Gotas de ti

Ao vir aqui você corre o risco de me levar em gotas. Mas não se assusta, sou gotas de bondade e outras tantas de maldade, portanto, humano como você, e ao vir aqui você choverá bondade sobre mim, e eu, inundação. Seja bem-vindo!

sábado, 4 de abril de 2009

o meu último poema


não é nunca a tristeza que me contamina
tenho uma rosa como deusa-menina
tenho um cravo como deus-menino
o meu colo é chão que enraíza essa sina
de ser, graças a deus, feliz da vida

o meu eixo se encontra no meu florido jardim
florescido pelo amor da minha deusa-ébano
e o muito que se diz de mim
só o é verdadeiro quando se diz
sobre o cravo, a rosa e a flor de liz

neles, por e para eles eu me entendo
a compreensão de ser neles ganha significado
serão os meus derradeiros poemas
e muito mais do que isso, disso eu não fujo
serão as mais puras poesias de exaltação a alegria

e para não dizer que eu não disse os seus nomes
o cravo se chama matheus ribeiro vogado
a rosa se chama evelyn ribeiro vogado
e a flor de liz só poderia ter um nome
deusa-ébano-eterna-namorada-amada

nunca jamais é a tristeza que conta
no meu jardim é a alegria que mina
o cravo florirá todos os dias em risos
da rosa a doçura será sempre o seu perfume
e a flor de liz é a única flor da qual preciso

6 comentários:

Dauri Batisti disse...

"o meu último poema". Esta frase é um lindo poema. Dói pra caramba. Eu também queria ter a coragem de escrever isto, o meu último poema. meu Deus! Nem consegui ler direito o poema. Vou usar como abertura do meu próximo poemeto da série "despedidas". Pode ser?

Abraço.

Dauri Batisti disse...

Nossa! Voltei só para perguntar: como é isto de escrever o último poema? Como é optar por continuar só com a prosa?

Elcio Tuiribepi disse...

Olá Éde, último é palavra muito forte, apesar do lindo poema...
Prosa, engraçado como mudei minha forma de escrever, e quase não uso mais rima, apenas quando se trata de fazer uma canção...
De qualquer forma, tenho certeza de que o que vier virá bem...
Um abraço na alma e um ótimo fim de domingo...

lilian reinhardt disse...

Alfa e ômega o poema não tem começo nem fim. Ele é o seu poema, maravilhoso, enraizado, vertente de seus olhos! Parabéns poeta, meu abraço.

P.S. republicamos poema que deletou-se com a troca de imagens, por razões técnicas. Pedimos excusas e compreensão.

Tatiana disse...

Não pode ser o último...pois a poesia em Ti vive!
*
Saiba que é muito bom abrir minha
página de recados e lá encontrar
as suas palavras.
Obrigada por seu carinho!
Tenha uma excelente semana!
Beijos

Célia de Lima disse...

Sina de ser solo de flor, seja cravo, rosa, liz de amor! Que coisa tão linda é ser assim!!!! Um último poema só poderia ser mais que mais! rs.. Beijo imenso de alegria. Uma semana de paz e de ótimas notícias! Fica bem! ;-)

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