RZWUvTVHuxI/s1600/angel.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-HwbaLnkI5A0/TlbijLg6ZnI/AAAAAAAAAwY/RZWUvTVHuxI/s200/angel.jpg" width="135" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable	{mso-style-name:"Tabela normal";	mso-tstyle-rowband-size:0;	mso-tstyle-colband-size:0;	mso-style-noshow:yes;	mso-style-parent:"";	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;	mso-para-margin:0cm;	mso-para-margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ansi-language:#0400;	mso-fareast-language:#0400;	mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando o encontro com a morte parecia inevitável, eu senti uma mão sobre o meu ombro puxando-me para cima, interrompendo a minha queda. Percebi o rio, agora a pouco manso, revolto, debatendo-se na parede do cais antes de eu virar a cabeça e olhar aquele rosto belo de tez clara e cabelos cacheados da cor do ouro, brilhante como o sol. Encantei-me, seu corpo era todo poesia, sua voz aromática e veludada dizia tudo de sua alma, pura música. Visualizei asas em seu ombro, não dei importância, afinal, devido ao encantamento, achei que estava delirando. Quando dei por mim, meus sentimentos eram de amor para aquele encanto de mulher. Li nos seus olhos que ela sentia o mesmo. Levei os meus lábios ao encontro dos seus, ela os deteve, suavemente, com os dedos e me pediu:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;"Prometa que nunca mais desejará a morte, seu desejo, sua vontade sempre será a vida e que nunca você quebrará essa promessa"&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;"Há pouco tempo atrás pedi a Deus a boa morte e que ela viesse pelas mãos de um anjo, e Ele me mandou a vida, você. Prometo nunca mais desejar a mor... Corrijo-me, prometo desejar somente a vida e a partir de hoje, mesmo não sabendo o seu nome, eu a chamarei de Vida, pois a vida veio-me pelas suas mãos". Disse-lhe com os olhos marejados e a voz cortada por soluços.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Beijamos-nos e por um instante via as asas sumirem. O que o amor não faz na mente de uma pessoa&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;FIM&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele tirou um cigarro da carteira, acendeu-o com uma alegria incontida, tragou-o segurando ao máximo a fumaça deleitando-se em um prazer indizível. Percebeu a sua esposa descendo as escadas, pegou-a pela mão e lhe disse:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Pronto, terminei. Vida, desça aqui e vem dar uma olhada na história que acabo de escrever. Como você é minha primeira leitora e crítica, dê a sua opinião. - Ao abandonar o cigarro no isqueiro, ele a abraçou por trás beijando o seu pescoço, sem atrapalhar a leitura.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ao terminar de ler, desfazendo de seu abraço, Vida estava trêmula e lívida. De soslaio, ela olhou as portas e janelas para certificar que estavam trancadas, sabendo que mesmo que estivessem, seria inútil, pois nada a deteria. Estupefata, ela se jogou no sofá em prantos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Diz alguma coisa. Você está me assustando com essa reação. Não é para tanto, é apenas mais uma história, e por mais que você diga que escrevo bem, creio que você está exagerando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Delete isso, agora. - Ela já sabia que mesmo que ele deletasse, as profundezas do Limbo tinham pressentido a história e logo abriria as portas do inferno para a captura.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Não posso, sou um escritor. Pode não parecer, mas o que está escrito aí não me pertence mais, precisa ser lido. Repito, é apenas mais uma história.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Não, não é apenas mais uma história. Meu Deus, como isso foi acontecer. - Desesperada, ela aponta para o monitor do computador. - Isso era para estar morto em teu inconsciente, nunca deveria ter aflorado. Aconteceu conosco de acordo com o que está escrito. Você teve um bloqueio induzido por mim, e daquele dia até agora, você não teve um fio de lembrança sobre o acontecido. Não entendo como isso veio à tona. Não era para vir, vou te perder para ela, será uma luta inenarrável te recuperar novamente. - Perturbada, ela levou as duas mãos a nunca e a enterra entre os joelhos, inerte, não sabia como agir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Boquiaberto, ele estava incrédulo, porém, orgulhoso por a história ter levado ela aquela reação. Leu de novo para certificar-se que era tão realista assim. Retirou seus olhos do texto ao ouvir a voz dela pedindo atenção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Amor, tem mais uma coisa. As asas não eram imaginação sua. Eu era uma anjo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Lembra que eu sempre lhe pedia para não desejar a morte?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Sim, Vida, lembro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Então, naquele dia na igreja ao pedir a boa morte, Deus lhe deu uma nova chance. Era para eu lhe tirar dos braços da Morte. E assim eu fiz. - Demonstrando cansaço na voz, ela passava a ideia de remorso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Bull shit! - Disse num inglês aprendido ao assistir filme estadunidense. - Você sabe que eu não acredito nisso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Ouça-me - Gritou. - Não temos mais tempo, sinto que as portas do inferno foram abertas. Então, quando eu te salvei, apaixonei-me por você e tive que escolher entre o céu e a terra, entre continuar nos braços do meu Pai ou nos teus. Por isso você viu as asas sumindo, eu te escolhi. Tornei-me um anjo caído, e o teu desejo pela vida é que me fazia humana. Se voltasse a desejar a morte eu voltaria a ser um anjo. Percebe minha voz, isso está acontecendo, daqui alguns instantes só me comunicarei pela força do pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Mas como você mesmo disse, a história estava represada no meu inconsciente, é apenas fruto do meu pensamento e não um desejo consciente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Só o ato de pensar já é um desejo, o fato de ter escrito já expressa a sua vontade, e quando você leu e permitiu-me que eu lesse, materializou o seu desejo. Você abriu o canal que te liga à Morte, nenhuma força terrena pode fechá-lo. Será feito a sua vontade, não tem como escapar, a Morte também já o deseja. Percebo-a de mortalha aberta, sorriso satânico, saindo do Limbo, sequiosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A casa começou a estremecer, o céu repentinamente escureceu, portas e janelas abriram e fecharam pela força do vento, e o chão tremeu abrindo fendas em forma de xis. O medo apossou dele, desesperado, implorou aos céus que lhe salvasse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Amor, não se desespera, tenha fé em Deus. Olhe, minhas asas estão crescendo! Estou me transformando em anjo. Logo estarei nos braços do nosso Pai. Abra a sua mente que lhe falarei por pensamento. - O seu entusiasmo por ter voltado a ser celestial o desesperava.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Me salva! - Ele disse a ela desesperançado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;"Não posso, já fiz isso uma vez". - Ela havia perdido a condição humana de se comunicar, a voz; e se comunicava pela condição divina, o pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Isso é desumano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;"Não, se tiver fé, verá que é divino". &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Você vem me falar de fé logo agora que eu estou preste a morrer. Daqui a pouco serei nada. Como ter fé em uma situação dessas. - Ele não conseguia mais articular as palavras, estava desesperado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;"Ouça-me com atenção. Não lute contra a Morte, aceita-a, deseja-a como ela o deseja e tenha fé em Deus que após a sua morte nos encontraremos no reino do céu e seremos felizes para sempre, nos encontraremos de novo para amar. O amor vivido na terra, assim no céu será. Amo-te. Tenha fé, logo te verei".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele a viu pela última vez, as portas do céu se abriram, somente para ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Enfim o inferno se fez sobre e sob ele. Sentindo-se dentro do furacão, ele não teve força para lutar. As lavas satânicas brotavam sob os seus pés. Tudo queimava, o calor era insuportável. Ele fechou os olhos para não ver o rosto da Morte, símile a sua primeira namorada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando estamos prestes a morrer, tendo fé ou não, nos apegamos a Deus a espera da salvação. O cheiro da Morte pairava no ar, ele a sentia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O abraço mortal foi sentido por ele quando a Morte cravou as suas garras em seu ombro. O sangue escorrendo pelas suas costas, ao pingar no chão, se confundiu com as lavas satânicas, como se fossem feitas da mesma essência, e são quando a semeadura se dá no pecado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele sentiu os pensamentos do seu anjo furar a barreira infernal pedindo-lhe que beijasse e desejasse a Morte. Após o beijo, a Morte lhe cravou os caninos pontiagudos, lhe arrancado um naco de carne do pescoço. Os dois, atrelados, giravam no ar em um frenesi carnal. A Morte, satisfeita, se desvencilhou dele, com a força do olhar o sustivera no ar, abriu a sua mortalha e fez surgir, por entre as pernas, um tridente com lâminas de aço, cravejou-o nas partes íntimas dele, triturando-as. Ainda com o tridente cravejado, puxou-o para cima de si, esticou o seu longo rabo secular com ponta forjada no caldeirão do demo e deu o golpe fatal cravando-o nas costas dele. Uma lágrima, como se fosse a última gota líquida no seu corpo, caiu o chão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Satisfeita, as gargalhadas mortíferas ecoaram por todo o Limbo assustando aqueles que ali se encontravam, pois eles reconheceram o riso vitorioso da Morte. O riso também foi escutado no céu, juntamente com uma voz exaurida, tão desejada pela Vida, pedindo ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele, sentindo a morte se aproximando, a vida sendo exaurida, arrependido, orou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;"Pai, sei que não sou merecedor do seu perdão, os erros cometidos foram muitos, porém, Pai, peço-lhe humildemente que a minha estadia no Limbo não seja tão sofredora como está sendo a minha passagem da vida terrena para a celestial, se assim for a Sua vontade. Pai, se me fosse possível, eu me prostraria de joelhos aos seus pés, mas não posso por estar preso nas garras da Morte. Contudo, pai, lhe agradeço por me permitir sentir o seu amor. Pai, não há dor em mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E assim a morte lhe acometeu, a vida lhe foi tirada. Tombou a cabeça para o lado e uma última lágrima caiu de seu olho, como se fosse a derradeira gota líquida em seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Pobre Morte, por ter apenas o sentimento da morte, não sabe que tão certo quanto a sua chegada é a eternização da vida. E mais ainda, não sabe que o Pai nunca deixa de assistir um filho quando o arrependimento é sincero, seja o seu estado físico ou anímico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quando a última lágrima, gota de arrependimento, caiu no chão, esfriou as lavas satânicas, dando-lhe uma tonalidade rosa bebê. Alguns segundos depois, movida pelo amor contida na lágrima, a cor ganhou tonalidade branco celestial. Aproveitando que o ambiente estava iluminado, Vida o retirou das garras da Morte. Ao abrir os olhos, eles demonstravam uma alegria colorida, e o sorriso era uma jazida de diamantes, cujo valor em si era incalculado. Percebendo que ela estava sem as asas, intrigado, perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Como você perdeu as asas?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Tive que fazer uma nova escolha. Definitiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Isso quer dizer o que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Que não sou mais um anjo caído, mas humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Então nos foi dado uma nova oportunidade para reescrevermos a nossa história?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Sim, e essa história não tem fim. Você acha que está preparado para um novo começo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele respondeu deixando os seus lábios, demoradamente, sobre os dela. Abraçados, partiram iluminados. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Imagem cliqu &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;p=angel%2Bwoman&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image#4"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2361098583781918472?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2361098583781918472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/um-novo-comeco-ultima-parte.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2361098583781918472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2361098583781918472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/um-novo-comeco-ultima-parte.html' title='Um novo começo - Última parte'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HwbaLnkI5A0/TlbijLg6ZnI/AAAAAAAAAwY/RZWUvTVHuxI/s72-c/angel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-1281898322658420268</id><published>2011-08-23T12:30:00.003-03:00</published><updated>2011-08-25T20:42:14.982-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Um novo começo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-p5jbzDU4IAk/TlG3Dr5egYI/AAAAAAAAAwU/5OGSntU6PM4/s1600/woman.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-p5jbzDU4IAk/TlG3Dr5egYI/AAAAAAAAAwU/5OGSntU6PM4/s200/woman.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt; 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&lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São os desejos que nos tornam vivos, por eles sofremos, por eles vivemos para no final, com todos os desejos realizados, a morte, nunca desejada, ser a finalizadora do nosso desejo maior, a vida. E como é inútil a vida, essencialmente sofrível para a redenção vir após a morte, sendo que após ela o que há senão o nada. E é assim o teatro da vida, não importa em que peça você atua, pois todas as personagens, seja herói ou bandida sofrerão, causarão dor, terão um mínimo de felicidade, e quando a vida cansar delas, irão todas de encontro ao que sempre as esperam, a morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estou na metade do que penso ser minha existência, sem saber realmente se estou no mundo dos vivos ou dos mortos. E o estranho de tudo isso é que não acredito em vida após a morte. Mas quais as certezas que nos temos? Quem me garante que não há vida no nada? Só em pensar, ele já existe por si só.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Acreditei que amando seria o suficiente para ser feliz. Já homem feito, eu fui à busca deste amor, e no meu primeiro amor acreditei que tinha encontrado a felicidade. E é sempre assim, quando amamos acreditamos ter encontrado o amor verdadeiro, o amor definitivo, mas quando o amor termina percebemos que todas as certezas são nulas, isso não pelo fato de o amor ter acabado, mas sim porque quando se está amando, de alguma forma nos iludimos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O meu primeiro amor eu encontrei num destes momentos fortuitos que a vida nos oferece. Estava indo ao ponto de ônibus quando um garoto apressado, correndo, esbarrou em uma mulher que vinha em sentido contrário. Após o esbarrão o garoto desapareceu misteriosamente, mas que importância tinha esta imagem se, diante de mim, meus olhos viam a beleza em forma de mulher. Encantei-me. Tudo que ela tinha nas mãos foi ao chão. Abaixei para ajudá-la, ela olhou nos meus olhos e assim ficou. Disse-me: “É você”. Dali para cama não decorreu uma semana. Enfermeira, ela não tinha horário livre para nos encontrarmos e quando ocorria de nos encontrarmos, era na horizontal que éramos felizes. Hoje percebo que a pior forma de encontrar o amor é pelo sexo. E vivemos assim por dois anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Meu amigo casaria daqui uma semana. A turma faria uma surpresa para ele na sua despedida de solteiro. Seria numa casa noturna. Como eu estava preparando a comemoração de dois anos de namoro, fiquei alheio à surpresa. Quando o carro parou na porta de minha casa o meu amigo estava vendado. Encaminhamos para o inferninho. Chegando lá tudo estava preparado. Um bolo enorme de um metro e oitenta estava no centro do palco. Quando tiraram a venda dos seus olhos, meu amigo percebeu onde estava, a felicidade tomou conta do seu rosto. A música começou a tocar e por detrás das cortinas surgiram seis dançarinas bem vestidas, e aos poucos suas vestes foram caindo, quando demos conta do espetáculo, elas estavam apenas com as partes de baixo. O bolo se parte no meio, e para surpresa nossa surge de dentro dele uma dançarina fantasiada de diabinha. &lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;“I’m sexy, so sexy; I wanna make love with you...” &lt;/span&gt;Ela cantava apontando o dedo para meu amigo, e aos poucos, suavemente, ela tirou a fantasia. O céu desabou sobre minha cabeça quando ela se mostrou como veio ao mundo. Se a surpresa era para meu amigo, quem foi surpreendido fui eu. Diante dos meus olhos estava minha primeira namorada, meu único amor. Saí dali quando meu amigo foi jogado no palco e ela acariciava com os dedos dos pés os seus mamilos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O tempo estava de acordo com o meu estado de espírito, melancólico. Encaminhei-me para casa, pois nada do que eu visse ou sentisse mudaria o meu estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Esperarei a diabinha, (há pouco tempo atrás era meu único amor, meu primeiro amor) terei que matá-la. Matá-la. A idéia da morte estava me fascinando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ela, quando entrou em casa, chegou toda dissimulada. Que ótima atriz seria, afinal toda puta é. Aproximou de mim para beijar-me, afastei-a com as mãos com certa violência. Ela estranhou. Disse que não precisava mais fingir, eu já sabia de sua vida dupla. Cantei imitando&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt;-a. “I’m sexy, so sexy; I&lt;/span&gt; wanna&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language: EN-US;"&gt; make love with you...” &lt;/span&gt;Ela riu e disse-me que nós faríamos uma bela dupla de stripper. Eu esbofeteie-lhe o rosto esperando sua reação para de uma vez liquidar com sua vida. Para minha surpresa ela pediu que eu a batesse com mais violência. Assim fiz. Quando dei por mim eu estava com todos os apetrechos sado-masoquista. Seu corpo sangrava, os pingos de vela avermelhavam mais ainda sua pele branca. Eu que pensei que a levaria à morte, levei ao prazer. Dor e prazer se misturavam. No seu rosto estampava o êxtase, vi um fio de dor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É nesses momentos que pensamos que nos conhecemos e somos surpreendidos por nossos sentimentos, e entramos em conflito quando os sentimentos são sórdidos e vão de encontro ao que racionalmente acreditamos ser correto. Ao batê-la estava também sentindo prazer. Excitei-me. Pela última vez fiz sexo com ela. Mas antes de ir embora a vi, tal qual um cão pitbull pronto para abater a presa, vociferar. “Vivo ou morto, hoje, você será meu para sempre”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Era dia ainda, e eu noturno. As imagens do que eu acabara de fazer atormentavam-me. O que eu sabia de mim mesmo nunca poderia ter me levado a praticar atos tão sórdidos, eu que acreditava que através do amor seria salvo... Não, não existe amor, todos nossos atos, todos nossos desejos são prostituídos, tudo é fome que se sacia através do sexo. Meus pensamentos efervesciam, minha alma estava sofrendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Autoflagelo. Precisava sangrar a carne para purificar a alma. Exorcizar meus fantasmas. Pela morte a salvação. Agachei e peguei um caco de vidro e comecei a sangrar o meu corpo. Quem passava por mim olhava-me com certa indiferença. Hoje em dia ninguém dá importância ao outro, as suas dores. Somos egoístas, nunca nos vemos nos outros, principalmente quando estes sofrem. Perdemos nossa sensibilidade. Tudo é banalizado. Só Deus para nos salvar. Apesar de minha fé ser inconstante, eu entrei numa igreja para desencargo de consciência, mas Deus poderia estar ali?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Igreja deserta, o ar em volta era de paz, as chagas do meu corpo ainda sangravam. Ajoelhei, cabisbaixo orei. “Deus que a morte seja minha redenção e que seja uma boa morte e que ela venha pelas mãos de um anjo”. Decisão tomada, iria me matar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A noite caía tranqüila e clara, enquanto eu, soturno, mergulhado em minha melancolia era todo escuro. Andei alguns metros até a ponte e lá senti a calmaria em minha volta. O rio estava manso, sem ondas, olhei-o fixamente, era escuro e mesmo assim tive a impressão de ter visualizado a imagem da minha primeira namorada travestida de morte a me chamar. Neste instante onde à vontade de morrer é maior do que a de viver, eu, sem nenhuma saída, entristeci e vi o rio avolumar-se. A distância que nos separava a pouco, que era de cinco metros, não passava de um palmo. Eu vi a diabinha vestida no seu corpete a cantar. “I’m sexy, so sexy...” Ela me sorria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; CONTINUA&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;p=devil+woman&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-1281898322658420268?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/1281898322658420268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/um-novo-comeco.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1281898322658420268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1281898322658420268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/um-novo-comeco.html' title='Um novo começo'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-p5jbzDU4IAk/TlG3Dr5egYI/AAAAAAAAAwU/5OGSntU6PM4/s72-c/woman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-6743467533587296912</id><published>2011-08-18T22:14:00.001-03:00</published><updated>2011-08-20T14:32:31.256-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Minha periquita era um louro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qoJPOi2tTdo/Tk23Pt4BFnI/AAAAAAAAAwQ/oMuJ4UEuCVY/s1600/arara.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://1.bp.blogspot.com/-qoJPOi2tTdo/Tk23Pt4BFnI/AAAAAAAAAwQ/oMuJ4UEuCVY/s200/arara.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ai! Como doerá escrever essa crônica, pois só eu sei sobre quais escombros ela será escrita. Ei-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alguns acham a ciência um deus, outros blasfemam achando-a o próprio Deus. Não sei em que dado momento da história, a ciência disse que o macaco ao descer da árvore e andando ereto se tornou um hominídeo. Muitos passos depois chegamos aqui, e para inveja das mulheres, a ciência usando de um modelo masculino o transforma em mulher. E isso só é possível porque com a revolução industrial e as grandes guerras, o mercado precisava de mão de obra. Restou à mulher se candidatar para as vagas devido os seus respectivos maridos estarem guerreando. Antes desse advento era fácil reconhecer tanto o gênero feminino, quanto o masculino pelas suas atitudes. Depois disso não se reconheceu mais o gênero feminino, pois ele se igualava nas atitudes másculas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O louro resolveu sair do armário, pelo tamanho da comissão de frente e da dispersão, seria melhor dizer que ele resolveu sair do guarda roupa montado nas cores são paulina, vermelho, branco e preto, brincos e batons lilás, sombras azuis e um sapato de salto alto bico fino na cor rosa. Estava um verdadeiro arco-íris.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se o hominídeo deu alguns longos passos para a sua evolução, a ciência deu mais ainda, e do louro não poderia dizer outra coisa, pois ele se transformou em uma bela periquita. Foi nesse estado que eu a conheci.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O louro resolveu parar de usar o "o", o artigo; o outro artigo ele nunca deixaria de usar. Portanto, Mario passou a se chamar Maria. Eu sem saber fui a Maria tentando furar a sua comissão de frente. Barrado já adentrando as linhas laterais da avenida, fui direto para a dispersão. Era o ó do borogodó, não tive como ficar dispersivo. Ativo, entrei e saí da dispersão amiúde por saber que a comissão de frente me era proibida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chega certo momento que - para se ter um julgamento justo da sua evolução e da dela também - a comissão de frente tem que se mostrar para dizer para que veio. Ela disse ao mostrá-la para mim. Pensei que a comissão de frente estivesse fantasiada de aranha, quem sabe uma carambola madura rachada no meio, soltando seu sumo pela abertura. Mas não, ela estava fantasiada de jardim do éden com uma cobra bem no meio tentando expelir o seu veneno, ou então, tava mais para uma árvore de natal com duas bolas estourando em brilho. Foi aí que eu entendi porque papai Noel leva o saco atrás, a culpa é da rena.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bem, nessa hora vocês devem estar se perguntando por que eu não o reconheci pelo timbre da voz. Confesso, ele, melhor dizer ela, para não manchar a minha já manchada biografia. Repetindo, ela fez uso da língua e da boca para tudo, menos para a fala. Porém vocês devem estar curiosos, no inicio eu não disse que a ciência consegue, sobre um modelo masculino, transformar ele em ela. Consegue sim, o contrário que é impossível, contudo, eu disse também que essa crônica iria me doer. Pois amigos, ela queria continuar escrevendo a sua história, e para isso, não dispensou a sua caneta. Não preciso dizer da dor que senti, a sua escrita era forte. Além disso, a sua caneta era de ponta grossa, e sua história era uma epopéia homérica... que não queria ter fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=arara"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-6743467533587296912?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/6743467533587296912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/minha-periquita-era-um-louro.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/6743467533587296912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/6743467533587296912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/minha-periquita-era-um-louro.html' title='Minha periquita era um louro'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qoJPOi2tTdo/Tk23Pt4BFnI/AAAAAAAAAwQ/oMuJ4UEuCVY/s72-c/arara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-509930142075053322</id><published>2011-08-15T12:30:00.002-03:00</published><updated>2011-08-16T20:24:02.375-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>A casa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-A46ajM9jLzk/Tkh0hV5NkpI/AAAAAAAAAwM/g7CKWv3rgcI/s1600/casa+velha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-A46ajM9jLzk/Tkh0hV5NkpI/AAAAAAAAAwM/g7CKWv3rgcI/s320/casa+velha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;"Estou lhe esperando. Precisamos pôr fim a nossa história. Me encontre na casa".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando ele leu o bilhete, ficou receoso de ir, contudo, precisava acertar as contas com o passado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A ventania tinha levantado algumas telhas, porém, como se elas tivessem apego pela casa, sustiveram-se no ar o tempo suficiente para o vendaval passar e voltaram para sua posição habitual. Ouviram-se murmúrios, pois ao assentarem nas ripas, as telhas soltaram suspiros de alívio. O tempo havia sobreposto nas telhas camadas lodacentas, impedindo que elas expressassem o seu sofrimento devido o abandono.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A copa da árvore em frente da casa, outrora frondosa e florida, estava carregada de solidão. As suas folhas amarelas, não se sabe se pelo tempo ou pelas agruras, trincavam-se e ao se esfacelar, perdiam-se no pó do esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma das janelas, presa por apenas um dos pinos da dobradiça, veio ao chão assim que uma rajada mais forte de vento abateu sobre ela, dando passagem ao odor guardado de sofrimento aprisionado dentro da casa. O alívio pela soltura do sofrimento não foi percebido pela casa, pois a permanência da dor era sentida nas suas paredes, intrincada no reboco. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O vento, cada vez mais forte, desnudava a árvore levando as suas folhas para dentro da casa. As folhas se alojavam aonde as suas forças as conduziam, forrando o chão da casa com um tapete de desilusão. Lá fora, os galhos da árvore se contorciam, movidos pela ventania, implorando um abraço de despedida; desolados, debateram-se no ar até serem vergados ao chão. Sem a seiva da vida a árvore se foi sem deixar um fruto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A pintura ocre da parede da casa havia sido tomada pelo mofo, dando-a a aparência de uma tela abstrata pintada por um artista enlouquecido pelo ópio. Das suas rachaduras saíam limbos de tristezas, como se a parede fosse uma tela interativa, cujo artista, o tempo, a moldava de acordo com o temperamento da própria casa. O quadro não era um dos melhores. E foi assim que ele encontrou a casa quando chegou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele, trazido pelo bilhete, estava sendo empurrado pelas lembranças. Do alto do morro, viu a casa sem uma das janelas e a árvore no chão. Esse cenário, se fosse há anos atrás, o levaria as lágrimas, contudo, o tempo encarregou-se de apagar qualquer resquício de sofrimento, deixando apenas as lembranças do que de bom ali aconteceu. Se voltou, foi para entender o porquê de não ter dado certo e para acertar as contas com o passado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao entrar na casa, ele ouviu ruídos vindos dos seus pés, olhou para baixo e percebeu que estava pisando em folhas secas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O tempo acelerou no sentido anti-horário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela se tornava mais bela quando tinha uma atividade. Encostado no batente da porta, tomando um cappuccino, ele lhe sorriu perguntando que muda ela estava plantando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Cerejeira. Vai dar a casa um ar europeu e lúdico. - Disse isso arcando a cabeça para frente seguido de uma gargalhada frouxa. Sempre fazia isso quando estava feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Europeu! Lúdico! Sei. - Ele compartilhou da felicidade dela, olhou para o horizonte e viu o sol rompendo. Ali mesmo fizeram amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quando estivermos estabilizados, você planta uma semente aqui. - Ela disse isso levando a mão dele a sua barriga. Com o sol estufando a abóboda do céu, ele permaneceu com a sua mão na barriga dela imaginando-a céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O estrondo da porta se debatendo, movida pela rajada de vento que não queria cessar, o trouxe de volta do passado. Assustado, ele se jogou no sofá. Este, precisando de um leve empurrão para desabar, foi ao chão e o levou, novamente, para o passado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao entrar a casa, às escuras, ele foi de encontro à quina do sofá. Ao mesmo tempo em que a dor se fez presente, audível com o seu grito, ela também se fez ao ligar o interruptor de luz. A iluminação o tornou visível aos olhos dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Acho que o amor para você se resume a trinta e seis metros quadrados...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não entendi.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - ...ou então, a um colchão de casal com dois travesseiros...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não faça drama.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - ...pois você só me trata bem no quarto, em cima da cama e quando quer sexo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você deve estar de TPM.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - TPM? Seu desgraçado. São seis horas da manhã de sábado, você saiu de casa às seis horas da manhã de sexta e vem me dizer que tou com TPM. Toma o que lhe cabe neste quarto. A partir de hoje você dorme no sofá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele desviou do travesseiro arremessado por ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu não estava com nenhuma mulher. Estava bebendo com os meus amigos e perdi a noção do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não estava com mulher. Em que diabo de mundo você vive? Quer enganar a quem? - Ela ameaçou tirar da bolsa a prova da traição dele, mas recuou. - Para você tudo gira em torno do sexo, não existe amor, companheirismo, aliançar uma ao outro...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Isso não é amor, é prisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Prisão? É isso que você pensa. Sinta-se livre. Acabou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você diz isso porque está nervosa, amanhã lhe pego na casa de sua mãe.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Dessa vez não sou eu que vou sair.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É você e não tem volta. - Ela bateu a porta do quarto, trancando-a. Encostou-se a ela e chorou abraçada a foto dele nu com outra mulher. Não teve coragem de mostrá-la. A traição seria paga sem ele saber.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele bateu repetidas vezes na porta, mas ela não abriu. Conhecia-lhe muito bem para saber que o casamento havia terminado. Sentou no sofá abraçando o travesseiro na tentativa de preencher o vazio intrínseco. Olhou para parede como se buscasse uma história de amor que ambos se prometeram. Lembrou que ela quis a cor ocre para as paredes. Cor de casa, disse um dia, arcando a cabeça para frente e gargalhando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A mancha de mofo na parede apagava a sua história de amor, se houve uma, escrita com ela. O limbo saindo de suas rachaduras era como tinta borrada sobre as linhas do papel, ininteligível. Compreendendo que estava no tempo presente, ele se levantou e encaminhou ao quarto com uma ilusão, infantil até, de que ao abrir a porta, ela o estaria esperando no quarto. Mais do que uma ilusão, ele tinha era um desejo, por isso levava consigo o travesseiro. Sentou na cama alisando o lençol, desejando que ela estivesse sobre ele e sob a sua mão a pele aveludada dela. Em devaneios, jogou-se sobre a cama levantando a poeira do abandono. Uma névoa acinzentada e densa encobriu o quarto. Envolto no torpor das lembranças, delirando, ele a viu surgir vestida somente de alegria e desnuda das camadas do tempo. Abraçado a ela, ele a teve mais uma vez. Suas peles tinham a mesma temperatura, a mesma febre dos amantes. Exsudado, após o frenesi sexual, ele percebeu que o pó havia impregnado em sua pele. Sentindo-se aprisionado, ele esfregou as mãos sobre o corpo, porém, a massa formada do pó com o seu suor não saía. Correu, desesperado, ao banheiro e com esponja, água e sabão esfregou-se. Foi inútil, a massa estava imantada ao seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele não percebeu que o tempo avançara, trazendo consigo vendavais, trovoadas intensas, prenúncio que as nuvens iriam desabar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A casa, percebendo o movimento da natureza, o prendeu no quarto sem precisar de muitos esforços, pois ele já estava preso aos seus delírios sexuais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A casa se desprendeu das amarras que a prendia ao chão, o sofrimento por ele ter falhado ao não transformá-la em um lar, e se deu a tempestade sem arrependimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O telhado se desfez em pó após as telhas se debaterem movidas pelo vendaval. Vários estrondos em intervalos pequenos ecoaram no ar. Um dos pilares não aguentou a força do vento e trincou derrubando uma das paredes. Pequenos tremores de terra desestruturaram o alicerce levando ao chão as outras paredes. O último estrondo rompeu entre os destroços, uma nuvem de pó se elevou ao céu, não havia nada em pé. A casa se foi aliviada, ele nem tanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Passado alguns minutos, a poeira ainda baixando, ela surgiu, saída de uma van, trazendo em uma das mãos a foto dele com outra mulher, nus; e na outra mão o controle remoto que acionou o dispositivo das bombas colocadas estrategicamente na casa. Acendeu um cigarro, tocou fogo na foto, jogou-a sobre os escombros e, ao vê-la transformar em cinzas, deu uma gargalhada estridente arcando a cabeça para frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Finalmente as nuvens desabaram abaixando a poeira que teimava em permanecer. Ela ergueu a cabeça sentindo a chuva banhar o seu rosto, vingada, estava de alma lavada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=old+house"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-509930142075053322?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/509930142075053322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/casa.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/509930142075053322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/509930142075053322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/casa.html' title='A casa'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-A46ajM9jLzk/Tkh0hV5NkpI/AAAAAAAAAwM/g7CKWv3rgcI/s72-c/casa+velha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-5669042747987071077</id><published>2011-08-12T21:31:00.001-03:00</published><updated>2011-08-12T21:32:02.663-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Admirável ser</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WrYSpjm4U4Y/TkXC8Wv0uzI/AAAAAAAAAwE/BhJqf8h0B4s/s1600/soliloquioLuc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" src="http://3.bp.blogspot.com/-WrYSpjm4U4Y/TkXC8Wv0uzI/AAAAAAAAAwE/BhJqf8h0B4s/s400/soliloquioLuc.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O absurdo na formação do ser é que dificilmente sabe-se como, e quando finalmente ele é, percebe-se que gostaria de ser completamente diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A imagem que ilustra o texto é da minha amiga Myra Landau. As suas telas abstratas causam um encantamento em mim que consigo deslumbrar várias formas, vários sentir. Para conhecer seu blog clique &lt;a href="http://myra-parole.blogspot.com/2011/08/soliloquio.html"&gt;AQUI . &lt;/a&gt;Podem também se encantar com as suas telas clicando &lt;a href="http://www.myralandau.com/main.htm"&gt;AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-5669042747987071077?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/5669042747987071077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/normal-0-21-false-false-false.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/5669042747987071077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/5669042747987071077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/normal-0-21-false-false-false.html' title='Admirável ser'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WrYSpjm4U4Y/TkXC8Wv0uzI/AAAAAAAAAwE/BhJqf8h0B4s/s72-c/soliloquioLuc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-496403457602739401</id><published>2011-08-09T22:25:00.000-03:00</published><updated>2011-08-09T22:25:47.239-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Livro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ocLEIOhcXSo/TkHdvgRjWfI/AAAAAAAAAwA/fp20e2NzyG8/s1600/DSC03081.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-ocLEIOhcXSo/TkHdvgRjWfI/AAAAAAAAAwA/fp20e2NzyG8/s320/DSC03081.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable	{mso-style-name:"Tabela normal";	mso-tstyle-rowband-size:0;	mso-tstyle-colband-size:0;	mso-style-noshow:yes;	mso-style-parent:"";	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;	mso-para-margin:0cm;	mso-para-margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ansi-language:#0400;	mso-fareast-language:#0400;	mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #2a2a2a; font-family: Tahoma; font-size: 10.0pt;"&gt;Os livros são uma janela para outro mundo, o meu é um livro de páginas em branco escrito com giz, também branco, para lê-lo precisa um pouco de magia para se encantar, um tanto de&lt;br /&gt;coragem para não assustar com o que vai ler e demasiado zelo para não se perder de mim entre verbos e substantivos. Como eu, ele é protegido por uma capa dura envernizada para que não sofra com as intempéries, as folhas costuradas com fios de náilon, talmente as minhas amizades, para que não se percam e deixam de dar sentido a história. No final verá que o livro não tem fim, tal qual eu, continua em outras páginas, perdido em uma estante, a espera deste instante mágico, ser escolhido por algum leitor que, ao abrir as páginas, perceba que a sua vida iguala a que está escrito. Eu sigo ininteligível... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-496403457602739401?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/496403457602739401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/livro.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/496403457602739401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/496403457602739401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/livro.html' title='Livro'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ocLEIOhcXSo/TkHdvgRjWfI/AAAAAAAAAwA/fp20e2NzyG8/s72-c/DSC03081.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-6881861908071845722</id><published>2011-08-05T22:50:00.000-03:00</published><updated>2011-08-05T22:50:32.818-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>Substantivo próprio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QjDSHrHBtlY/TjydAZeS0wI/AAAAAAAAAv8/7zXstRUXnjQ/s1600/57520186.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" src="http://2.bp.blogspot.com/-QjDSHrHBtlY/TjydAZeS0wI/AAAAAAAAAv8/7zXstRUXnjQ/s200/57520186.jpg" t$="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Perdi o sono. A madrugada é dos solitários. Percorro as bordas escuras do céu. Não acho estrelas. Descaminho, perdido no buraco negro da minha solitude. A lua é uma bola de gude olho de gato, mas não sou mais criança. Tenho pressa de crescer. Desilusão, todo crescimento é fruto de algum aprendizado. Não aprendo, prendo-me às palavras, mas não consigo apreendê-las por fazer do meu livro de cabeceira travesseiro. Perdi o sonho e nem o sono me é colo para o descanso. Perdi o sono e rio. Rio da minha situação, pois nem a mão ergue a vara para fisgar. Faço da madrugada rede, de pescar. A cama é o meu rio de letras. Fisgo o “erre”, o “eme”, o “i”, e o “a”. O meu alfabeto é curto, quem me socorre não é um verbo, mas um substantivo próprio. Próprio de quem deseja, escorrego pelas pernas do “M” e deitado sobre o “A” espero o ”R” escorregar sobre mim para eu ser hirto como o “I”. Tudo isso regado com prazer e gozo. Enfim é o verbo quem me acha. Amar. Perdi o sono. Entrelaço-me. A madrugada é uma dama a espera do seu par...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;p=black+legs&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-6881861908071845722?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/6881861908071845722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/substantivo-proprio.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/6881861908071845722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/6881861908071845722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/08/substantivo-proprio.html' title='Substantivo próprio'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QjDSHrHBtlY/TjydAZeS0wI/AAAAAAAAAv8/7zXstRUXnjQ/s72-c/57520186.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7557622063809444710</id><published>2011-07-31T11:40:00.000-03:00</published><updated>2011-07-31T11:40:27.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritual'/><title type='text'>Verbo</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jiGKTbP9awM/TjVmg06a-iI/AAAAAAAAAvY/h06awgYwZCU/s1600/verbo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-jiGKTbP9awM/TjVmg06a-iI/AAAAAAAAAvY/h06awgYwZCU/s200/verbo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;o amor a dois&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;é o exercício de Deus em nós&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;reduzi-lo a superfície&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;subtraí-lo ao físico&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;é diminuir o Deus intrínseco&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;é não dar ao amor a Sua voz&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;enfim, é regá-Lo ao depois&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=hug"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-7557622063809444710?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/7557622063809444710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/verbo.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7557622063809444710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/7557622063809444710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/verbo.html' title='Verbo'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jiGKTbP9awM/TjVmg06a-iI/AAAAAAAAAvY/h06awgYwZCU/s72-c/verbo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-2487727223536619107</id><published>2011-07-22T20:23:00.005-03:00</published><updated>2011-07-23T10:29:47.753-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>O mundo fantástico de Matheus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RqoQmHp29DY/TioFP6SV5TI/AAAAAAAAAuo/As6aDIDurH8/s1600/spider.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://1.bp.blogspot.com/-RqoQmHp29DY/TioFP6SV5TI/AAAAAAAAAuo/As6aDIDurH8/s320/spider.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=spider"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O menino ia feliz, chutando tampinhas de garrafa de refrigerante como se fossem estrelas, pois o seu chão era um imenso céu azul anil. Ele ia feliz, carregando uma mochila recheada de sonhos, um caderno de caligrafia com a capa do Homem-Aranha, um lápis do Ben 10 e a esperança de aprender todas as letras no primeiro dia de aula para, ao juntá-las umas com as outras, se fazer entender. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sua felicidade se fazia ver nos olhos, posto que esses sorriam e muito mais ainda nos lábios, a sua porta de se mostrar feliz. Ao entrar no veículo escolar, ele não se entristeceu ou chorou, pois estudar não lhe era um castigo e nem obrigação, mas um desejo. Na rua, os muros grafitados eram uma janela de entrada para os sonhos: se via o Super-Homem, apontava dizendo, “Papai”; se via a Mulher Maravilha, ele agitava os braços gritando com uma voz com gosto de doce de jabuticaba: “Mamãe”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contudo, ao avistar o Homem-Aranha, ele silenciava e, se escondendo dos seus colegas, quebrava o punho, dobrava o dedo médio encantando-se com a rede de teias saindo do seu pulso. Falta-lhe o conhecimento sobre as letras para poder tecer uma história sem fim. Ao voltar do seu mundo de encanto, o rádio estava ligado, e ele, ainda percorrendo as bordas da teia, ouviu uma voz melíflua saindo do alto falante. Então gritou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Tia, é ela, a Fadinha das letras. – Entusiasmado, agitou-se no banco do transporte escolar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Comporte-se, Matheus, como todas as crianças, e não me perturbe com as suas fantasias. – Ranzinza, a Tia do veículo escolar disse-lhe, impondo o silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Matheus desceu do veículo, cruzou os braços, pôs um bico nos lábios, abaixou a cabeça, semicerrou os olhos e foi, entristecido, vestido com o mau humor da Tia do veículo escolar e, com o coração tecido em amarguras, se enfurnou nervoso tartarugando nos passos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apenas alguns passos dados e ele teve tempo suficiente para desnudar-se do que lhe entristecia, porém a alegria se tornou maior quando ele ouviu alguém lhe chamando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Hei, menino de sorriso lindo e cabelos encaracolados, quer conhecer a Fadinhas das letras?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Quem está falando? – Matheus disse envolto em felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Hei, sou eu, aqui no alto, no primeiro galho da árvore.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O menino olhou para cima, e entre surpresa e encantamento viu uma aranhazinha da cor do ouro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Uma aranha que fala!?!? Você solta teia?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim, menino de sorriso lindo. Falo e teço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você é filha do Homem-Aranha?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A aranha não se conteve e pulou de galho em galho, solta em risos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não, menino dos cabelos encaracolados, eu sou filha dos seus sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Aranha, posso falar uma coisa na sua orelha?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A aranhazinha desceu por uma das teias mais finas e, aproximando da boca do menino, disse-lhe:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Fale, mas baixinho, senão a sua voz me arremessará para longe.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu queria ser igual a você. – Ciciou o menino na orelhinha da aranhazinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas você é, menino do sorriso lindo. Se sou filha dos seus sonhos, tudo é possível. A conversa tá boa, mas preciso ir, portanto ouça o que vou lhe dizer: “Ao entrar na escola, não vá direto, vire à esquerda em direção ao muro verde, e, sem medo, pule nele.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - No muro? – Perguntou o menino, incrédulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sim. Do outro lado, você verá um pé de jabuticaba e atrás dele uma casa simples. É lá que mora a Fadinha das letras...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Matheus não esperou a aranhazinha encerrar a frase e saiu em disparada, a passos de coelho, deixando para trás a mochila e levando consigo sonhos e felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Você não vem, Aranha? – O menino disse ao perceber que a aranhazinha não o acompanhava.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Menino de sorriso lindo e cabelo encaracolado, não esqueça, eu sempre lhe acompanharei. Eu estou em seus sonhos. – A aranhazinha gritou, pegando a mochila e desaparecendo entre as folhas da árvore.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Matheus, caraminholando debaixo dos seus caracóis, mal continha a emoção. “Conhecer a Fadinha das letras, e no primeiro dia da escola, será que é possível?”. Atravessou o pátio daquela velha casa do saber ligeiro como ele só, os pés flutuando pelo chão. Ao subir os treze degraus (Será que dá azar? Ele pensou) que o levavam para dentro do prédio, sentiu um frio subir-lhe a espinha. Lembrou-se da pequena e dourada aranhinha, e, com o sorriso de mel em seus lábios, virou à esquerda e seguiu sempre em frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para sua surpresa, aquele corredor o levava, outra vez, para fora da escola. O suor corria-lhe o rosto, mas, incansável como era, não deu bola para a gotinha que teimava em brotar de sua fronte. Mais 10 metros e estava defronte... A UM ALTO MURO VERDE!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;-&amp;nbsp; Ora essa, ele exclamou. Alto desse jeito, como posso pular? Eu só tenho seis anos...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;(Esse conto foi escrito a quatro mãos - um hábito que eu e minha mana Déia do blog Rumo às fotos desenvolvemos há muito tempo, e que resolvemos retomar agora.  Para entendê-lo por completo, leia a segunda parte do conto &lt;a href="http://rumoasfotos.blogspot.com/2011/07/o-mundo-fantastico-de-matheus.html"&gt;AQUI!&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-2487727223536619107?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/2487727223536619107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/o-mundo-fantastico-de-matheus.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2487727223536619107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/2487727223536619107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/o-mundo-fantastico-de-matheus.html' title='O mundo fantástico de Matheus'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RqoQmHp29DY/TioFP6SV5TI/AAAAAAAAAuo/As6aDIDurH8/s72-c/spider.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-7673207561099681328</id><published>2011-07-20T04:37:00.000-03:00</published><updated>2011-07-20T04:37:23.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><title type='text'>Pronome</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OPzZrb4x2IM/TiaFPO8y9bI/AAAAAAAAAuk/I5XVHgrTwuM/s1600/heart.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://3.bp.blogspot.com/-OPzZrb4x2IM/TiaFPO8y9bI/AAAAAAAAAuk/I5XVHgrTwuM/s320/heart.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt; 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text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eNNnsWHQUWE/Th97llP9_YI/AAAAAAAAAug/GNFPQTLWE4A/s1600/pergaminho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-eNNnsWHQUWE/Th97llP9_YI/AAAAAAAAAug/GNFPQTLWE4A/s200/pergaminho.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt; 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Você não percebe, na minha história só existem dois verbos, ser e descobrir, isso é latente. Você não consegue desenrolar o pergaminho da minha alma, está lá escrito, “eu sou teu, descobre-me”. Mesmo se você conseguisse ler, exigente como é, reclamaria a falta do ponto de exclamação no fim da frase, não basta eu dizer que eu sou teu, tem quer ser eu sou teu! Isso é típico de mulheres inseguras, e não preciso dizer que se trata de você. Contudo, não vou lhe contrariar, pontuarei a frase com um ponto final, assim não haverá a necessidade do fim para encerrar nossa história, estará subtendido. Você, um dia, ousou me chamar de flor de mandacaru, lembra-se, você me disse, "para lhe sentir, há a necessidade de me ferir com os espinhos". Tenho a convicção que esta frase não é sua, deve ser um pensamento, um devaneio de alguém muito mais sensível que você, pois a sua vida transita numa linha tênue entre o real e o virtual, todos os seus pensamentos são frases tiradas de revistas de fofocas. Saiba, sou uma vitória-régia, para me saber, você precisava mergulhar, de alma. Querida, eu sigo o rio da minha própria história...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leia a resposta dela clicando&lt;a href="http://pensamentosefotos.blogspot.com/"&gt; AQUI &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem clique &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=parchment#2"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-1646448368759334287?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/1646448368759334287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/pergaminho.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1646448368759334287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1646448368759334287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/pergaminho.html' title='Pergaminho'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eNNnsWHQUWE/Th97llP9_YI/AAAAAAAAAug/GNFPQTLWE4A/s72-c/pergaminho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-3836710806723877492</id><published>2011-07-10T22:18:00.000-03:00</published><updated>2011-07-10T22:18:11.998-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><title type='text'>História sem fim</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TqknSGjps5s/ThpPELcfjUI/AAAAAAAAAuY/kfRYW1uqBhc/s1600/20110207173306nWnFd.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="143" src="http://3.bp.blogspot.com/-TqknSGjps5s/ThpPELcfjUI/AAAAAAAAAuY/kfRYW1uqBhc/s200/20110207173306nWnFd.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;   &lt;o:TargetScreenSize&gt;544x376&lt;/o:TargetScreenSize&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; 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&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Neste amor impossível&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Em amar por você e por mim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Pois dentre todas as mulhres&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;É você, somente você que prefiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Sou um cara apaixonado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Crendo mais no amor do que na paixão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Depois dos trinta a ausência é constante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O depois é um futuro presente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Depois de tanto não, hoje percebo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Nossa história não tem fim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;...o sim sou eu que escrevo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-3836710806723877492?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/3836710806723877492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/historia-sem-fim.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3836710806723877492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/3836710806723877492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/historia-sem-fim.html' title='História sem fim'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TqknSGjps5s/ThpPELcfjUI/AAAAAAAAAuY/kfRYW1uqBhc/s72-c/20110207173306nWnFd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-426609522627924769</id><published>2011-07-02T20:37:00.000-03:00</published><updated>2011-07-02T20:37:54.419-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Amigo fiel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DOWynsgtXaA/TgerTFoDhnI/AAAAAAAAAtw/Bu8nBUILHi0/s1600/83987808.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-DOWynsgtXaA/TgerTFoDhnI/AAAAAAAAAtw/Bu8nBUILHi0/s400/83987808.jpg" width="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ao acordar fitei o céu, o dia estava plúmbeo. As nuvens cinza não permitiam ao sol o seu surgimento. Prenúncio de um dia entristecedor, ou, então, era apenas mais um dia de chuva torrencial. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Sei muito bem o quê me entristece. Um dos motivos é quando olho nos olhos do meu dono e não o reconheço. O tempo, esteja ele frio ou quente, chuvoso ou ensolarado, não altera o meu humor, serve como uma moldura para o meu dia.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Sentei sobre as patas traseiras na garagem e farejei no ar o seu cheiro característico. Assim que o meu faro percebeu o aroma almiscaro, o meu rabo serpenteou pelo chão, atingiu uma joaninha estatelando-a na parede. Ferida, ela levantou voo, nervosa deu com a língua nos dentes zumbindo impropérios.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Os seus passos eram nervosos, irreconhecíveis, sua voz gutural estava incompreensível. Deitei o meu focinho no chão, coloquei as minhas patas dianteiras sobre o mesmo, e de rabo de olho, ora fechando as pálpebras, ora abrindo, esperei-o sem medo. Quando ele surgiu no corredor esbravejando, dando soco no ar, chutando seres imaginários e xingando aos quatros ventos, eu coloquei as patas sobre os olhos e retesei todo o meu corpo, dando-lhe um formato de bola.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Todo este tempo de convivência e lá se vai doze anos, ele nunca levantou o pé para me chutar, ou a mão para me bater. Por isso a minha reação de retesar não foi movida pelo medo, mas, simplesmente, por não querer vê-lo com atitudes tão corriqueiras a maioria das pessoas. Nos meus pelos, as linhas de suas mãos significam em carinhos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Os xingamentos, chutes e socos exacerbavam exageradamente. Ele estava irreconhecível, e não reconhecê-lo era me perder de mim mesmo, mais do que isso, era me tornar insignificante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Senti as suas mãos me tangendo para fora da casa. Freei nas quatro patas. Ele me empurrou suavemente com os pés. Aos poucos as minhas patas foram escorregando, levando-me em direção ao portão de ferro. Desesperado, eu tentei morder a barra da sua calça para impedi-lo de me empurrar. Eu, movido pelo ímpeto, ao abrir a boca, avancei mais do que deveria. Senti o gosto amargo do seu sangue escorrendo entre as minhas presas ao abocanhar, além da barra da calça, as suas pernas. O chute na minha barriga, balançando todos os meus órgãos internos, eu só vim sentir quando bati com as costas no meio-fio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Vi quando ele levou a mão à cabeça demonstrando arrependimento. Os meus olhos doridos encontraram os olhos dele sofridos. Interpretei o seu olhar como um pedido de perdão, como se pedisse a minha volta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Ao colocar as patas dianteiras na calçada, ele fechou o portão de ferro. Eu apoiei na grade, balancei a cabeça para a direita e esquerda e procurei em seus olhos o motivo de tanto desprezo. Ele penteou os meus pelos com os dedos das mãos fazendo um carinho em meu dorso. Em seguida ele tartamudeou:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; - Ah, meu amigo fiel! Estou doente. Vá, tá na hora de procurar outro dono. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; As palavras saídas da sua boca misturaram as lágrimas caídas dos seus olhos tornando o que ele disse ininteligível. Eu lati dizendo-lhe que não havia compreendido, mas ele formigou para dentro da casa esfumando na sua tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Eu uivei entristecido. O sol se apagou e a lua se acendeu repetidas vezes. Prostrado em frente ao portão, eu esperei silente. No terceiro dia de espera surgiu um barulho intermitente, quase inaudível no início, como se estivesse longe dali. Minha audição apurada, aos poucos, percebeu o barulho constante e aproximado. Enfim, ensurdeceu-me.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Quando o elefante branco com cruzes vermelhas nas laterais, luzes vermelhas e brancas piscando no teto parou, o barulho havia cessado. De suas portas laterais abertas saíram pessoas todas de branco que abriram a porta traseira e retiraram uma cama com rodinhas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Trouxeram-no de dentro de casa envolto em um lençol e colocaram-no na cama com rodinhas. Preso em uma haste de metal havia um frasco com um líquido gotejando em uma mangueira fina presa ao seu punho por uma agulha enfiada em sua veia. Procurei os seus olhos e os encontrei fechados. Empurram a cama contra a traseira do elefante branco. As pernas com rodinhas da cama se fecharam ao tocar na traseira do elefante branco, engolindo a cama com ele em cima. Lestamente, o elefante branco saiu em disparada serpenteando pelas ruas, apressado, gritando e piscando as luzes do seu teto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; No céu havia um buraco grande, como se lhe faltasse a lua. Buracos menores ocupavam todo o espaço celestial como se lhe faltasse as estrelas. Sem chão, eu tentava me apoiar nas quatro patas, esperando que ele voltasse. Porém, faltava-me céu para que eu uivasse essa esperança. Repentinamente desabou um temporal, eu corri sem rumo. Dos meus olhos desabaram lágrimas que ao misturar à água da chuva não levou de mim a tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp; Talmente óleo em máquina, a tristeza somente seca com o decorrer do tempo. Cabisbaixo, orelhas caídas, rabo entre as pernas, uivando dores, diminui os passos e me deixei ser levado pela água. Qual destino eu não sabia, carregava em mim um dilúvio de dor. Ele se foi para sempre, eu permanecia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=en-US&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=sad+dog"&gt;clique aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-426609522627924769?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/426609522627924769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/amigo-fiel.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/426609522627924769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/426609522627924769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/07/amigo-fiel.html' title='Amigo fiel'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-DOWynsgtXaA/TgerTFoDhnI/AAAAAAAAAtw/Bu8nBUILHi0/s72-c/83987808.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-1250093752120340105</id><published>2011-06-22T17:00:00.003-03:00</published><updated>2011-06-29T09:20:08.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desilusão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tristeza'/><title type='text'>Escuridão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-olR7FAV6jMc/Tf5qLEeT0kI/AAAAAAAAAts/6qewnOFA5NY/s1600/escuridao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-olR7FAV6jMc/Tf5qLEeT0kI/AAAAAAAAAts/6qewnOFA5NY/s320/escuridao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "O que o panguá aí fez?" - Perguntou o escrivão ao policial militar. "Tentou roubar um civil e foi preso por ele." "Isso que é sorte. Deixa dá um olhada na cara desse sem-vergonha." – Disse o escrivão sem se importar com o erro ortográfico, e, ao dar um tapa de cima para baixo no queixo do suspeito, o reconhece. "Esse nóia de novo, com certeza usou um pitbul para aplicar o 157 no civil?" "Isso mesmo." - Respondeu secamente o policial militar querendo sair daquela delegacia, mas o escrivão, ao invés de abrir o B.O., queria inquirir o suspeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela assistia toda a cena do corredor próximo à cela e não acreditou quando o escrivão deu um soco na boca do estômago do suspeito e em seguida uma paulistinha em sua coxa. Assim que o suspeito desabou no chão estrebuchando e as risadas dos policiais tomaram conta do corredor, ela saiu enojada da delegacia por não pactuar com aquela cena.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na rua ela puxou o seu Malboro e levou a mão ao bolso para puxar o isqueiro. Esquecera na delegacia e voltar não estava em seus planos. Pensou em acendê-lo com a arma, deu risada do absurdo. Mas bem que tentaria se o cigarro estivesse no dedo do escrivão. Com certeza, o dedo dele eu queimaria, pensou em voz alta. Alguns mendigos na praça do outro lado da rua estavam em volta de uma fogueira, ela se aproximou e pediu fogo. Eles olharam assustado para a arma em sua cintura e deram o fogo sem reclamar. A sensação prazerosa da fumaça sendo aspirado pela boca, saindo pelo nariz e se dispersando no ar lhe dava um alívio inenarrável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sino da igreja avisando aos fiéis que a missa das oito da noite ia iniciar havia tocado, assustando-a por este hábito há muito tempo ter sido abandonado pela igreja católica. Alguns metros de onde ela estava uma imagem lhe chamou a atenção, uma criança de cócoras chorava compusilvamente. Ela se aproximou e viu um líquido saindo de sua nádega, pensou que era xixi, porém, ao aproximar mais, reparou que o líquido era mais denso e de coloração avermelhada. Não teve dúvida, era sangue. Correu em direção à criança, e esta assustada se encolheu toda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Ele disse que Jesus entraria em mim. Ele disse que doeria, mas todos nós se quisermos encontrar Deus precisamos passar por uma provação. Olha eu tou sentido Deus, Jesus está tocando em minhas mãos. Tá vendo também moça?"&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela perguntou para a criança quem foi que disse aquilo e, antes de fechar os olhos, a criança apontou para a igreja. Desesperada, ela fez massagem cardíaca, respiração boca a boca para tentar ressuscitá-la. Mas já era tarde.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim que o IML chegou, ela se encaminhou para a igreja com uma certeza inabalável, alguém teria que pagar por aquele crime.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A igreja estava vazia, porém vozes sussurrando, uma grave, provavelmente de adulto, outra fina, sem ter muita certeza, achava ser de uma criança, mas também poderia ser de uma mulher, vinha do confessionário localizado atrás do altar. Ela se aproximou para tentar ouvir o que se falava lá dentro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Não se preocupe, para encontrar Jesus há a necessidade do sofrimento, afinal, Ele sofreu para nos salvar. O derramamento do Seu sangue nos deu o perdão para os pecados humano, a entrega do Seu corpo a salvação celestial para todos nós. Por isso, tire a sua roupa e entrega o seu corpo para mim para que você possa encontrar a salvação, como representante de Jesus na terra, eu sou o único que pode lhe dar o perdão, para isso eu preciso entrar em você para que Deus também entre e permaneça em você. Que seja feita a vontade de Deus."&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A criança não teve mais dúvida e desnudo-se para o padre na esperança que fosse perdoada dos pecados cometidos. Uma luz fulgia nos olhos do padre, porém não o iluminava, contudo o corpo níveo da criança resplandecia como se uma aura divina estivesse sobre a sua cabeça, ele se assemelhava a um anjo, e isso excitava o padre. O que o padre não percebeu foi o cano da arma refletido nos seus olhos verde água, realmente não havia iluminação e ele estava preste a encontrava as trevas. Quando o padre pegou a vasilha de vaselina, ele percebeu os olhos vermelhos da policial fulgindo uma ira incontrolável. O padre ainda teve tempo de beijar o seu crucifixo. A policial vestiu a criança e as duas saíram de mãos dadas. A igreja permaneceu na escuridão com o corpo do padre jazido no chão. Assim que a policial deu o seu depoimento, acendeu o seu Malboro e esfumou levando consigo a fumaça do seu cigarro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.gettyimages.pt/Search/Search.aspx?contractUrl=2&amp;amp;language=pt-PT&amp;amp;family=creative&amp;amp;lic=rf&amp;amp;assetType=image&amp;amp;p=dark"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5754744738446011603-1250093752120340105?l=ederprosias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ederprosias.blogspot.com/feeds/1250093752120340105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/06/escuridao.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1250093752120340105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5754744738446011603/posts/default/1250093752120340105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ederprosias.blogspot.com/2011/06/escuridao.html' title='Escuridão'/><author><name>EDER RIBEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17341441062481360733</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://4.bp.blogspot.com/-qFmJgU_UgA8/TjXcGDLkGTI/AAAAAAAAAvg/5KJKVeXCLek/s220/DSC03106_edited.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-olR7FAV6jMc/Tf5qLEeT0kI/AAAAAAAAAts/6qewnOFA5NY/s72-c/escuridao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5754744738446011603.post-4130369436454516385</id><published>2011-06-14T18:00:00.000-03:00</published><updated>2011-06-14T18:00:02.546-03:00</updated><catego
